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Industrialização do milho pode ampliar em até três vezes o valor agregado

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A industrialização do milho para a produção de etanol pode triplicar o valor agregado do grão, representando um impulso econômico considerável.

A informação é de Plínio Nastari, presidente da Datagro, apresentada durante a primeira Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, organizada pela União Nacional do Etanol de Milho e pela Datagro, em Cuiabá.

Segundo ele, a transformação do milho em combustível sustentável não apenas valoriza o grão, mas também gera subprodutos que agregam valor à cadeia produtiva. “O uso deste milho para produção de combustível sustentável leva a uma valorização do grão, de duas a três vezes, quando industrializado, porque agrega valor ao dar origem a outros subprodutos. Isso estimula a produção de mais milho, e cria um círculo virtuoso, beneficiando a indústria, o comércio e com impacto positivo para o meio ambiente”.

Atualmente, o Brasil é o segundo maior produtor de etanol de milho do mundo, uma posição que reflete não apenas a capacidade produtiva do país, mas também seu compromisso com fontes de energia renovável e menos poluentes. Desde a inauguração da primeira indústria full de biocombustível em 2017, a produção experimentou um crescimento exponencial, atingindo 6,27 bilhões de litros na safra 2023/2024.

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A industrialização do milho não se limita apenas à produção de etanol; ela abre caminho para uma série de oportunidades, incluindo a produção de suplementos nutricionais para animais, como o DDG e o DDGS (grão de destilaria secos – do inglês Dried Distillers Grains), subprodutos que derivam do processamento do grão. Esses subprodutos não apenas enriquecem a dieta animal, mas também agregam valor à produção agropecuária, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico.

“O potencial de crescimento da indústria de etanol de milho é imenso, e sua importância para a economia brasileira é indiscutível. Além de fornecer uma fonte alternativa de energia, a industrialização do milho contribui para a geração de empregos, o desenvolvimento regional e a redução da dependência de combustíveis fósseis”, frisou o presidente da Datagro.

“São estes investimentos que vão alavancar a produção de matérias-primas sustentáveis para a produção de bioenergia, que inclui o biodiesel, o etanol, o biometano, e Mato Grosso é um exemplo nesta direção, com integração com soja, com milho de segunda safra, a conversão deste milho em etanol, DDG, óleo de milho, a transformação da soja em farelo, que vira biodiesel”.

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“Portanto, investir na industrialização do milho é investir no futuro sustentável do país. É uma oportunidade de promover o crescimento econômico de forma consciente e responsável, garantindo ao mesmo tempo a preservação do meio ambiente e o bem-estar das gerações futuras”, completou.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor

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Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

Imagem: assessoria

Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.

O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.

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Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o  governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.

O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.

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Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.

Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.

Fonte: Pensar Agro

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