NOVA AURORA

PARANÁ

Assistência técnica, cooperação e sucessão familiar fortalecem a cafeicultura do Paraná

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Cafeicultores paranaenses estão impulsionando a produção com boas práticas, assistência técnica e cooperação. Com ações inovadoras, eles buscam melhorar a renda familiar e, ao mesmo tempo, preservar o café como uma tradição importante da história da agricultura paranaense.

O Norte Pioneiro concentra a maior parte da cafeicultura e, ainda que o volume no Estado não seja expressivo comparado a outras grandes culturas, a qualidade da produção faz a diferença, com diversos cafés especiais premiados em concursos.

A fórmula para esse bom desempenho inclui mecanização, diversificação e sucessão familiar. O café do Norte Pioneiro também já tem selo de Indicação Geográfica concedido concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e iniciativas importantes como o grupo Mulheres do Café.

Nesse cenário, o “saber fazer” dos extensionistas rurais do Estado tem sido fundamental para promover transformações na vida das famílias no campo. Eles conhecem as propriedades, o modo de vida e a realidade local. Ajudam na organização dos pequenos produtores e levam também modernização às lavouras – um empenho diário que visa elevar a renda e a qualidade de vida desses agricultores.

As políticas públicas do Estado também têm papel importante no suporte à agricultura familiar, dando acesso a recursos, estrutura ou outros benefícios que fazem prosperar a produção.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, acompanhado de uma equipe do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), visitou nesta semana propriedades que servem como referência no Norte Pioneiro. O objetivo do governo estadual é replicar o modelo em outras regiões.

O município de Carlópolis lidera a produção do grão no Paraná e é um exemplo desse cenário. Enquanto o Estado, de modo geral, tem perdido área de café nos últimos anos, a cidade faz o caminho inverso e tem conseguido crescer nessa cultura.

São aproximadamente 5 mil hectares que geraram uma produção de 9,16 mil toneladas e um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 165,2 milhões em 2021, segundo os dados mais recentes do Departamento de Economia Rural (Deral). Cerca de 600 produtores trabalham nessa atividade na cidade.

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Durante a visita às propriedades, Ortigara parabenizou os cafeicultores, técnicos e lideranças e listou algumas políticas públicas que podem ajudar na continuaidade desse trabalho.

“Nós reconhecemos o esforço de quem cresceu pela busca de fazer diferente, e esperamos que outras cidades copiem essa capacidade de organização. Esse modelo de união, e com a ideia de ter um café de qualidade, especial, é muito importante”, disse.

“Nosso time está definindo uma estratégia para nos somar a esse esforço, nas políticas de incentivo ao cultivo, à mecanização, ao uso da água, para aumentar a produtividade, baixar custos e riscos”, completou.

DIVERSIFICAÇÃO – O coordenador estadual de Cafeicultura do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), Otávio da Luz, que trabalha há mais de 30 anos em Carlópolis, acompanhou de perto a história do café. Ele explica que o cuidado com o solo e a diversificação são fatores primordiais para melhorar a produtividade, especialmente com a fruticultura e olericultura. A extensão rural tem papel fundamental no incentivo a essas práticas.

“A diversificação de culturas dá uma estabilidade financeira muito boa para o produtor. A fruticultura e a olericultura agregam bastante valor na propriedade”, diz. De acordo com ele, com planejamento, a área de café na cidade poderia ser ampliada para 10 mil hectares nos próximos anos.

PANORAMA – O café está presente em 187 municípios do Paraná e, segundo o IDR-Paraná, em mais de 50 deles a economia depende da cafeicultura. São aproximadamente 6 mil famílias nessa atividade em todo o Estado e cerca de 80% das propriedades são de agricultura familiar.

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No Paraná, embora a produção tenha reduzido 13% de 2020 para 2021, atingindo 51 mil toneladas, o VBP cresceu 41% em termos reais e chegou a R$ 911 milhões, segundo o Deral. Por área, essa cultura rende pelo menos cinco vezes mais do que a soja. No entanto, a área destinada ao plantio dessa cultura tem reduzido ao longo dos últimos anos.

O Estado já foi um grande produtor de café. Chegou a ter 1,8 milhão de hectares nos anos 1960, até que adversidades climáticas severas, como a geada negra de 1975, fizeram a produção despencar. Naquele ano, o Paraná tinha 942 mil hectares plantados. No ano passado, aproximadamente 30 mil hectares foram destinados à cultura.

