AGRONEGÓCIO
Sinal de alerta: dívida pública bruta do Brasil subiu para 76% do PIB em abril
Publicado em
30 de maio de 2024por
Itajuba TadeuEm abril, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) que compreende os Governos Federal, Estaduais e Municipais, além das estatais e INSS registrou um aumento, e o setor público consolidado apresentou um superávit primário consideravelmente abaixo das previsões, conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (29.05) pelo Banco Central. Esses números acendem o sinal de alerta e levantam preocupações sobre a trajetória fiscal do país e a eficácia das políticas econômicas atuais.
O aumento da dívida pública e o superávit primário abaixo das expectativas em abril colocam desafios significativos para o agronegócio brasileiro. O setor pode enfrentar maiores custos de financiamento, redução de investimentos públicos e maior volatilidade econômica. Para mitigar esses impactos, é crucial que o governo e os atores do setor agrário trabalhem juntos para garantir que políticas econômicas sejam implementadas de forma a manter a competitividade e sustentabilidade do agronegócio, um dos pilares da economia brasileira.
SEIS PONTOS PARA ENTENDER:
1. Aumento dos Custos de Financiamento
Com a dívida pública em alta, o governo pode enfrentar maiores custos de financiamento. Isso pode levar a taxas de juros mais altas no mercado, afetando negativamente o agronegócio, que depende fortemente de crédito para financiar atividades como plantio, colheita, armazenamento e transporte de produtos. Taxas de juros mais altas encarecem os empréstimos, reduzindo a capacidade de investimento dos produtores rurais.
2. Redução de Investimentos Públicos
O aumento da dívida e a necessidade de gerar superávits primários podem forçar o governo a cortar gastos em áreas cruciais para o agronegócio, como infraestrutura rural (estradas, portos, armazenamento), pesquisa agrícola e programas de apoio à agricultura. Investimentos reduzidos nessas áreas podem prejudicar a eficiência e a competitividade do setor.
3. Pressão Fiscal sobre Estados e Municípios
Com estados e municípios apresentando déficits primários, a pressão fiscal pode levar a cortes em serviços essenciais para o agronegócio, como manutenção de estradas rurais, assistência técnica e programas de extensão rural. A falta de recursos para esses serviços pode dificultar o acesso dos produtores a mercados e tecnologias, impactando a produtividade.
4. Volatilidade Econômica e Cambial
A alta dívida pública pode aumentar a percepção de risco sobre a economia brasileira, levando a uma maior volatilidade cambial. Para o agronegócio, que é um setor fortemente exportador, a instabilidade cambial pode afetar os preços dos produtos agrícolas no mercado internacional e os custos de insumos importados, como fertilizantes e defensivos agrícolas.
5. Menor Poder de Compra do Consumidor
Se o governo precisar implementar medidas de austeridade para controlar a dívida, isso pode reduzir o poder de compra dos consumidores devido a cortes em benefícios sociais ou aumentos de impostos. Uma menor demanda interna pode afetar negativamente os produtores que dependem do mercado doméstico para vender seus produtos.
6. Necessidade de Reformas Estruturais
A situação fiscal pressiona o governo a implementar reformas estruturais, como a reforma tributária e a reforma administrativa. Essas reformas podem ter impactos diretos e indiretos no agronegócio. Por exemplo, uma reforma tributária que simplifique impostos e reduza a carga tributária pode beneficiar o setor, enquanto uma reforma administrativa que melhore a eficiência do gasto público pode liberar recursos para investimentos em áreas estratégicas.
DESCONTROLE – Esse aumento na dívida pública indica um descontrole e uma pressão crescente sobre as finanças do governo. A dívida elevada pode resultar em maiores custos de financiamento e restringir a capacidade do governo de investir em áreas críticas como infraestrutura, saúde e educação. Além disso, a dívida alta pode diminuir a confiança dos investidores e aumentar o risco de crises fiscais no futuro.
O setor público consolidado apresentou um superávit primário de 6,688 bilhões de reais em abril, um valor significativamente inferior à expectativa dos economistas consultados pela Reuters, que era de 14,8 bilhões de reais.
O superávit primário, que exclui os pagamentos de juros da dívida, é um indicador crucial da saúde fiscal do país. O resultado abaixo das expectativas sugere que o governo enfrenta dificuldades em controlar seus gastos ou aumentar suas receitas, fatores essenciais para a sustentabilidade fiscal a longo prazo.
Os dados do Banco Central detalham os resultados de diferentes segmentos do setor público:
- O governo central (União) obteve um superávit de 8,762 bilhões de reais.
- Estados e municípios, por outro lado, registraram um déficit primário de 1,377 bilhão de reais.
- As estatais apresentaram um saldo negativo de 698 milhões de reais.
Esses números indicam uma disparidade significativa entre os níveis de governo. Enquanto o governo central conseguiu um superávit, os governos regionais e as estatais enfrentaram déficits, refletindo possíveis dificuldades de gestão fiscal e desafios econômicos específicos em diferentes partes do país.
Os resultados fiscais de abril sugerem a necessidade de uma revisão das políticas econômicas do governo. O aumento da dívida bruta e o superávit primário abaixo das expectativas ressaltam a importância de implementar medidas de controle de gastos e de melhorar a eficiência na arrecadação de receitas.
Além disso, é crucial que o governo central trabalhe em colaboração com estados e municípios para alinhar as políticas fiscais e garantir uma gestão mais eficiente dos recursos públicos. Reformas estruturais que promovam a sustentabilidade fiscal, como a reforma tributária e a reforma administrativa, são fundamentais para evitar que a dívida pública continue a crescer de forma insustentável.
Em resumo, os dados de abril são um alerta sobre os desafios fiscais que o Brasil enfrenta. A capacidade do país de responder a esses desafios com políticas eficazes determinará a estabilidade econômica e a confiança dos investidores nos próximos anos.
Fonte: Pensar Agro
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor
Published
7 horas agoon
4 de abril de 2025By

Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

Imagem: assessoria
Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.
O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.
Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.
O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.
Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.
Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.
Fonte: Pensar Agro

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