O melhoramento genético do gado desempenha um papel crucial na modernização da pecuária, permitindo selecionar e reproduzir animais com características desejáveis. Através da manipulação genética, os produtores têm a oportunidade de aprimorar o desempenho dos rebanhos, obtendo animais mais produtivos, resistentes e adaptados ao ambiente em que são criados.
Essa técnica utiliza conhecimentos de genética e seleção para melhorar características essenciais dos animais, como ganho de peso mais rápido, qualidade da carne e eficiência alimentar. A seleção criteriosa dos reprodutores com base no desempenho e em informações genéticas possibilita aprimorar o rebanho de forma mais eficiente.
O aprimoramento genético não só aumenta a produtividade dos animais, seja em termos de leite, carne ou outros produtos, como também proporciona vantagens ambientais. Animais geneticamente superiores tendem a utilizar de forma mais eficiente os recursos disponíveis, o que resulta em menor quantidade de gases de efeito estufa emitidos e contribui para um manejo mais sustentável.
Além disso, a seleção genética permite que sejam desenvolvidos animais adaptados a condições ambientais específicas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da produção em diferentes regiões.
A qualidade dos produtos também é beneficiada pelo melhoramento genético, permitindo aprimorar aspectos como o acabamento de carcaça, atendendo às demandas dos consumidores por alimentos de melhor qualidade e nutrição.
A pesquisa e a adoção de técnicas sustentáveis na pecuária são essenciais. A genotipagem precoce dos animais fornece dados valiosos para pesquisas em parceria com universidades e instituições como a Embrapa, buscando identificar fatores que contribuam para maior produtividade e eficiência na produção.
A busca por produzir de forma sustentável na pecuária é crucial não apenas para a preservação do meio ambiente, mas também para reduzir custos. A harmonia com a natureza traz benefícios econômicos, utilizando suas forças a favor da produtividade e do sucesso na atividade agropecuária.
Melhoramento genético revoluciona a cafeicultura e torna mais produtiva
Published
18 horas ago
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5 de abril de 2025
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A cafeicultura mineira tem experimentado avanços significativos graças às pesquisas em melhoramento genético conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e universidades.
Esses estudos resultaram no desenvolvimento de cultivares adaptadas aos diversos sistemas de produção do estado, promovendo aumentos expressivos na produtividade e aprimorando a qualidade sensorial dos cafés. Na década de 1980 a média que era de sete sacas por hectare, agora atinge 25 até 30 sacas por hectare.
Desde a década de 1970, a Epamig coordena o Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro, que já registrou 21 cultivares com características superiores.Essas cultivares são, em sua maioria, resistentes à ferrugem, principal doença que afeta o cafeeiro, e apresentam atributos como alta produtividade, qualidade sensorial da bebida, resistência a nematoides, adequação à mecanização e adaptação a diferentes condições climáticas e de solo.
Um dos pilares desse programa é o Banco Ativo de Germoplasma de Café, localizado no Campo Experimental de Patrocínio.Este banco é fundamental para a conservação e caracterização dos recursos genéticos do cafeeiro, servindo como base para o desenvolvimento de novas cultivares que atendam às demandas do setor produtivo.
Entre as cultivares desenvolvidas, destaca-se a MGS Paraíso 2, lançada em 2012.Resultado do cruzamento entre Catuaí Amarelo IAC 30 e Híbrido de Timor UFV 445-46, essa variedade apresenta porte baixo, frutos amarelos, resistência à ferrugem, maturação intermediária e excelente adaptação tanto a sistemas de cultivo irrigado quanto de sequeiro.Além disso, facilita a colheita mecanizada e possui elevado potencial para a produção de cafés especiais.
A transferência dessas tecnologias para o campo é facilitada por projetos de avaliação de desempenho em propriedades comerciais.Essas iniciativas permitem que os cafeicultores conheçam as novas cultivares e observem seu desempenho em condições reais de cultivo, promovendo a adoção de tecnologias que resultam em sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
De acordo com o pesquisador em cafeicultura da Epamig, Gladyston Carvalho, as pesquisas buscam gerar conhecimento para o cafeicultor e oferecer, por meio da genética do café, aumento de produtividade e transformação no sistema produtivo. “São 587 municípios cultivando café, somos o estado maior produtor de café do Brasil, detemos média de 50% da área cafeeira e 40% da produção nacional. São muitos produtores que dependem da cultura e da pesquisa agropecuária”, explica.
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