SUCESSÃO FAMILIAR – Para entender o que levou Carlópolis ao título de principal produtor de café do Paraná, é preciso conhecer também a história das famílias, que têm conseguido manter o interesse das novas gerações pela cultura.

A propriedade da família do Sítio São Manoel, com 21 mil pés de café, já está na quarta geração de produtores. Se, antigamente, o trabalho seguia um sistema de cultivo mais difícil e penoso, hoje é um exemplo do que vem dando certo na cidade: diversificação e sucessão familiar.

“A sucessão é automática desde que a propriedade dê dinheiro suficiente para ter uma vida boa na família. Se não tiver recursos, o jovem vai buscar outras alternativas na cidade”, completa o coordenador estadual de Cafeicultura do IDR-Paraná.

Eduardo da Silva é bisneto de cafeicultores. “É um orgulho muito grande”, diz a avó, Anita. Ele está estudando agronomia e pretende se especializar em café. “A gente espera que o café cresça muito mais”, diz Eduardo.

Visita técnica do Sistema Estadual de Agricultura a propriedades de café em Carlópolis

Produtor Eduardo da Silva e família, de Carlópolis. Foto: Gisele Barão (Seab-PR)

​​​​Também em Carlópolis, o produtor Emanuel Liuti, de 23 anos, seguiu a mesma vocação do pai e do avô. Em 2006, a família cultivava meio hectare. Hoje, são 16 hectares de café, e também está aumentando a área de fruticultura. “A vantagem é que trabalhando com a fruta você consegue pagar os custos de família, de maquinário, manutenção, da lavoura e ainda um pouco da lavoura do café”, explica.

Liuti conta que a boa condução dos pais na educação dele e dos dois irmãos, dando abertura para que participassem das escolhas na propriedade, fez a diferença para mantê-los no campo. “Desde quando a gente tinha por volta de 15 anos, éramos envolvidos nos trabalhos. Então crescemos com olhar de comunidade, de trabalhar em família. A partir dessa oportunidade, sabendo que seríamos o futuro disso, a gente se sentia bem trabalhando junto”.

MECANIZAÇÃO – Na lavoura da família de Emanuel, 90% do trabalho é mecanizado. “Começamos com as máquinas a partir de 2014 e de lá para cá fomos melhorando, trabalhando com novo método de cultivo, que é o espaçamento adequado para a colheita mecanizada, reduzindo o custo de mão de obra”.

Outros equipamentos são utilizados em colaboração com propriedades vizinhas. A parceria entre agricultores, segundo o coordenador de Cafeicultura do IDR-Paraná, é uma marca de Carlópolis. “Esse é um modelo que pensamos para outros municípios, em que se possa criar núcleos de cafeicultores para trabalhar em conjunto para conseguir comprar máquinas, por exemplo”, explica.

APOIO – Políticas públicas também são fundamentais para estruturar as propriedades e colaborar com os produtores. Além de pesquisa e extensão rural, programas de estado como Banco do Agricultor Paranaense; o Coopera Paraná, que garante recursos para pequenas associações e cooperativas; e o Compra Direta Paraná, são exemplos de ações efetivas, segundo Ortigara. “Também teremos uma iniciativa para incentivar a irrigação”.

FORMAÇÃO – Outro cafeicultor que manteve a propriedade da família é Marcelo Teixeira, do Sítio Teixeira. Ele é da terceira geração de cafeicultores, e os filhos já estão interessados no setor. A propriedade gera de 2,5 mil a 3 mil sacas de café beneficiado por ano e já teve seu produto comercializado para países como Austrália e Holanda.

“Eu assumi a propriedade em 2011, e desde então houve essa transformação daquela cafeicultura tradicional para essa cafeicultura moderna, mecanizada”, conta. Além do incentivo da extensão rural do Estado, ele destaca a importância de cursos de formação para que os produtores possam se aperfeiçoar, como os do Senar-PR. “O consumidor cada vez mais quer qualidade, então a gente precisa caprichar no que faz”.

COOPERAÇÃO – O cooperativismo foi outro fator que colaborou para o fortalecimento dessa cultura. Trabalhando em parceria com o IDR-Paraná, a Capal passou a atuar nessa área por volta de 2004. Hoje, com 350 cafeicultores cooperados – 218 deles de Carlópolis –, a entidade planeja potencializar a comercialização e ampliar os investimentos.

“A aptidão da região é muito forte para o café. Há grande colaboração entre as famílias e um dos papéis da cooperativa é promover justamente isso”, diz o diretor comercial, Eliel Magalhães Leandro.

