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Centenária está entre as 100 pessoas que já usaram as cadeiras acessíveis no Litoral

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Em uma semana de atividade, o programa Praia Acessível, do Governo do Estado, já registrou 100 atendimentos no Litoral do Paraná, inclusive para centenários. Ele disponibiliza cadeiras anfíbias, que são adaptadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo que possam tomar um bom banho de mar e vivenciar momentos de lazer e inclusão. Os equipamentos também podem ser conduzidos na areia da praia.  

Os profissionais que levam as pessoas com deficiência e os acompanham no mar são formados ou estudantes de fisioterapia e de educação física. Em cada posto de atendimento, é possível encontrar de dois a três profissionais que ficam à disposição das 09h às 19h. Para utilizar a cadeira, não é necessário agendamento prévio.

Mario Wilson de Mira é frequentador do Litoral desde 1980. Há dois anos ficou paraplégico e, desde então, não se banhava no mar. Para ele, a sensação de voltar a aproveitar o lazer em sua totalidade é motivo de muita alegria. “Estou muito feliz. Pude sentir novamente a natureza, a sensação da água batendo no meu corpo graças a essa equipe, esse projeto fantástico. Eu agradeço muito o Governo do Paraná por essa iniciativa”, comemorou.

Além de oportunizar lazer para a pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida, o objetivo é também fortalecer os vínculos, já que os familiares acompanham o banho de mar.

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Mara Loretti Piazeto é cuidadora da prima, que sofre com epilepsia e o calor a deixa com as pernas dormentes. “Por isso o banho de mar é fundamental. É a realização de um sonho, ver a carinha dela feliz não tem preço”, afirmou. “Não fosse isso, ela não conseguiria ter essa oportunidade”.

Luzia Moreira tem 101 anos e nesta semana entrou no mar e aproveitou o momento com a família. Segundo a filha, Neuzira Moreira, o programa é uma excelente oportunidade de inclusão. “Achei muito bom, um projeto maravilhoso que torna acessível a praia para todos, inclusive para deficientes físicos e idosas como é o caso da minha mãe. Ela gostou muito”, disse.

CADEIRAS ANFÍBIAS – O equipamento tem rodas especiais que permitem o deslocamento na areia e no mar. As cadeiras possuem cinto de segurança regulável, encosto, assento, apoio cervical para a cabeça e apoio para os pés em tecido emborrachado, removível e lavável. São flutuantes e confeccionadas em material leve, resistente e inoxidável.

Por serem mais altas, elas permitem que o usuário entre no mar ou em rios em uma profundidade segura. O uso é orientado por profissionais qualificados, que explicam a forma correta para condução das pessoas com deficiência até a cadeira e auxiliam em seu uso.

O Praia Acessível é desenvolvido por meio de parceria entre a Sanepar e Secretaria do Desenvolvimento Social e Família. “Espalhadas em seis pontos do Litoral, as cadeiras anfíbias proporcionam interação familiar, o cuidado e o pertencimento”, afirmou a secretária do Desenvolvimento Social e Família em exercício, Luiza Simonelli.

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Confira os pontos onde ficam os equipamentos:

Equipamentos disponibilizados de terça-feira a domingo, das 9h às 12 e das 15 às 19h.

Guaratuba

Praia do Cristo – Final da Avenida Atlântica s/n

Matinhos

Balneário Caiobá – Av. Atlântica, entre as ruas Londrina, Apucarana e Ponta Grossa

Final da Travessa Morena e início da Rua das Sereia

Pontal do Paraná

Ipanema – Av. Dep Anibal Khury, no final da Av. São Luís

Shangrilá – Av. Dep. Anibal Khury, no final da Av. Edo Puhl

Praia de Leste – Avenida Dep. Anibal Khury, no final da Rua Rio Grande do Norte

Equipamentos disponibilizados desde 22 de dezembro de 2023 e ficam até 13 de fevereiro de 2024 – de sexta a domingo das 9h às 12h e das 15h às 19h

Ilha do Mel

Praia Nova Brasília

Praia Encantadas

VERÃO MAIOR PARANÁ – O Verão Maior Paraná reúne uma série de ações voltadas aos veranistas e moradores dos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste. São atividades esportivas e de lazer que englobam aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, shows, torneios e competições nacionais e internacionais, programação inclusiva e educação ambiental. A agenda completa pode ser consultada no site www.verao.pr.gov.br.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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