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Avanços e desafios em logística e mobilidade são temas de painel no Show Rural 2023

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O secretário de Planejamento do Estado, Guto Silva, esteve no Show Rural 2023, em Cascavel, e participou como convidado do painel Logística e Mobilidade para o Agronegócio, na tarde desta quinta-feira (9). Entre os temas tratados no painel, o destaque ficou para os desafios logísticos que o Governo do Estado enfrenta, visto que o agronegócio, e principalmente as cooperativas, dobram de tamanho a cada quatro anos, ou seja, um crescimento vertiginoso de quase 25% ao ano.

“O Estado acompanha esse crescimento e age para que o processo logístico não seja comprometido, exigindo que investimentos em infraestrutura acompanhem esse movimento que ocorre no Interior, incluída aí a expectativa de uma grande safra neste ano“, disse.

No centro está a questão rodoviária, com o novo plano de concessão, que prevê duplicações e terceiras faixas na região, num montante superior a R$ 50 bilhões em obras e tecnologias no Paraná. O modelo está sendo formatado em parceria com o governo federal, responsável pelo leilão.

Segundo ele, outras iniciativas do Governo do Estado têm recebido investimentos para melhorar a logística exigida pelo campo. “São muitas as frentes em que atuamos para eliminar os gargalos, desde a Nova Ferroeste, que vai otimizar o escoamento da produção, s investimentos que o governador anunciou para o porto, como o novo Moegão, que vai ampliar em mais de 30% a capacidade de carga e descarga de grãos em Paranaguá, a ampliação da Eletrovia e também a expansão da Rede Trifásica, com o trabalho da Copel”, afirmou. 

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Segundo Luiz Henrique Fagundes, coordenador do Plano Estadual Ferroviário, da Nova Ferroeste, que também palestrou no painel, a região de Cascavel, onde ocorre o Show Rural, é determinante para o projeto da ampliação do modal ferroviário. 

“Além das grandes empresas instaladas aqui e nas cidades vizinhas, o município vai ser o entroncamento dos ramais. Ou seja, tudo que circular pela Nova Ferroeste vai passar por aqui, transformando o Oeste do Paraná em uma grande central logística”, disse.

Ele também apresentou detalhes da Lei de Autorização Ferroviária, que vai permitir ao governo liberar a construção de ferrovias no Paraná mediante aprovação do projeto privado. “Esses trechos serão construídos e operados pelas empresas, então nesse formato elas vão poder conectar seu parque fabril ao traçado da Nova Ferroeste, o que vai reduzir ainda mais o custo logístico a médio e longo prazo”, explicou Fagundes.

MOMENTO – Outro destaque do painel ficou para a tecnologia aplicada ao agronegócio paranaense, que tem tido um rápido crescimento, turbinado pelo otimismo quanto à grande safra deste ano, pelo Paraná ter se tornado a quarta maior economia do país e estar em pleno emprego.  

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“Interessante observar jovens de todo o Paraná trazendo seus negócios para a feira, o que gera valor e é importante, visto que o agro é cada vez mais tecnificado, com uma mecanização profunda, incluindo via satélite, que traz resultado ao campo e irriga as médicas e pequenas cidades paranaenses, que são a espinha dorsal da economia do Estado”, explicou Guto Silva.   

A ideia, segundo ele, é seguir dando oportunidade para a população paranaense, cuidando do que é importante, para que se crie um ciclo virtuoso. “Queremos um longo período frutífero, alicerçado em energia, em economia verde, no agronegócio sustentável e sobretudo na formação de milhares de jovens vinculados a esse mercado de trabalho tecnológico voltado ao agro e a serviços, o que vai permitir ao Paraná seguir adiante”, completou.

LANÇAMENTO – Alessandro Andrei Deuschle, presidente da Brasil Soberano, também participou do painel. Após as palestras, houve o lançamento oficial do Smart Agro Brasil, que visa promover uma mudança no paradigma da conectividade (5G no Agro), acelerando a transformação digital do agronegócio pela hiperconvergência de dados e informações, aliado à Inteligência Artificial.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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