PLANO – A intensificação das ações do Estado junto a produtores de café teve um marco também na semana passada, durante a Expoingá. Em Mandaguari, na sede da Bela Esperança, um grupo de produtores e lideranças regionais conversou com o secretário Norberto Ortigara e com a equipe do Sistema Estadual de Agricultura para apresentar um plano de ação. A iniciativa envolve outros quatro municípios, além de Mandaguari: Apucarana, Cambira, Jandaia do Sul e Marialva.

O grupo listou dez ações necessárias, que incluem mais acesso a mudas, equipamentos e capacitação. Entre as metas estão aumentar a área de café na região em 200 hectares por ano; renovar os cafezais deficitários, substituindo por lavouras mais produtivas e adequadas ao manejo mecanizado; aumentar a produtividade e produzir mais cafés especiais.

Mandaguari também busca o selo de Indicação Geográfica para o café produzido na região. No final do ano passado, produtores retomaram a Associação dos Produtores de Café de Mandaguari (Cafeman), hoje com 40 associados, e estudam meios de conquistar o reconhecimento para agregar mais valor ao produto.

“Com isso, a gente busca valorizar nosso produto, e não deixar que os produtores abandonem o café por outra atividade. Não queremos necessariamente volume, mas qualidade”, explica o presidente da Associação, Fernando Roberto Rosseto.

O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, falou sobre a possibilidade de ampliar a assistência técnica na cafeicultura. “Para nós é um bom desafio poder discutir ações técnicas de uma cultura que faz parte da origem do estado. É um modelo do qual queremos ser parceiros”.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

OSP no MON, fim do Festival de Curitiba e visita noturna a museu marcam a agenda cultural

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Com destaque para música, espetáculos, literatura e artes visuais, a agenda cultural desta semana traz uma programação diversa e inclusiva para todas as idades. Os eventos ocorrem nos espaços administrados pelo Governo do Estado, como teatros, museus e a Biblioteca Pública do Paraná (BPP).

Esta é a última semana do Festival de Curitiba, que encerra neste domingo (6). Algumas peças no Teatro Guaíra estão com os últimos ingressos à venda. O MAC Paraná inaugura nova exposição na quinta (10) com curadoria de seu primeiro diretor, Fernando Velloso.

No Museu Casa Alfredo Andersen, o artista Jomi, que ocupou o espaço no último mês em sua residência artística, apresenta a conclusão do seu trabalho com a inauguração do MAC Espelhos com o 1° Mini Festival de Performance, as atividades começam na sexta (4). No MIS-PR, a próxima quinta (10) conta com uma visita guiada noturna com discotecagem em vinil.

Neste sábado (5), a Orquestra Sinfônica do Paraná ocupa o vão livre do MON para uma apresentação gratuita do projeto “Mostly Mozart” em comemoração aos 40 anos da OSP. Já a BPP conta com projetos fixos como “Ler Junto” e “Cine Inclusivo”.

Confira a programação completa:

Biblioteca Pública do Paraná (BPP)

“Cândido” discute leitura no Brasil na edição de março  O jornal “Cândido” lança a edição n.º 159, uma produção especial com mais conteúdos e novidades. A leitura no Brasil é o tema principal, com duas reportagens e uma entrevista sobre o assunto. A matéria de capa trata sobre a queda do número de leitores(as) no país, com seu número sendo superado pelos que não leem, dados revelados pela pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024 e inéditos em 18 anos do levantamento.

A educadora Bel Santos Mayer conta para a repórter Bianca Weiss como conseguiu, por meio de diversos projetos voltados à leitura desenvolvidos há 15 anos, transformar na prática a realidade dos moradores de Parelheiros, comunidade da zona sul de São Paulo. Ainda, uma reportagem complementar, assinada por Isa Honório, sobre a biblioteca itinerante “Carrinho Fantástico”, projeto da ONG Passos da Criança que atende a comunidade da Vila Torres, em Curitiba, que mostra também como ações de incentivo à leitura podem atuar efetivamente no contexto educativo e social.

Literatura e saúde mental é o assunto da entrevista com o psiquiatra e professor universitário Ulisses Rezende Brandão, organizador da antologia “Escritofrenias”. Cristiano Castilho estreia com uma resenha do livro “Doppelgänger: Uma viagem através do Mundo-Espelho”, de Naomi Klein. Há, ainda, uma crônica de Aline Brandalise e o conto “Mita”, de Tenório Rocha.

