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Centro de Memória do Esporte recebe acervo de Sicupira e faz evento para homenageá-lo

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Esporte (Sees), promove nesta terça-feira (19) o evento Ei Craque, que reúne apaixonados por futebol e uma homenagem a Barcímio Sicupira Júnior. A atividade será realizada pelo Centro de Memória do Esporte Paranaense, com início às 15h45, no auditório da Sees.

Em formato de mesa redonda interativa, mediada pelo radialista e apresentador Osmar Antônio, o encontro terá a participação de convidados, como os ex-jogadores e ex-técnicos, Capitão Hidalgo, Levir Culpi, Alfredo Gottardi, Zequinha e Nivaldo, que estiveram com Sicupira em clássicos do futebol paranaense na década de 1970.

A edição de 2023 do evento também busca promover a apresentação do acervo de Sicupira, que foi doado ao Centro de Memória do Esporte Paranaense pela família do jogador, falecido 2021.

O secretário estadual do Esporte, Helio Wirbiski, explica que o Ei Craque é um espaço criado para preservar e valorizar as pessoas, profissionais e personagens que contribuíram para história do esporte do Estado. “Quem faz história deixa um legado e a iniciativa da família do Sicupira em doar parte de seu acervo ao nosso Memorial do Esporte é louvável. O evento é uma forma de compartilharmos esse belo gesto com o público amante do futebol”, diz.

Wirbiski ainda comenta sobre os feitos do craque da camisa 8. “Ele serviu de inspiração para muitos outros paranaenses se dedicarem ao futebol, foi um jogador diferenciado, que se notabilizou vestindo as camisas de clubes como o Ferroviário, o Botafogo do Rio, Botafogo de Ribeirão Preto, Corinthians e Athletico Paranaense. Depois, foi um dedicado diretor de futebol do Colorado e se destacou também como comentarista de rádio e televisão”, lembra.

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Segundo a coordenadora do Centro de Memória do Esporte Paranaense, Débora Russo, a função prioritária do setor é divulgar a história e preservar os acervos e objetos ligados ao esporte paranaense. “O evento que vamos realizar reunirá craques e profissionais do futebol que muito contribuíram, e ainda colaboram, para o resgate histórico dessa modalidade. Por meio desse bate-papo eles vão compartilhar suas experiências com esse ídolo tão importante que foi o Sicupira”, complementa.

CONVIVÊNCIA – Flávia e Mariana, filhas de Sicupira, contam que a doação ao Centro de Memória é importante para o legado do pai. “Ele tinha uma churrasqueira cheia de troféu e outras coisas, tinha guardadas várias camisas de cada time em que jogou, tinha também troféus de truco, entre outras coisas. Aí eu ofereci para o Centro de Memória, eu sabia que podiam aproveitar muito mais do que a gente. Em casa ia ficar tudo fechado”, afirma Mariana.

“As pessoas sempre perguntam da história do Sicupira. Ele não era muito de compartilhar a vida de atleta com a gente, em casa ele não era atleta ou comentarista, ele era pai, e um pai sensacional. Acho que ele conseguiu deixar um legado, não só de ídolo e jogador, mas também como ser humano. E agora esse legado de atleta poderá ser visto de perto”, complementa Flávia.

EDIÇÃO 2022 – Na primeira edição, em 2022, o Ei Craque estreou com uma roda de conversa com personalidades históricas do futebol paranaense, como o preparador físico Carlinhos Neves, os ex-jogadores, e agora técnicos Levir Culpi e Adilson Batista, e o escritor e publicitário Ernani Buchmann, ex-presidente do Paraná Clube (1996-1998), que realizou o lançamento oficial do livro “Copa de 42 – O Simbólico Mundial Nazi-Fascista”. 

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CENTRO DE MEMÓRIA DO ESPORTE PARANAENSE – O Centro de Memória do Esporte Paranaense (CMEP) é um espaço público criado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Esporte, e tem como principais campos de atuação a guarda, pesquisa e conservação de acervos relacionados ao esporte pertencentes ao patrimônio cultural público do Estado e a todos os cidadãos, conforme rezam as legislações federais e estaduais de gestão do bem público, respaldadas pela Constituição Federal Brasileira, de 1988.

A sede do Centro de Memória do Esporte Paranaense fica no Ginásio do Tarumã (Avenida Victor Ferreira do Amaral, número 1649 – Tarumã). Composta por espaços de guarda e um espaço expositivo, além da estrutura administrativa de coordenação, o centro engloba uma estrutura organizacional de 36,22 metros quadrados, dentro do espaço total de 5.780 metros quadrados do ginásio. Também conta com espaços dentro da sede da Secretaria do Esporte (Rua Pastor Manoel Virgínio de Souza, 1020 – Capão da Imbuia).

O CMEP é aberto ao público mediante agendamento prévio pelos números: (41) 3361-7713 ou (41) 3361-7736.

Serviço:

Ei Craque – homenagem a Sicupira

Data: terça-feira, 19 de setembro

Horário: 15h45

Local: Auditório da Secretaria do Esporte – Rua Pastor Manoel Virgínio de Souza, 1020, bairro Capão da Imbuia, Curitiba

Entrada livre

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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