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Biblioteca Pública promove semana de acessibilidade para pessoas com deficiência visual

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A Biblioteca Pública do Paraná programou uma semana de eventos parar marcar o Dia Internacional da Pessoa Deficiência, comemorado em 3 de dezembro. De 28 de novembro a 5 de dezembro, a acessibilidade e a inclusão são os temas de exposições, palestras e encontros organizados pela Seção Braille da instituição. Todas as atrações são gratuitas e a BPP emite certificados de participação.

A agenda começa com a abertura, nesta segunda-feira (28), da 1ª Exposição de Materiais Pedagógicos Adaptados para Pessoas com Deficiência Visual. A mostra — em cartaz no hall do segundo andar — traz objetos, mapas e exercícios, entre outros recursos didáticos, elaborados pelos Centros de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAPs), vinculados à Secretaria estadual da Educação e do Esporte.

A exposição ganha um complemento na quarta-feira (30) com uma videoconferência sobre o tema apresentada pelas professoras Rozi Terra Fabri e Nilza Faria de Souza, do CAP de Londrina. A transmissão é aberta à comunidade e começa às 10h.

“Esses materiais permitem que as pessoas com deficiência entendam, plenamente, o que os professores em sala de aula estão explicando. É uma oportunidade para que elas conheçam melhor o mundo”, diz a coordenadora da Seção Braille da Biblioteca Pública do Paraná, Cleomira Burdzinski.

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“Essas pessoas podem fazer tudo o que quem enxerga faz, mas isso depende de algumas adaptações. E, muitas vezes, basta uma pequena adaptação para a gente alcançar esse público”, acrescenta.

Também na quarta-feira (30), a escritora Lilian Merege Biglia lança o livro “Fiquei Cego, e Agora?”, com relatos de histórias de vida testemunhados em seus mais de 25 anos de trabalho na área de educação e acessibilidade. O evento acontece às 14h, no auditório da BPP, e conta com a participação de pessoas que concederam depoimentos à obra, além de uma apresentação de músicos cegos e com baixa visão.

No sábado (3), Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a Seção Braille recebe uma exposição de bengalas. O objetivo da mostra é apresentar aos visitantes o significado de cada tipo de bengala utilizada pelas pessoas com alguma deficiência e destacar sua importância para a inclusão desses indivíduos em locais públicos.

ACERVO ADAPTADO – Referência na área de acessibilidade, a Seção Braille da Biblioteca Pública do Paraná possui um dos maiores acervos do País, com mais de 30 mil títulos, entre livros, audiolivros, e-books, revistas, boletins e folhetos em versão adaptada. O setor ainda oferece palestras e cursos de capacitação, além de realizar a audiodescrição de exposições e curtas e longas-metragens.

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Em outubro deste ano, o setor criou o projeto Cine Inclusivo, para estimular e atrair o público interessado em filmes audiodescritos. Por meio de agendamento, os usuários da BPP podem assistir a títulos de diferentes gêneros cinematográficos selecionados pela equipe da Seção Braille.

Nesta semana, a programão inclui os longas “Ensaio Sobre a Cegueira”, “O Nascimento de Cristo” e “Um Hotel Bom para Cachorro”.

TECNOLOGIA INCLUSIVA – Em 2019, o espaço do Braille foi totalmente reformulado para facilitar a circulação dos usuários, que fazem uma média mensal de 130 empréstimos. No ano seguinte, a seção recebeu quatro aparelhos OrCam MyEye — dispositivo acoplado a um óculos que fotografa textos, escaneia e os transforma em áudio.

O Paraná ainda é um dos poucos estados brasileiros a proporcionar ao público esta solução inovadora, que também contempla analfabetos e permite a leitura e a identificação de pessoas pelos rostos, entre outras funcionalidades.

Serviço:

Semana do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

De 28 de novembro a 5 de dezembro, em diferentes espaços da BPP

Entrada gratuita em todos os eventos

Mais informações: (41) 3221-4985

Fonte: Governo do Paraná

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Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

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O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

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O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

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CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

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