Na editoria de artes visuais, outra novidade do Cândido, o artista e designer do jornal, Iuri De Sá, cria uma adaptação ilustrada inédita da música “New Flesh” (Current Joys, 2013). Ainda, o ensaio fotográfico “Ciclo Cultural”, de Vitória Smarci. Na capa, a arte é de Ana Dureck.

Mulheres contra a Ditadura – A série “Mulheres contra a Ditadura” foi lançada em uma edição única, com todos os conteúdos publicados no jornal Cândido entre março e dezembro de 2024. São dez histórias sobre este período contadas por meio de entrevistas com Elisabeth Fortes, Amelinha Teles, Rosane Vianna e Sueli Bellato; um relato sobre Teresa Urban, feito por seu filho, e um de Noemi Osna, por ela mesma; perfis de Sônia Lafoz e Elza de Oliveira Filha; uma reportagem sobre Cassandra Rios — autora mais censurada pelo regime — e o depoimento de Almira Maciel. Disponível apenas online AQUI.

PROJETOS FIXOS

Roda de leitura 60+

Roda de leitura e atividades para o público 60+.

Dia: 7 de abril – toda segunda-feira do mês

Horário: 13h30 às 15h – 15h às 17h

Local: Sala de reuniões, no 2º andar

Inscrições encerradas.

Oficina Permanente de Poesia

Oficina de poesia coordenada por Lilia Souza, da Academia Paranaense da Poesia.

Dia: 10 de abril – toda quinta-feira do mês

Horário: 18h às 19h45

Local: Sala de reuniões, no 2º andar

Capacidade máxima: 30 pessoas

Ler Junto

Encontro de leitura guiada com o professor de literatura Guilherme Shibata.

Toda segunda quinta-feira de cada mês com um(a) autor(a) convidado(a).

Dia: 10 de abril (quinta-feira)

Horário: 18h30 às 19h45

Local: Auditório

Capacidade máxima: 132 pessoas

EVENTOS

Mulheres que circulam pela cidade – Exposição

A mostra historiográfica celebra 48 mulheres, 24 de literatura e 24 de artes visuais, enaltecendo a produção de mulheres que estão vivas e produzindo na cidade, possibilitando a homenagem de nomes mais antigos e visibilizar novos.

Período: 15 de março a 5 de maio

Horário: 8h30 às 20h

Local: Hall Térreo

Poesias do Mundo – Exposição 

A exposição reúne poesias de tema livre de autores de Brasil, Argentina, Colômbia, Itália, Porto Rico e Uruguai.

Período: 18 de março a 30 de abril

Local: Hall do 2º andar

SEÇÃO BRAILLE

Cine Inclusivo

Sessões de filmes com audiodescrição e janela de Libras para pessoas com deficiência visual e auditiva.

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Títulos disponíveis:

“Cartas para Julieta” – Classificação: Livre – Duração: 1h 45 minutos

“Surdocegueira: O sentido do mundo pelo tato” – Classificação: +16 anos – Duração: 17 minutos

“Operação Babá” – Classificação: +12 – 1h 31 minutos

Dias: 1 a 30 de abril

Horário: 8h30 às 18h – segunda a sexta-feira

Local: Seção Braille

Agendamento pelo telefone: (41) 3221-4985

Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná)

“A Trama Intrincada do Tempo” – Na próxima quinta-feira (10) às 18h30 abre a exposição “O Acervo do MAC pelo olhar de Fernando Velloso” na sala 8 do MAC no MON. A exposição reúne mais de 40 obras do acervo da instituição e conta com a curadoria de Fernando Velloso, um dos principais responsáveis pela criação do Museu de Arte Contemporânea do Paraná e seu primeiro diretor. A abertura é gratuita e aberta ao público.

Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA)

Residência Artística – O ateliê da Academia Alfredo Andersen torna-se nesta sexta-feira (04) um museu inédito. Como conclusão da residência de João Miguel Santana (Jomi), atual residente artístico do espaço, o ateliê foi transformado no Museu de Arte Contemporânea Departamento dos Espelhos, também chamado de MAC Espelhos, e terá sua inauguração às 19h juntamente com o 1° Mini Festival de Performance, igualmente organizado pelo artista. Não é necessário inscrição prévia. Do dia 7 ao dia 9 de abril, o MAC Espelhos ficará aberto das 10h às 18h para visita do público com mediação do artista.

