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Após investimentos, Hospital Regional do Litoral aumenta atendimentos na temporada

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O Hospital Regional do Litoral (HRL), unidade própria do Governo do Estado em Paranaguá, gerenciado pela Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas), registrou um aumento de 25% no número de pacientes admitidos em sua unidade durante o Verão Maior Paraná em relação ao mesmo período do ano passado.

Do início da operação, em 17 dezembro de 2022 até o fim de janeiro, mais de nove mil pessoas receberam atendimentos no HRL. No ano passado, foram 7.228. Somente nas consultas ambulatoriais a unidade hospitalar teve registro de 2.281 pacientes, um incremento de 39% se comprado à temporada anterior, com 1.631 pessoas atendidas.   

No pronto socorro não foi diferente, de 3.889 para 4.806, um aumento de 25% de pessoas socorridas. Já nos internamentos, foi de 1.708 foi para 1.941, um acréscimo de 13%.

Referência no atendimento aos afogados, até o final de janeiro, o HRL recebeu também seis casos de pessoas que se afogaram na região do Litoral.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, César Neves, as expectativas de aumento já eram previstas por conta do maior número de pessoas e melhor cenário epidemiológico da pandemia. “Com a baixa nos números da Covid-19 e consequentemente maior movimento, o aumento nos atendimentos de saúde está ocorrendo conforme previsto. Para tanto, além dos investimentos em novos equipamentos e reformas, a Sesa realizou um repasse de mais de R$ 9 milhões aos municípios, oportunizando maior agilidade nos atendimentos e na prestação de serviços do SUS”, disse. 

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Os investimentos foram direcionados para a contratação de equipes assistenciais especializadas, insumos, medicamentos e ambulâncias. Parte desse recurso é voltado também para ações de Vigilância Epidemiológica, como a melhoria da qualidade sanitária dos estabelecimentos e a prevenção da dengue e das síndromes respiratórias, como a Covid-19.

Os sete municípios da 1ª Regional de Saúde de Paranaguá (Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná) e também municípios localizados na 14ª Regional de Saúde de Paranavaí (Porto Rico, Marilena e São Pedro do Paraná) e na 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho (Carlópolis, Siqueira Campos e Ribeirão Claro) receberam o aporte para fortalecer e intensificar as ações e serviços de saúde durante o Verão Maior Paraná.

HRL – Para otimizar e diminuir o tempo de permanência do paciente no HRL durante a operação, só em 2022 o Governo do Estado investiu R$ 1,532 milhão na aquisição de equipamentos como mesa cirúrgica, bisturi eletrônico, perfurador ortopédico, aparelhos de ultrassom, monitores, doppler fetal e craniôtomo ao hospital, além de reformas das instalações da UTI neonatal e do centro obstétrico.

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ATENDIMENTOS – No município de Pontal do Paraná, 14.546 pessoas compareceram no Pronto Atendimento (PA). Também houve atendimentos em Matinhos (13.756), Guaratuba (11.985), Morretes (3.174), Antonina (979), Ilha do Mel em Paranaguá (897) e Guaraqueçaba (281), totalizando 45.618 atendimentos realizados até o momento. 

Em parceria com a Sesa, o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), além de realizar patrulhamento preventivo sobrevoando as áreas de maior circulação em horários estratégicos, transportou 228 pacientes para atendimentos médicos, com o apoio das aeronaves. Já o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou socorro a 2.030 pessoas.

“O reforço com as aeronaves deixa o atendimento muito mais ágil em situações de emergência, nas quais o tempo de transporte de pacientes graves é crucial para salvar vidas. Por esse motivo um helicóptero e um avião estão sendo utilizados exclusivamente durante toda a temporada”, afirmou Neves.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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