AGRONEGÓCIO
CPR-Verde impulsiona mercado e produtor rural passa a ganhar dinheiro por preservar meio ambiente
Publicado em
6 de junho de 2023por
Itajuba TadeuNos últimos anos, o Brasil vem tendo crescimento significativo de mecanismos de financiamento voltados para produtores rurais e proprietários de terras, com o objetivo de promover a preservação do meio ambiente. Essa tendência reflete um maior interesse e engajamento tanto por parte dos governos, empresas e da sociedade em relação às questões ambientais.
Na ponta dessas novas modalidades de financiamento está a Cédula de Produto Rural (CPR) relacionada às atividades de conservação e recuperação de florestas nativas e de seus biomas, a chamada “CPR VERDE (CPR-V)”, criada pela conhecida “Lei do Agro”, ao alterar o art. 1º da Lei nº 8.929/94.
A CPR-V é um título que materializa um acordo para que os produtores rurais comercializem “serviços ambientais”, ou seja, produtos associados à atividade de conservação ou formação de florestas nativas e seus biomas através de uma CPR própria.
Com um olhar cada vez mais atento às preocupações com o meio ambiente, várias iniciativas têm surgido para incentivar práticas sustentáveis e a conservação dos recursos naturais. Esses mecanismos de financiamento funcionam como estímulos, oferecendo apoio financeiro para produtores rurais e proprietários de terras que adotam medidas voltadas à preservação ambiental em suas atividades.
A proposta dessas iniciativas é estimular práticas que vão além do cumprimento das leis ambientais vigentes. Os financiamentos podem ser direcionados para a implementação de sistemas de manejo sustentável, recuperação de áreas degradadas, conservação de nascentes, proteção de florestas nativas, entre outras ações que promovam a sustentabilidade.
Em 2022 a Bolsa de Valores de São Paulo, registrou a 1ª CPR Verde e desde então essas cédulas já movimentaram cerca de R$ 5 bilhões em negócios.
Essas cédulas (CPRs Verdes) são compradas por empresas que têm interesses em compensar as emissões de gases de efeito estufa e também reforçar o posicionamento na questão ambiental.
O produtor rural José Soares, 65 anos, relata que já recebe dinheiro anualmente por preservar cerca de 40% de sua terra. Médio empresário, Soares saiu do Rio Grande do Sul na década de 90 para plantar grãos e criar gado em Santa Cruz do Xingu, na região Norte do Mato Grosso, onde residem cerca de 3 mil habitantes.
Soares conta que, pela legislação, pode produzir em 60% da fazenda (de 403 hectares). E vem tendo ganhos acima de R$ 300 mil por ano com colheitas e criação de animais. Porém, sempre buscou uma forma de rentabilizar a outra parte de sua terra.
O empresário disse que os governos (inclusive os internacionais) tiveram por muito tempo um olhar crítico aqueles que produzem alimentos entre o bioma amazônico e o Cerrado. Afirmou que a parte preservada é relevante.
Há um custo para evitar queimadas, invasões e quitar tributos, como o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. Porém, nunca havia recebido nada pelo trabalho ambiental pela área preservada por ele. Afirmou que isso está mudando.
Em 2022, José faturou R$ 8.770 por meio das unidades de crédito de sustentabilidade (UCS) emitidas por ele. A sigla UCS é utilizada para definir uma “commoditie ambiental” que lastreia áreas de floresta nativa, de proteção permanente, reservas legais e outros.
De um lado, o produtor rural produz várias UCS por ano. Do outro, uma empresa que quer compensar a emissão de carbono, compra o título. Uma UCS vale atualmente R$ 144,34 no mercado financeiro.
Soares calcula que, se todas as UCS produzidas por ele forem comercializadas, o faturamento de sua fazenda pode atingir R$ 5 milhões por ano. Mas o mercado ainda está incipiente: “Se meus filhos e netos colherem o que eu estou plantando, estarei satisfeito”, afirmou.
Ele conta que muitos de seus vizinhos ainda não investem na produção de créditos por acreditarem que não vale a pena financeiramente: “Nem todos aderiram. Aqui é tipo São Tomé: é preciso ver para crer”.
Pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) foram os responsáveis por desenhar a metodologia científica que calcula o inventário da biodiversidade nas áreas de preservação. Se uma região tem árvores maiores e animais de diferentes espécies, o valor agregado é computado no sistema. Na Amazônia, o hectare tende a render mais créditos que o Cerrado, por exemplo.
Soares contou que teve que fazer um investimento relevante para saber os valores dos créditos de suas terras. Mas já recuperou 100% disso. O que vem agora é lucro. Ele aguarda uma nova medição para saber quantos créditos tem as terras dele.
“Aqui eu consegui ampliar as apps (áreas de preservação permanente) e as árvores estão ‘mais grossas’. Meu crédito vai aumentar. Ninguém mais desmatou a partir do momento em que virou crédito. Todos apostaram em aguardar um resultado definitivo nas negociações”, afirma.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor
Published
48 minutos agoon
4 de abril de 2025By

Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

Imagem: assessoria
Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.
O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.
Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.
O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.
Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.
Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.
Fonte: Pensar Agro

Relatório aponta desafios no crédito rural e oportunidades para exportação

MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor

Angélica e Ingrid Guimarães são flagradas batendo papo durante treino: ‘Fofoqueira’

Mato Grosso realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor

Mato Grosso enfrenta o caos, sem caminhões e com preços despencando
PARANÁ


Calendário turístico de abril tem eventos regionais de Páscoa, Festa do Pacu e ExpoLondrina
As celebrações da Páscoa, exposições e festas típicas são destaques entre os eventos que atraem turistas e movimentam as diversas...


Com foco em IA, BRDE Labs apresenta empresas e conceito da edição de 2025
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a HOTMILK, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do...


OSP no MON, fim do Festival de Curitiba e visita noturna a museu marcam a agenda cultural
Com destaque para música, espetáculos, literatura e artes visuais, a agenda cultural desta semana traz uma programação diversa e inclusiva...
POLÍCIA


PCPR apreende 2,5 quilos de skunk após ação de cão farejador em Clevelândia
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) apreendeu nesta quarta-feira (2) cerca de 2,5 quilos da droga skunk em Clevelândia, no...


PCPR prende homem em flagrante por violência doméstica em Pontal do Paraná
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu em flagrante um homem, de 26 anos, pelo crime de violência doméstica. A...


Polícia Militar do Paraná deflagra Operação CME I, em Curitiba
Nesta quinta-feira (03), a Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio do Comando de Missões Especiais (CME), deflagrou a Operação...
ENTRETENIMENTO


Angélica e Ingrid Guimarães são flagradas batendo papo durante treino: ‘Fofoqueira’
Angélica, de 51 anos, treinou na manhã desta quinta-feira com Ingrid Guimarães, de 52. As artistas combinaram os looks e se...


Sabrina Sato e Nicolas Prattes retomam treinos após lua de mel: ‘Com meu Nicolas’
Toda viagem chega ao fim, até mesmo a lua de mel! Depois de dias de descanso e romance, Sabrina Sato, 44,...


Leandra Leal se despede da Rede Globo após 30 anos e declara: ‘Não é um fim’
Leandra Leal, de 42 anos, anunciou, nesta quinta-feira (3), o fim de seu contrato com a Globo. Em uma publicação...
ESPORTES


Flamengo inicia Libertadores com vitória sobre Deportivo Táchira
Nesta quinta-feira (03.04), o Flamengo iniciou sua trajetória na fase de grupos da Libertadores com uma vitória por 1 a...


Empate na Libertadores: Bahia e Internacional dividem pontos em Salvador
Nesta quinta-feira (03.04), no embate que marcou a primeira rodada da fase de grupos da Libertadores, o Internacional e o...


Palmeiras estreia na Libertadores com vitória suada em Lima
Na tarde desta quinta-feira (03.04), o Palmeiras fez sua estreia na Libertadores de forma eletrizante, conquistando uma vitória apertada por...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
PARANÁ4 dias ago
Skatista paranaense Gui Khury iguala recorde de Bob Burnquist em evento internacional
-
ENTRETENIMENTO7 dias ago
Sérgio Reis recebe Amado Batista e esposa, em jantar de reencontro: ‘Meus amigos’
-
POLÍTICA PR4 dias ago
Deputados homenageiam Operário pela conquista do Campeonato Paranaense 2025
-
POLÍCIA7 dias ago
Polícia Militar do Paraná abre concurso público com 2.000 vagas