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Alunos afetados pelas chuvas no Paraná podem solicitar reaplicação das provas do Enem

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O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) emitiu nota prevendo a reaplicação das provas da primeira fase do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste domingo (05) para estudantes dos municípios mais afetados pelas chuvas no paraná.

Na terça-feira (31), o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, havia encaminhado um ofício ao Instituto solicitando o reagendamento da prova em razão da situação de emergência decretada em algumas regiões devido às fortes chuvas. “Foi uma decisão sábia, que demonstra toda a sensibilidade do Inep ao nosso apelo. A atitude vem ao encontro do compromisso do nosso governo e da secretaria com o bem-estar dos estudantes afetados por essa situação”, disse o secretário.

A nota afirma que é possível reaplicar as provas em situações específicas como a de “participantes com algum problema logístico causado por desastres naturais na aplicação regular”. Além disso, informa que “a solicitação pode ser feita pelos inscritos do Estado do Paraná que não puderem comparecer ao local designado ou que se sintam prejudicados”, diz o texto.

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O Inep vai disponibilizar, entre 13 e 17 de novembro, na página do participante, uma aba específica para que estudantes façam a solicitação e submetam pedidos para análise. “Uma vitória dos nossos estudantes que vivem nas regiões alagadas e que se preparam o ano todo para as provas, mas que, neste momento, estão fragilizados”, reforça Miranda.

Descreve o ofício de número 1271324/2023/DGP-INEP ainda que o Inep vem acompanhando, em articulação com o Cebraspe, instituição aplicadora contratada para a operacionalização do Enem a situação do Paraná e demais localidades onde há incidentes ambientais. Segundo a nota, serão analisadas as possibilidades para garantir a aplicação, considerando que os materiais de aplicação, pessoal de apoio para a aplicação, bem como os locais de prova estão disponíveis e mobilizados para garantir a aplicação do Exame nos dias 5 e 12 de novembro

Diz ainda a nota que as solicitações serão avaliadas individualmente, e os fatos serão verificados junto à instituição aplicadora. O sistema receberá as informações no período de 13 a 17 de novembro, e, caso fique comprovado que houve prejuízo, o participante poderá realizar as provas em outras datas: 12 e 13 de dezembro, em locais que serão divulgados posteriormente.

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Desta forma, conforme decisão do Inep, a data de realização do Exame Nacional do Ensino Médio será mantida no Paraná, permanecendo a aplicação oficial da primeira fase do exame agendada para este domingo (05) a todos os alunos, sendo aberta a possibilidade de reaplicação àqueles afetados pelas enchentes no estado.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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