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Balanço da Defesa Civil aponta 40 municípios afetados pelas fortes chuvas no Estado

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A Defesa Civil do Paraná divulgou um balanço neste domingo (08) que aponta 40 municípios afetados pelos eventos meteorológicos que atingem o Estado desde o ultimo dia 03. A estimativa é que mais de 13 mil pessoas tenham sido afetadas pelo mau tempo.

“Desde as primeiras informações meteorológicas vindas do Simepar e de outros organismos meteorológicos, foram adotadas medidas para alertar a população sobre as condições que chegavam ao Estado e que podiam provocar emergências e desastres”, afirmou o capitão Marcos Vidal da Silva Júnior, que integra a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil.

Alguns municípios tiveram danos extensivos, como é o caso de São Jorge d’Oeste, Paulo Frontin, Paula Freitas e Mangueirinha, atingidos no início da semana por vendavais que causaram destelhamento em diversas residências, afetaram comércio e lavouras.

Mais recentemente, Rio Negro, União da Vitória, Rebouças e Peabiru, por exemplo, tiveram problemas de alagamento e inundações por conta da chuva continuada e dos grandes acumulados no último dia. Cerca de 200 pessoas tiveram que deixar as suas residências em União da Vitória e 56 em Rio Negro. Ao todo, durante esses dias, mais de 740 pessoas deixaram suas residências por causa das chuvas e vendavais e 503 ainda permanecem fora de seus lares.

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As equipes locais da Defesa Civil, juntamente com o Corpo de Bombeiros, realizaram as ações de atendimento à população, resgatando as pessoas em maior risco e levando para locais seguros. Os alertas da população, enviados desde a segunda-feira (03), assim como a mobilização junto às redes sociais e outros canais de comunicação, auxiliaram para que a informação sobre as chuvas pudesse ser repassada. Dicas sobre ações de proteção também complementam a informação sobre os riscos e ajudam para que menos danos e prejuízos sejam causados pelas tempestades.

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA – Paula Freitas, Mangueirinha, Rio Negro e São Jorge do Oeste já decretaram situação de emergência. O decreto de São Jorge d’Oeste já está homologado pelo Estado e o de Mangueirinha está em processo de homologação. Paula Freitas e Rio Negro estão inserindo a documentação para pedir a homologação da situação de emergência. Além disso, Pinhão, Paulo Frontin e Cascavel estão dando prosseguimento nos documentos iniciais.

AJUDA HUMANITÁRIA – As localidades mais afetadas no Estado já receberam apoio nos primeiros momentos da emergência, primeiramente com a distribuição emergencial de lonas e outros socorros públicos, e posteriormente com materiais de higiene, dormitório e telhas.

Já foram distribuídas mais de 18 mil telhas aos municípios mais afetados pelos vendavais e tempestades, além de 650 kits dormitório, 584 kits higiene e 484 cestas básicas. Os materiais vão auxiliar para que as famílias mais vulneráveis atingidas pelas tempestades possam se restabelecer.

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MONITORAMENTO – O acompanhamento das condições meteorológicas e ocorrências no estado é realizado pelo Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres da Defesa Civil (Cegerd). Ele recebe informações atualizadas do Simepar sobre eventos mais fortes que têm o potencial de gerar problemas, além de possuir ferramentas dentro do sistema de monitoramento que indicam quando parâmetros importantes de chuva foram alcançados. Esse trabalho integrado ajuda para que os municípios e população recebam informações e possam adotar as medidas de preparação.

O sistema utilizado pela Defesa Civil do Paraná foi pioneiro no Brasil para o controle de ocorrências e, ao longo do tempo, foi ganhando mais ferramentas para a gestão de Defesa Civil, o que permitiu com que fosse premiado pela ONU, em 2015, como melhor sistema de gestão interna das Américas.

Ele conta com mecanismos que auxiliam os municípios na elaboração de seus planos de contingência, assim como facilitam a gestão a partir da integração de informações das ocorrências. Conta também com um BI, que processa as informações e auxilia na tomada de decisão.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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