Exposição permanente – Destinada a mostrar as obras de Alfredo Andersen, a mostra contém quadros e desenhos que marcaram a vida e legado do pai da pintura paranaense. Entre retratos, paisagens e cenas de gênero, o público pode contemplar a produção artística do homem que dá nome ao nosso Museu Casa. Entrada gratuita.

Visitas guiadas – O Setor Educativo oferece visitas mediadas gratuitas no Museu Casa Alfredo Andersen. A visita conta com mediação na exposição fixa de Andersen, nas exposições temporárias, atividades com foco nos três gêneros de pintura do artista, atividades de curadoria e restauro e apresentação dos cursos da academia Alfredo Andersen. Os atendimentos são personalizados a partir das expectativas, faixa etária e especificidades dos grupos, que são variados. Os horários disponíveis para atendimento são: pela manhã, das 9h às 11h, e à tarde, das 14h às 16h. Agende a visita pelo e-mail educativomcaa@gmail.com.

Museu da Imagem e do Som (MIS-PR)

“Desver” – “Desver” é uma instalação multissensorial de Ivana Cassuli e Marcelo Borges Eggers, do grupo Blanche Bois, que explora os ciclos de vida e a ressignificação das percepções visuais e sonoras. A mostra utiliza “glitch art”, “vídeo painting” e intervenções tecnológicas para criar novas formas de ver e ouvir o mundo. Entrada gratuita.

Exposição em Antonina – O Museu da Imagem e do Som (MIS-PR) inaugurou na Estação Ferroviária de Antonina uma exposição que celebra a história e cultura do município litorâneo por meio de acervo audiovisual do próprio museu. A mostra apresenta uma seleção de imagens do fotógrafo Jesus Santoro (1994-2003) e objetos tridimensionais do acervo do museu, com equipamentos históricos que ilustram a evolução das tecnologias de imagem e som. A entrada é gratuita e o local funciona de segunda a segunda, das 9h às 18h.

Tons Vizinhos – O Museu Paranaense retorna com a programação semanal de música no museu dos estudantes e professores da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Na quarta (09), é a vez do grupo Samba da Banca se apresentar, às 18h. A entrada é gratuita e não é necessário inscrição.

Visita guiada noturna com discoteca – Na quinta (10), das 19h às 21h, ocorre mais uma edição da visita guiada noturna no MIS-PR, desta vez com discotecagem com discos do acervo do museu. Será feito um passeio educativo pelas exposições e depois uma apreciação musical. São 30 vagas com inscrições gratuitas feitas pelo formulário neste link.

Museu Paranaense (MUPA)

“O COVEIRO” – Até 06 de abril, às 19h, o MUPA apresenta as últimas sessões da peça-instalação “O COVEIRO”. Em uma intersecção entre teatro, artes visuais e cinema, o espetáculo integra a Mostra Interlocuções, do Festival de Curitiba, com entrada livre e gratuita. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes da sessão. Durante o percurso da peça, o ator Diego Marchioro monta, diante do público, uma instalação a partir de uma coleção de vídeos, obras de arte e fragmentos de textos.

O trabalho convida os espectadores a viver uma experiência multidirecional — fruir uma peça de teatro, que durante sua duração se transforma em uma instalação de artes visuais. A instalação resultante da peça fica aberta durante os horários de funcionamento do museu, de terça a domingo, das 10h às 17h30, e ocupa a Sala Lange de Morretes.

Lançamento do Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba – Na próxima terça-feira (8), em que se comemora o Dia internacional dos Povos Ciganos, o MUPA promove, às 19h, uma mesa de conversa com as pesquisadoras ciganas Hayanne Iovanovitchi e Tatiane Iovanovitchi, e mediação da antropóloga do MUPA, Josiéli Spenassatt.

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A ocasião marca o lançamento do Museu Virtual de Memórias da Imigração Cigana em Curitiba, com uma exposição virtual que retrata a cultura cigana a partir do acervo pessoal da família Iovanovitchi, primeiros imigrantes da etnia Roms em Curitiba. Além disso, homenageia a trajetória de Cláudio Iovanovitchi, que morreu recentemente, liderança histórica da militância cigana no Brasil e um dos idealizadores do projeto. Haverá ainda a exposição física de algumas das peças que compõem o acervo do Museu Virtual.

