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PARANÁ

Atendendo mais de 16,5 mil crianças, temporada do Crianças no Teatro encerra nesta semana

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A 2ª edição do programa Crianças no Teatro, iniciativa da secretaria estadual da Cultura e PalcoParaná, encerra sua segunda edição com as últimas apresentações do espetáculo infantil “Carmela, Caramelo e Remela” nos dias 6 e 7 de junho, em Telêmaco Borba (Campos Gerais), no Teatro Casa de Cultura.

Voltada para alunos da rede pública municipal de ensino, a peça já passou por Guarapuava, Irati, Rebouças, Palmeira e Ponta Grossa, chegando a mais de 16,5 mil crianças desde março. O projeto tem patrocínio da Audi Brasil e a peça é da X-Plan Produções Artísticas.

A HISTÓRIA – “Carmela, Caramelo e Remela” é baseada no livro “Quando eu era Pequena” da poeta Adélia Prado, que evoca a infância da escritora mineira. A diretora Giovana de Liz conta que o texto foi construído coletivamente e explora o espírito curioso e imaginativo das crianças. “O espetáculo começa com quatro crianças brincando em uma biblioteca. Quando encontram o livro da Carmela, que é o pseudônimo da Adélia Prado, resolvem cada uma virar Carmelas e viver uma parte do livro”, explica.

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Nesse espírito de descobertas, Feijó, Cadu, Teteia e Babu mergulham numa deliciosa aventura. As crianças caminham pela descoberta das próprias emoções, lembranças e reconhecem um talento precioso e essencial escondido no interior de cada uma delas. “Elas vão aprendendo a fazer poesia até que todas descobrem que são poetas e qualquer pessoa pode ser poeta”, acrescenta a diretora. 

Assim como o texto, a trilha sonora autoral da peça foi uma criação coletiva, um outro elemento que envolve o público. “É um espetáculo extremamente musical. Todas as músicas são executadas ao vivo, os atores e atrizes tocam e cantam as músicas durante o espetáculo”, conta Giovana. 

MEDIAÇÃO – Além da programação de apresentações, a circulação de “Carmela, Caramelo e Remela” prevê sessões de mediação pedagógica que antecedem a peça. A proposta, prevista nas contrapartidas do programa Crianças no Teatro, busca a difusão do conhecimento e do pensamento crítico por meio do fazer teatral e da poesia, além da formação de novos públicos. 

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Além disso, o produtor Pablito Kucarz enxerga no espetáculo um canal para a difusão da obra de Adélia Prado para esta nova geração. “A proposta é de dialogar sobre o que vamos assistir, explicar que é uma obra inspirada no livro ‘Quando eu era pequena’, apresentando a obra e o legado de Adélia Prado. Desta forma, a dinâmica avança um pouco além, sensibilizando o público sobre o valor das escritoras brasileiras e de seus trabalhos”, afirma o produtor.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Transfusão de sangue imediata no local do acidente salvou vida de criança de 5 anos

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Primeira paciente pediátrica do Paraná a receber transfusão de sangue no próprio local do acidente, a menina Maria Laura Ferraz, 5 anos, vai receber alta nesta quinta-feira (26), após 14 dias internada no Hospital Universitário de Maringá, 12 deles na UTI. Ela vai reencontrar a mãe, Luciana, de 36 anos, que também ficou internada sete dias na UTI do mesmo hospital e recebeu alta na última quinta-feira (19).

Ambas voltavam de uma consulta médica da menina na cidade de Carlópolis, no dia 12 de dezembro, quando o veículo da prefeitura de Jabuti em que estavam se envolveu em um acidente grave com outro veículo na BR-153, perto de Ibaiti, que vitimou duas pessoas. Dois helicópteros, além de uma ambulância por terra, foram acionados para resgatar as vítimas. Com lesões graves no intestino, fígado e baço, Maria Laura não podia esperar: necessitava de uma transfusão de sangue imediata para ter condições de chegar ao hospital. O que foi feito na aeronave e a salvou.

“Esse equipamento de transfusão de sangue no próprio local fez toda a diferença para minha filha. Não fosse isso, minha família teria um Natal com muita tristeza, chorando a perda da nossa filha. Posso dizer sem dúvida nenhuma que minha filha nasceu de volta graças a esse equipamento”, comemora o pai da menina, o gerente de supermercado Josilei Ferraz, de 40 anos.

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O resgate de Maria Laura foi feito pela equipe do doutor Maurício Lemos, coordenador médico da operação aeromédica de Maringá. Ele lembra que quando chegou ao local do acidente, o batimento cardíaco de Maria Laura estava muito acelerado pela perda de sangue na região da barriga. “Até então, eu não havia transfundido nenhuma criança no local do acidente, apenas adultos. Mas ali não tinha escolha. Ou eu fazia a transfusão de sangue, ou a menina ia morrer pela gravidade em que ela se encontrava”, ressalta o médico, que visitou Maria Laura no hospital nesta quarta-feira (25) de Natal.  “Foi emocionante visitar essa menina, porque eu a vi morrendo e agora ela está pronta para voltar para casa graças ao procedimento que fizemos naquele momento exato”, relata Lemos.

Desde que o sistema foi implantado, a base de Maringá havia realizado 42 transfusões de sangue na aeronave que opera o sistema. Nenhuma, até então, em criança. “Naquele momento, avaliei todos os critérios técnicos e ela tinha condições de passar pelo procedimento. Tanto que quando passei o sangue ela já começou a estabilizar, o que permitiu que chegássemos até o hospital onde ela foi atendida”, explica Lemos.  

A diretora estadual da Rede de Atenção às Urgências, Giovana Fratin, enfatiza que a hemotransfusão maciça – como é chamado o processo – melhora a condição do paciente até a chegada ao hospital de referência. Portanto, é muitas vezes a diferença entre a vida e a morte do paciente. “São muitas ações dentro de uma estratégia de atenção à saúde, realizada pelo governo do Paraná, entre elas esse caso da hemotransfusão no pré-hospitalar”, aponta.

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SERVIÇO AEROMÉDICO – O atendimento aeromédico do Paraná é reconhecido nacionalmente. Operado pelo Sistema Estadual de Regulação de Urgência, cobre todo o estado com cinco bases estratégicas localizadas em Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.

Além de atender vítimas de trauma, o serviço realiza transporte de órgãos para transplantes, sendo uma peça-chave no sistema de saúde estadual.

A base de Maringá também se destaca por ser a primeira do Paraná a empregar hemotransfusão em vítimas graves diretamente na cena de trauma.

Até novembro, o serviço aeromédico do Paraná havia atendido 3.292 pacientes no ano de 2024. Em 2023, o estado registrou um recorde histórico, com 4.003 atendimentos. Além de resgates e transferências, esses números incluem o transporte de órgãos, reforçando o papel essencial do serviço na saúde pública.

“Sob a liderança do governador Ratinho Junior, estamos alcançando marcas históricas na rede de cuidado em urgência e emergência do Paraná. Há dois anos, esse esforço nos levou a atingir a cobertura total do território paranaense pelo Samu. Esse resultado assegura um atendimento ágil e eficiente, reforçando nosso compromisso com a missão de salvar vidas”, destaca o secretário de Saúde do Estado, Beto Preto.

Fonte: Governo PR

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