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Paraná alcança maior produção semestral de frangos e suínos da história em 2023

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (06.09), mostram o abatimento de 532 milhões de unidades de frango de abril a junho deste ano, o que já gera acúmulo de 1,07 bilhão no primeiro semestre (foram 532 milhões de unidades no primeiro trimestre, de janeiro a março), o maior registro da história em volume.

O número de abates do primeiro semestre é 3,6% maior do que o recorde anterior, registrado no segundo semestre de 2022. Além disso, o resultado é 7,7% superior ao volume produzido no mesmo período do ano passado. O crescimento na produção de frangos do Paraná também segue em ritmo mais acelerado que a média nacional. Em todo o Brasil, a produção no semestre registrou alta de 2,2%.

Os dados mostram que desde o segundo semestre de 2021, quando o Paraná registrou mais de 1 bilhão de unidades abatidas pela primeira vez, o Estado vem batendo sucessivamente os recordes semestrais de produção de frangos.

Os números levaram o Paraná a ampliar a vantagem que tem perante os outros estados. Atualmente o Estado responde por mais de um terço da produção. Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que são os outros dois maiores produtores nacionais, têm, cada um, 13% de participação na produção nacional.

Na comparação trimestral com maio a junho do ano passado, as 532 milhões de unidades representam um aumento de 5,8% na produção. O resultado também é superior à média nacional. Em todo o Brasil, o crescimento de produção na comparação entre os dois períodos foi de 4,7%.

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SUÍNOS – O levantamento do IBGE também apontou outro recorde na produção de alimentos do Estado. De janeiro a junho, o Paraná registrou o maior número de abate semestral de suínos na série histórica, iniciada em 1997. Foram 5,9 milhões de unidades ao longo dos seis primeiros meses do ano, 138 mil unidades a mais do que o semestre anterior, o que representa um crescimento de 2,3%.

Os números mantêm o Paraná como o segundo maior produtor nacional de carne de porco, atrás de Santa Catarina, que alcançou 8,4 milhões de unidades no mesmo período.

A diferença entre os estados, no entanto, vem diminuindo. No primeiro trimestre do ano, Santa Catarina era responsável por 29,9% da produção nacional, enquanto o Paraná participava de 20,5% do total produzido pelo País. No recorte de abril a junho deste ano, a participação catarinense caiu para 29,7% e a produção paranaense passou a representar 21,4% do total nacional.

Isso aconteceu porque, entre abril e junho, o Paraná alcançou pela primeira vez a marca de 3 milhões de suínos abatidos em um trimestre.

Os resultados do Paraná na produção de proteína suína também são melhores do que a média nacional. Em todo o Brasil, a produção do primeiro semestre de 2023 foi de 28,2 milhões de unidades, o que representa uma oscilação negativa de 0,1% em relação ao semestre imediatamente anterior.

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BOVINOS – Os dados divulgados nesta quarta-feira também mostram que 615 mil bovinos foram abatidos no semestre no Paraná, o que representa uma queda de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. No recorte trimestral, o Estado registrou 322 mil abates bovinos de abril a junho.

OVOS – No 2º trimestre de 2023, a produção de ovos de galinha foi de 1,05 bilhão de dúzias em todo o País. Essa quantidade é 2,9% maior que a do mesmo trimestre em 2022 e supera em 2% o trimestre imediatamente anterior. A produção foi a segunda maior já registrada. O Paraná teve o maior aumento trimestral nessa cadeia (5,87 milhões de dúzias), à frente de Rio Grande do Sul (4,76 milhões de dúzias), Ceará (4,42 milhões de dúzias) e São Paulo (3,40 milhões de dúzias).

Com 10,1% da produção nacional, Paraná é o segundo maior produtor de ovos do Brasil, atrás de São Paulo (26,5%) e na frente de Minas Gerais (8,9%) e Espírito Santo (8%).

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio gerou 278 mil novos empregos em 2024, diz Cepea/CNA

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O agronegócio brasileiro fechou o ano de 2024 com um total de 28,2 milhões de trabalhadores, registrando um crescimento de 1% em relação ao ano anterior.

O levantamento, realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostra que o setor continua sendo uma das principais forças da economia nacional, responsável por 26% dos empregos no país.

O crescimento foi impulsionado, principalmente, pelos setores de insumos, agroindústria e serviços ligados ao agronegócio. O setor de insumos teve alta de 3,6%, puxado pela indústria de rações, que aumentou seu quadro de funcionários em 14,6%. A agroindústria cresceu 5,2%, com destaque para os segmentos de abate de animais, fabricação de alimentos e móveis de madeira, que juntos criaram mais de 139 mil novas vagas. Já os serviços especializados para o agronegócio registraram um aumento de 3,4%, refletindo a maior necessidade de suporte técnico nas operações do setor.

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Por outro lado, a pesquisa apontou uma queda de 3,7% no número de trabalhadores do setor primário, o que representa 302 mil vagas a menos. A redução foi mais expressiva na agricultura e na pecuária, afetadas por fatores como oscilações de preços, clima e avanços tecnológicos que reduziram a demanda por mão de obra.

O estudo também analisou o perfil dos trabalhadores e os salários do setor. Houve um aumento na participação de profissionais com nível de escolaridade mais alto e de mulheres no mercado de trabalho do agronegócio.

Além disso, os rendimentos dos trabalhadores cresceram 4,5% em 2024, superando o aumento médio do mercado de trabalho geral. O levantamento indica que essa valorização da mão de obra reflete a busca por mais eficiência e inovação dentro das cadeias produtivas do campo.

Fonte: Pensar Agro

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