Museu Oscar Niemeyer (MON)

OSP no Museu Oscar Niemeyer – Neste sábado (5), às 16h, a Orquestra Sinfônica do Paraná volta ao vão livre do Museu Oscar Niemeyer para a segunda apresentação da série “OSP no Museu Oscar Niemeyer – Mostly Mozart”, que integra as comemorações dos 40 anos da OSP e contará com mais apresentações ao longo do ano. Dessa vez, conta com regência do maestro convidado Angelo Martins. O evento acontece no vão livre do MON e é gratuito.

Mediação – Trilhos e Traços – Poty 100 Anos – Na quarta-feira (9), às 15h, o Setor Educativo promove uma mediação na Sala 6, em que está exposta a mostra “Trilhos e Traços – Poty 100 Anos”. Essa atividade é uma oportunidade de conhecer mais de 500 obras do artista paranaense. A atividade é gratuita e livre para todos os públicos. A visita mediada está disponível com intérprete de Libras. Sujeita à lotação.

Centro Cultural Teatro Guaíra

Festival de Curitiba – sessões esgotadas – Nos últimos dias do Festival de Curitiba há a exibição de peças já esgotadas, como “Avesso do avesso”, com Heloísa Périssé e Marcelo Serrado, “O Céu da Língua”, com Gregório Duvivier, “Nebulosa de Baco” e “Sebastião”.

Festival de Curitiba – Últimos lugares – Ainda é possível garantir ingressos para alguns espetáculos, como “Júpiter e a Gaivota – É impossível viver sem o teatro”, “Notícias de Naufrágios”, “Whisky e Hambúrguer”, “Deve Ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio”, “Efeito Urtigão” e o show da banda Saco de Ratos. Os ingressos estão disponíveis no site do Festival.

Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão)

Ballet Giselle – Nos dias 08 e 09 de abril, às 20h, a Curitiba Cia de Dança apresenta o clássico “Ballet Giselle”, com um enredo que explora as consequências da traição e o poder redentor do amor verdadeiro. Com coreografia original de Jean Coralli e Jules Perrot e música de Adolphe Adam, o balé narra a trágica história de amor entre a jovem camponesa Giselle e o nobre Albrecht, que se disfarça de plebeu para conquistá-la. O espetáculo traz a participação especial de Ana Botafogo. Os ingressos estão à venda pelo Disk Ingressos.

Guairinha

Concerto Sertanejo Sinfônico – O espetáculo traz o solista Wagner Barreto, acompanhado de coral e orquestra, para uma apresentação especial no dia 09 de abril, às 20h, no Guairinha. O espetáculo une a grandiosidade da música sinfônica à riqueza da tradição sertaneja. A entrada é gratuita.

Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito

“Desmonte” – O espetáculo marca a volta da atriz Regina Vogue ao teatro adulto na Capital após vários anos. Na montagem, a veterana divide o palco com Cicero Lira e Edson Rocha. Com texto e direção de Cleide Piasecki, o espetáculo estreia no dia 9 de abril no Teatro José Maria Santos, às 20h30, e segue em cartaz até 20 de abril, com entrada gratuita.

ENDEREÇOS:

Museu do Expedicionário

R. Comendador Macedo, 655 – Alto da XV, Curitiba

Museu Oscar Niemeyer (MON)

Rua Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba

(41) 3350-4468 / 3350-4448

Museu Paranaense (MUPA)

Rua Kellers, 289 – São Francisco, Curitiba

(41) 3304-3300

Museu da Imagem e do Som (MIS-PR)

Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro, Curitiba

(41) 3232-9113

Biblioteca Pública do Paraná (BPP)

Rua Cândido Lopes, 133 – Centro, Curitiba

(41) 3221-4951

Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA)

Rua Mateus Leme, 336 – São Francisco, Curitiba

(41) 3222-8262

Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR)

Funcionando temporariamente no Museu Oscar Niemeyer, Salas 8 e 9

Rua Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba

(41) 3323-5328 / 3222-5172

Sede Adalice Araújo

Rua Ébano Pereira, 240 – Centro, Curitiba

Canal da Música – Grande Auditório

Rua Julio Perneta, 695 – Mercês, Curitiba

(41) 3331-7579

Casa Gomm

Rua Bruno Filgueira, 850 – Batel, Curitiba

Centro Cultural Teatro Guaíra

Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) – Rua Conselheiro Laurindo, 175 – Centro, Curitiba

Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha) – Rua XV de Novembro, 971 – Centro, Curitiba

Auditório Glauco Flores de Sá Brito (Miniauditório) – Rua Amintas de Barros, 70 – Centro, Curitiba

Teatro Zé Maria – Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba

Fonte: Governo PR

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