NOVA AURORA

AGRONEGÓCIO

Rondonópolis: Poder Judiciário inicia preparativos para a 2ª edição do ‘Movimento Todos por Elas’

Publicado em

Rondonópolis se prepara para realizar no final de março, a 2ª edição do Movimento “Todos por Elas”, uma iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, realizada por meio da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, com apoio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CeMulher), e a participação de parceiros, unidos com o objetivo de conscientizar a sociedade para o combate à violência doméstica contra a mulher. Neste ano, o combate à violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes também será alvo da campanha.
 
A primeira reunião de alinhamento entre os parceiros do evento foi realizada de forma virtual, nesta terça-feira (06 de fevereiro), onde participaram a secretária de Ação Social de Rondonópolis, Fabiana Frederico Rizati Perez, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Terrestre de Rondonópolis e Região (STTRR), Afonso Aragão, o defensor Público, Ricardo Morari, o promotor de Justiça, Augusto César Fuzaro e o representante da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Rondonópolis, Francisco Lucena.
 
O movimento é estratégico, e foi pensado para levar conscientização à ambientes amplamente ocupados pelo público masculino, como o setor de transporte de cargas. Até o dia do evento, previsto para a última semana de março, serão realizadas inúmeras atividades como adesivaço nas principais ruas e avenidas de Rondonópolis, pit stop em pontos estratégicos e a distribuição de materiais de divulgação reforçando sobre a necessidade de todos estarem juntos.
 
A meta do Poder Judiciário é fazer ecoar entre parceiros, amigos, companheiros e familiares informações sobre a importância do diálogo e de campanhas de esclarecimento sobre os direitos das mulheres vítimas de violência familiar. O evento também chama a atenção para a necessidade de fortalecer os serviços públicos de acolhimento e suporte às vítimas, assim como a importância de aprimorar e tornar ainda mais eficazes, as medidas colocadas à disposição das mulheres, a fim de coibir novos episódios de agressão.
 
De acordo com a juíza da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Maria Mazarelo Farias Pinto, uma série de ações serão coordenadas até o mês de março a fim de chamar a atenção do município para a discussão do assunto.
 
“A ideia é que os participantes do movimento, caminhoneiros, amigos e parceiros se tornem multiplicadores levando a conscientização sobre um assunto, tão necessário dentro da sociedade, que é o de reforçar o direito das mulheres, como forma de evitarmos que outras mulheres sofram as mesmas dores daquelas que um dia já tiveram seus direitos violados. E nós, enquanto atores públicos, precisamos sair dos nossos gabinetes, nós somos responsáveis por aquilo que produzimos dentro da sociedade. Se nós quisermos mudanças, temos que ir para o meio da sociedade e promover a mudança, não tem milagre”, defendeu Maria Mazarelo.
 
Resultados mais eficientes – O trabalho da juíza Mazarelo se tornou referência na região sul de Mato Grosso, pela atuação dedicada no combate à violência contra a mulher, ao mesmo tempo, que encabeça um importante movimento de discussões e mobilização sobre o tema.
 
Hoje, em menos de duas horas a Vara Especializada de Violência contra a Mulher de Rondonópolis realiza a concessão de medidas protetivas de urgência às mulheres vítimas de violência. O número impressiona quando comparado ao prazo máximo estipulado por lei no Brasil que é de 48 horas.
 
Os avanços são resultado do trabalho de aperfeiçoamento dos tramites internos, promovidos a partir da implantação da metodologia de Gestão por Processos, realizada pela Coordenadoria de Planejamento do Tribunal de Justiça (Coplan), com a meta de auxiliar as unidades técnicas no alcance de metas.
 
“Hoje, a partir do protocolo da delegacia, o juiz tem condições de fazer em no máximo duas horas, a concessão da medida protetiva. Falando especificamente de Rondonópolis, nós conseguimos dar essa resposta à vítima em menos de duas horas e já disparar o mandado, dando condições para que o oficial de justiça já providencie o cumprimento”, explicou Mazarelo.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto horizontal colorida. Na imagem, a juíza da Vara de Violência Doméstica e Familiar de Rondonópolis, Maria Mazarelo, a secretária de Ação Social de Rondonópolis, Fabiana Frederico Rizati Perez, o promotor de Justiça, Augusto César Fuzaro e o representante da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Francisco Lucena.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Embrapa faz plano emergencial para auxiliar o Rio Grande do Sul

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Melhoramento genético revoluciona a cafeicultura e torna mais produtiva

Published

on

By

A cafeicultura mineira tem experimentado avanços significativos graças às pesquisas em melhoramento genético conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e universidades.

Esses estudos resultaram no desenvolvimento de cultivares adaptadas aos diversos sistemas de produção do estado, promovendo aumentos expressivos na produtividade e aprimorando a qualidade sensorial dos cafés. Na década de 1980 a média que era de sete sacas por hectare, agora atinge 25 até 30 sacas por hectare.

Desde a década de 1970, a Epamig coordena o Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro, que já registrou 21 cultivares com características superiores. Essas cultivares são, em sua maioria, resistentes à ferrugem, principal doença que afeta o cafeeiro, e apresentam atributos como alta produtividade, qualidade sensorial da bebida, resistência a nematoides, adequação à mecanização e adaptação a diferentes condições climáticas e de solo.

Um dos pilares desse programa é o Banco Ativo de Germoplasma de Café, localizado no Campo Experimental de Patrocínio. Este banco é fundamental para a conservação e caracterização dos recursos genéticos do cafeeiro, servindo como base para o desenvolvimento de novas cultivares que atendam às demandas do setor produtivo.

Leia Também:  Mercado de café segue tendência de alta, o que anima os produtores

Entre as cultivares desenvolvidas, destaca-se a MGS Paraíso 2, lançada em 2012. Resultado do cruzamento entre Catuaí Amarelo IAC 30 e Híbrido de Timor UFV 445-46, essa variedade apresenta porte baixo, frutos amarelos, resistência à ferrugem, maturação intermediária e excelente adaptação tanto a sistemas de cultivo irrigado quanto de sequeiro. Além disso, facilita a colheita mecanizada e possui elevado potencial para a produção de cafés especiais.

A transferência dessas tecnologias para o campo é facilitada por projetos de avaliação de desempenho em propriedades comerciais. Essas iniciativas permitem que os cafeicultores conheçam as novas cultivares e observem seu desempenho em condições reais de cultivo, promovendo a adoção de tecnologias que resultam em sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

De acordo com o pesquisador em cafeicultura da Epamig, Gladyston Carvalho, as pesquisas buscam gerar conhecimento para o cafeicultor e oferecer, por meio da genética do café, aumento de produtividade e transformação no sistema produtivo. “São 587 municípios cultivando café, somos o estado maior produtor de café do Brasil, detemos média de 50% da área cafeeira e 40% da produção nacional. São muitos produtores que dependem da cultura e da pesquisa agropecuária”, explica.

Leia Também:  Carnes de boi e frango somaram R$ 5,63 bilhões em abril

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA