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Alunos da rede estadual do Paraná representam quase 40% dos aprovados na UFPR

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Os alunos do ensino médio da rede estadual representam quase 40% dos aprovados no vestibular 2023 da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Dos 4.410 candidatos que passaram no certame, 1.605 estudaram na rede estadual do Paraná entre 2010 e 2022. O Paraná, segundo o último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), tem o melhor ensino médio do Brasil entre as redes públicas estaduais de ensino.

O número é expressivo não apenas pelo alcance, mas pelas circunstâncias. Os estudantes aprovados na UFPR cursaram boa parte do ensino médio durante a pandemia. Nesse período, a Secretaria da Educação implementou o Aula Paraná, um projeto que compreendia aulas gravadas (exibidas na televisão aberta e no YouTube) e aulas ao vivo (via Google Meet), além de atividades no Google Classroom, aplicativo Aula Paraná e atividades impressas — para atender todos os estudantes da rede.

O investimento foi de mais de R$ 15 milhões entre 2020 e 2021, incluindo o custo da produção e edição das aulas gravadas, transmissão em três canais na TV aberta, aplicativo para smartphone e parceria com as quatro maiores operadoras de telefonia para ofertar aos estudantes acesso gratuito ao aplicativo por meio do 3G e 4G.

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“Educação pública de qualidade transforma a vida dos jovens. Estamos buscando a todo instante novas formas de melhorar o aprendizado e os resultados aparecem com aprovações como a do vestibular da UFPR, um dos mais concorridos do País”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Roni Miranda, secretário da Educação do Paraná, celebra a conquista dos estudantes que foram aprovados no processo seletivo. “Isso mostra que não existe geração perdida, como se disse muito durante a pandemia. A educação transforma vidas. Transformou a minha. E esse resultado é um daqueles para se emocionar”, afirma Miranda. “É a realização de um sonho para os nossos alunos e suas famílias. Portanto, parabenizo tanto os estudantes quanto os professores, pedagogos e demais profissionais da educação. Todos fazem parte dessa vitória”. 

MEDICINA VETERINÁRIA – O estudante Bernardo Flora dos Santos (17) foi um dos que conquistaram uma vaga. Aprovado no curso de Medicina Veterinária, no campus de Palotina, ele concluiu o ensino médio no CEEP (Centro Estadual de Educação Profissional) Agrícola de Campo Mourão.

“Eu não poderia estar mais feliz. A aprovação é uma oportunidade que vai gerar novas oportunidades. É um grande acontecimento para a minha formação”, diz Bernardo, que estudou pelo Aula Paraná durante a pandemia. “Teve pontos positivos na questão de acessibilidade a conteúdos, já que havia internet à disposição”.

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O estudante, que sempre teve apreço por animais, considera como vocação a Medicina Veterinária e tem grandes expectativas em relação à vida universitária. “Será um bom ambiente de estudo, para que eu possa ter uma evolução e me formar profissionalmente com excelência”, afirma.

REDE PÚBLICA – Entre os aprovados no vestibular da UFPR, 56% são provenientes da rede pública (seja estadual ou federal). Além disso, quase 90% são do Paraná. Segundo a instituição, foram aprovados 4.410 candidatos, de um total de 35.094 inscritos. Os calouros ingressam na universidade neste primeiro semestre letivo de 2023. 

Os aprovados no vestibular devem realizar o registro acadêmico entre 17 de janeiro e as 17 horas de 19 de janeiro. Para isso, é preciso acessar o site do Núcleo de Concursos da UFPR (nc.ufpr.br) e enviar os documentos listados no item 10 do Guia do Candidato.

Fonte: Governo do Paraná

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Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

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O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

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O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

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CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

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