NOVA AURORA

AGRONEGÓCIO

Isan Rezende entrevista lideranças do Sindag e fala sobre aviação agrícola

Publicado em

No podcast “Pensar Agro” desta semana, Isan Rezende entrevista a presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Hoana Almeida Santos; e o diretor executivo, Gabriel Colle.

Durante a conversa, eles abordaram a relevância estratégica da aviação agrícola para o setor agropecuário brasileiro, destacando seu papel crucial na produção de alimentos, combate a incêndios e controle de endemias.

Hoana Almeida Santos enfatizou que a aviação agrícola vai além de ser uma simples ferramenta; trata-se de um pilar estratégico que sustenta a eficiência produtiva da agropecuária no país. Segundo ela, o investimento contínuo em tecnologia e a capacitação de profissionais são fundamentais para garantir a sustentabilidade do setor, que precisa estar sempre alinhado às demandas de produção e ao uso responsável dos recursos.

Já Gabriel Colle complementou essa visão ao explicar que as tecnologias empregadas na aviação agrícola permitem operações precisas, rápidas e eficientes no combate à proliferação de pragas e doenças nas lavouras. Isso, segundo ele, é essencial para manter a alta produtividade de grãos, fibras e alimentos, assegurando a qualidade e a quantidade necessárias para atender ao mercado.

Leia Também:  PL isenta de IPI na compra de equipamentos para agricultores familiares

Os entrevistados também explicam que, as operações de pulverização aérea são rigorosamente regulamentadas e fiscalizadas por uma série de órgãos, incluindo o Ministério da Agricultura, Anac, Ibama, secretarias estaduais e municipais do meio ambiente, Indea e Crea. Esse controle minucioso assegura que as atividades sejam realizadas de forma segura e dentro dos padrões exigidos por lei. Segundo eles, a pulverização aérea não joga veneno no ar e sim moléculas específicas para reagir única e exclusivamente com as plantas invasoras e insetos que causam danos a lavoura.

A entrevista completa você assiste no podcast “Pensar Agro”:

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor

Published

on

By

Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

Imagem: assessoria

Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.

O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.

Leia Também:  Maior produtor e exportador do mundo, Brasil agora está importando soja

Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o  governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.

O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.

Leia Também:  Câmara aprova projeto que regulamenta produção de bioinsumos; texto vai ao Senado

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.

Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA