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Colégio de Aplicação Pedagógica da UEM comemora 50 anos com ouro em Olimpíada

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O Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), comemorou 50 anos nesta quarta-feira (28) com uma medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Tecnologia (OBT), competição de nível nacional que contou com a participação de escolas públicas e privadas. A conquista é de uma equipe de seis alunos do 8º e 9º anos do colégio, que no contraturno participam de aulas de Altas Habilidades e Superdotação. Atualmente, dos cerca de 1,1 mil estudantes matriculados, em torno de 90 frequentam as aulas deste projeto.

Para a diretora-geral do CAP, Alessandra Martinho de Oliveira, nada melhor do que mais um prêmio obtido por estudantes do CAP para mensurar a qualidade de ensino do colégio. Segundo ela, a escola também está comemorando a classificação de 293 alunos do CAP para a segunda fase da Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais do Paraná (OMAP), competição estadual realizada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). “Do Núcleo de Ensino de Maringá, o CAP foi a escola que mais teve alunos classificados”, frisa.

Durante suas cinco décadas, o colégio vem colecionando bons resultados tanto em Olimpíadas como em notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em 2020, entre todos os colégios estaduais avaliados em mais de 359 cidades paranaenses, do 1º ao 5º ano, o CAP obteve o melhor desempenho, com nota 7,7. O colégio também obteve destaque em 2020 e 2021 nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) com duas medalhas de ouro e uma de prata.

Na avaliação de Oliveira, o meio século do colégio é uma história de muita resistência e luta para a manutenção da estrutura da escola, mantida por meio de convênio entre a UEM e a Seed-PR, principalmente por ser uma escola diferencial, de aplicação de novas práticas pedagógicas e de estágio. “Nossa luta é sempre para que consigamos ter autonomia para fazer um colégio diferencial. Por exemplo, no Ensino Médio focamos no conteúdo voltado para o PAS/UEM (Processo de Avaliação Seriada)”, lembra a diretora-geral.

“O colégio também obteve uma boa participação no projeto Ganhando o Mundo. Além disso, formamos entre 90 e 120 alunos por ano, dos quais cerca de 60 entram para a universidade, a maioria em instituições públicas. No ano passado, tivemos estudantes que ganharam bolsas para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), entraram para a Universidade de São Paulo (USP) e conquistaram vagas em Medicina”, acrescenta.

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EVENTOS COMEMORATIVOS – Ao longo deste mês, a direção do CAP promoveu vários eventos para comemorar a data. No último sábado (25), o CAP promoveu jantar dançante para uma confraternização geral no Buffet Grande Mesa. O evento reuniu cerca de 100 pessoas, entre pais, alunos, ex-alunos, funcionários, ex-funcionários e professores universitários.

Outro evento da programação comemorativa dos 50 anos do Colégio ocorreu no dia 23 de maio, quando foi lançado o Clube do Livro Silvana Soares Camara, no auditório da Biblioteca Central (BCE).  A iniciativa é resultado da união do CAP com o Núcleo Maria da Penha (Numape) e o Empodera, projetos da Universidade que prestam assistência a mulheres em situação de violência doméstica.

No dia 9 de maio, também foi a vez da implantação da Horta do Saber no CAP, projeto de acadêmicos do Centro de Ciências Agrárias (CCA), em parceria com o Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCH) e o CAP. No local, os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental passaram a realizar atividades com orientação de estudantes e docentes da UEM. Os acadêmicos do CCA lideram a parte agronômica, enquanto os discentes do CCH oferecem suporte pedagógico às crianças.

EQUIPE OURO – O projeto de aplicativo educacional, vencedor da OBT 2024, desenvolvido pelos alunos do CAP, é um quiz da área de Ciências. Nele, os usuários testam o conhecimento sobre a unidade microscópica estrutural dos seres vivos: a célula.

“Partimos do fato de que os alunos do sétimo ano têm muita dificuldade de aprender este conteúdo, como nós também tivemos. Para que o aluno tenha fácil entendimento, o conteúdo sobre células é explicado em linguagem informal por meio de questões e alternativas de respostas”, explica o porta-voz da equipe, João Lucas Manhães da Silva, 14 anos (9º ano). O aluno estuda no CAP há seis anos.

Além dele, integram a equipe Augusto Polo Dovirgens, 13 anos (8º ano); Caio Ferrari Bim, 13 anos (8º ano); João Lucas Zagoto Gomes, 14 anos (9º ano); Leonardo Silva Scheller, 12 anos (8º ano); Thiago Enzo Fujiki, 12 anos (8º ano).

O nome dado ao projeto do aplicativo é Ciência Guará. A equipe explica que o nome foi escolhido para homenagear o lobo-guará, considerado um ícone da fauna brasileira e uma espécie ameaçada de extinção, segundo lista do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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“Vencer esta Olimpíada foi uma surpresa para todos porque concorremos com escolas particulares, institutos federais e escolas técnicas do Brasil inteiro. E isso é muito gratificante para nós”, comemora Silva. De acordo com ele, a próxima fase é desenvolver o aplicativo para disponibilizá-lo nas lojas oficiais de apps do Android e iOS.

Para ele, que veio de uma escola privada para estudar no colégio, o CAP tem potencial para concorrer de igual para igual com uma escola particular. “Isto pelo fato de ser uma escola de aplicação e disponibilizar uma sala de altas habilidades e superdotação e outra de recursos multifuncionais. Além disso, aqui, no sistema trimestral, temos mais capacidade de entender o conteúdo melhor”, avalia.

A professora Maria Oriza, orientadora da equipe, também ficou surpresa com a conquista do ouro. Ela conta que a iniciativa de inscrever o projeto na OBT foi dos alunos, pois o projeto começou a ser criado em abril deste ano, visando a inscrição na III Feira Científica do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades e Superdotação do Estado do Paraná (Fenaahs).

“Quando estava orientando as literaturas, as referências, ajudando a escrever o projeto, delimitando tema e objetivo apareceu esta prova. Os alunos quiseram fazer, mas confesso que achei que não íamos conseguir porque o nível da prova é muito alto. Fiquei até com pena deles e agora estou orgulhosa, porque realmente vencemos apesar de todas as dificuldades”, diz Oriza, especialista em altas habilidades e educação especial em contexto de inclusão.

CAP – O colégio atua no ensino fundamental e médio e está localizado no câmpus sede da UEM. Tem por mantenedor o Governo do Estado, através de convênio entre a UEM e a Secretaria de Estado da Educação (Seed). O Governo do Paraná  autorizou o funcionamento progressivo do Centro Estadual de Aplicação Pedagógica de 1º grau da UEM em 29 de maio de 1974, por meio do decreto no 5.537/74. Desde então, o CAP abriga diferentes níveis de ensino de educação básica e profissional.

Atualmente disponibiliza o ensino fundamental, anos iniciais (1º ao 5º ano) e finais (6º ao 9º ano) e o ensino médio (1º ao 3º ano). Também atua no campo de estágio para os acadêmicos das diversas licenciaturas como um espaço para formação e/ou atualização de professores da educação básica.

Fonte: Governo PR

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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