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Projeto da Epamig incentiva produção de óleo de abacate em Minas

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Pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), desenvolveram, no Campo Experimental da cidade de Maria da Fé (430km da capital, Belo Horizonte), técnicas de manejo agroindustrial, colheita, pós-colheita e processamento para a produção otimizada de óleo de abacate.

O projeto visa utilizar um maquinário importado originalmente destinado à produção de azeite de oliva na região Sudeste do Brasil, durante o período ocioso, entre o final de janeiro e meados de abril, devido à colheita das azeitonas.

O coordenador do projeto, Luiz Fernando de Oliveira da Silva, explica que a ideia surgiu ao observar o longo período de inatividade das agroindústrias montadas com investimento financeiro considerável para processar azeitonas. Estudos prévios no Chile indicaram a viabilidade de extrair óleo de abacate com o mesmo maquinário.

Essa descoberta beneficia produtores de abacate na região, permitindo-lhes utilizar as agroindústrias durante o período ocioso. Além disso, a extração de óleo de abacate agrega valor ao produto, permitindo sua exposição por um período mais longo nos supermercados.

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O óleo de abacate tem sido utilizado não apenas na culinária, mas também na indústria de cosméticos. A sua produção representa uma oportunidade para diferentes perfis de produtores: aqueles que já produzem azeite de oliva e desejam processar o abacate, os que buscam iniciar investimentos nessa área e os que produzem abacate e pretendem agregar valor ao produto final.

Entretanto, existem desafios para consolidar a cadeia produtiva do óleo de abacate. A ausência de uma legislação específica que caracterize o produto e defina sua nomenclatura adequada é um obstáculo. Além disso, colocar o produto no mercado exige ações promocionais para aumentar a aceitação do óleo de abacate como um produto consumível.

A agroindústria de Maria da Fé foi adaptada para a extração de óleo de abacate e está prevista para ser inaugurada no início do próximo ano, buscando fornecer respostas mais precisas e eficazes aos produtores envolvidos.

Fonte: Pensar Agro

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Melhoramento genético revoluciona a cafeicultura e torna mais produtiva

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A cafeicultura mineira tem experimentado avanços significativos graças às pesquisas em melhoramento genético conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e universidades.

Esses estudos resultaram no desenvolvimento de cultivares adaptadas aos diversos sistemas de produção do estado, promovendo aumentos expressivos na produtividade e aprimorando a qualidade sensorial dos cafés. Na década de 1980 a média que era de sete sacas por hectare, agora atinge 25 até 30 sacas por hectare.

Desde a década de 1970, a Epamig coordena o Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro, que já registrou 21 cultivares com características superiores. Essas cultivares são, em sua maioria, resistentes à ferrugem, principal doença que afeta o cafeeiro, e apresentam atributos como alta produtividade, qualidade sensorial da bebida, resistência a nematoides, adequação à mecanização e adaptação a diferentes condições climáticas e de solo.

Um dos pilares desse programa é o Banco Ativo de Germoplasma de Café, localizado no Campo Experimental de Patrocínio. Este banco é fundamental para a conservação e caracterização dos recursos genéticos do cafeeiro, servindo como base para o desenvolvimento de novas cultivares que atendam às demandas do setor produtivo.

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Entre as cultivares desenvolvidas, destaca-se a MGS Paraíso 2, lançada em 2012. Resultado do cruzamento entre Catuaí Amarelo IAC 30 e Híbrido de Timor UFV 445-46, essa variedade apresenta porte baixo, frutos amarelos, resistência à ferrugem, maturação intermediária e excelente adaptação tanto a sistemas de cultivo irrigado quanto de sequeiro. Além disso, facilita a colheita mecanizada e possui elevado potencial para a produção de cafés especiais.

A transferência dessas tecnologias para o campo é facilitada por projetos de avaliação de desempenho em propriedades comerciais. Essas iniciativas permitem que os cafeicultores conheçam as novas cultivares e observem seu desempenho em condições reais de cultivo, promovendo a adoção de tecnologias que resultam em sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

De acordo com o pesquisador em cafeicultura da Epamig, Gladyston Carvalho, as pesquisas buscam gerar conhecimento para o cafeicultor e oferecer, por meio da genética do café, aumento de produtividade e transformação no sistema produtivo. “São 587 municípios cultivando café, somos o estado maior produtor de café do Brasil, detemos média de 50% da área cafeeira e 40% da produção nacional. São muitos produtores que dependem da cultura e da pesquisa agropecuária”, explica.

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Fonte: Pensar Agro

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