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Ampliação do sistema de abastecimento de União da Vitória e Porto União entra na reta final

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Nos últimos dois anos, as cidades de União da Vitória e Porto União vêm acompanhando a evolução da grande obra de reestruturação de todo o sistema integrado de abastecimento, que atende as duas cidades. Para isso, a Sanepar realiza investimentos de cerca de R$ 30 milhões no sistema. A obra está em sua reta final e parte da nova estrutura deve iniciar a operação ainda neste mês de março.

O investimento engloba a ampliação do sistema produtor, do tratamento e da distribuição. Para isso, foi construída uma nova captação no Rio Iguaçu, com aumento da adução, duplicação da estação de tratamento de água e o reforço do abastecimento com a instalação de redes e adutoras de maior porte.

De acordo com a gerente-geral da Sanepar na região Sudeste, Jeanne Schmidt, a reestruturação do sistema dará melhores condições de atendimento para a população das duas cidades, na medida em que aumenta a disponibilidade de água tratada, chegando a uma capacidade total de 300 litros por segundo.

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“Ao término das obras, previsto para os próximos meses, o sistema de abastecimento de Porto União e União da Vitória terá um incremento de produção de cerca de 36%”, diz.

PORTO UNIÃO – Nos próximos dias, uma nova bomba será instalada na rede de distribuição de água de Porto União para melhorar as condições de pressão e vazão na Área Industrial e no loteamento Santa Inês. O equipamento deve evitar que ocorra a redução de pressão nas redes nos momentos de pico de consumo. A instalação do equipamento aguardava um reforço na rede elétrica, recém-concluído pela Celesc.

FUTURO – Em constante aprimoramento de suas estruturas para acompanhar o desenvolvimento das cidades, a Sanepar planeja ainda, para os próximos anos, a revitalização e a reforma da estação de tratamento de água do sistema integrado de abastecimento, com a implantação de estação de tratamento de lodo. Também estão previstos mais 65 quilômetros de novas redes de distribuição de água, novas válvulas e equipamentos.

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Fonte: Governo do Paraná

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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