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“Golpe militar completa 61 anos com legado de repressão e violência”, diz deputada Luciana Rafagnin (PT)

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A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) discursou no plenário neste 31 de março sobre o golpe militar que depôs o presidente João Goulart, rasgou a Constituição e instaurou uma ditadura que duraria 21 anos. Há exatos 61 anos, declarou a parlamentar, começava um triste período para o país, onde brasileiros foram perseguidos, torturados e assassinados pelo regime autoritário.

“Hoje é um dia muito triste, um dia para lembrar que brasileiros foram calados, houve censura, sequestro, prisão, desaparecimento e morte: esse foi o retrato da ditadura no Brasil”, citou.

A parlamentar falou sobre a centenas de mandatos políticos foram cassados e milhares de pessoas foram exiladas para escapar da repressão. Luciana também lembrou que o regime ditatorial interveio em sindicatos, fechou entidades estudantis e censurou a produção cultural e jornalística. A deputada também citou que centros clandestinos de tortura espalhados pelo país simbolizam os horrores cometidos pelo regime, e que muitos dos mortos e desaparecidos jamais tiveram seus corpos encontrados.

O avô de Luciana foi uma das vítimas. Ele foi preso, torturado e morto pelo regime ditatorial. Leopoldo Chiapetti era agricultor e subprefeito de Mariano Moro, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Em 30 de abril, aos 57 anos, com menos de um mês de militares no poder, foi preso, acusado de ser o líder do Grupo dos Onze, ligado ao ex-governador do Estado Leonel Brizola e opositor ao regime.

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Foram 21 dias atrás das grades, intervalo de tempo no qual passou por sessões de tortura. As consequências das atrocidades que sofreu nas mãos dos militares foram cruciais para sua morte, em 21 de maio de 1965.

“Ditadura não traz nada de alegria, pelo contrário, traz dor e tristeza. Eu não consigo entender aquelas pessoas que, ao não aceitarem o resultado das urnas nas eleições, pedem intervenção militar. Eu acredito que essas pessoas não têm compreensão do que é uma ditadura”, afirmou.

Luciana também falou das mães que não tiveram mais notícias de seus filhos e das mulheres que não souberam mais de seus maridos. “Ditadura nunca mais!”, completou.

Fonte: ALPR PR

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Projeto de lei que institui o mês “Abril Verde e Amarelo avança na CCJ

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Nesta quarta-feira (02/04), a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) aprovou o Projeto de Lei nº 66/2025, de autoria do deputado estadual Marcio Pacheco (PP). A proposta visa instituir o mês de abril como “Abril Verde e Amarelo” no estado, com o objetivo de promover ações de conscientização sobre a importância da defesa da propriedade privada e o enfrentamento das invasões de terras, além de incluir essa temática no Calendário Oficial de Eventos do Paraná.

O deputado Marcio Pacheco explica que o projeto tem como finalidade auxiliar os proprietários de terras a se organizarem e a estabelecerem uma comunicação mais eficaz com as forças de segurança pública. Isso, de acordo com o parlamentar, permitirá que, diante de qualquer suspeita de invasão — seja por parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ou de grupos indígenas, como tem sido observado em Terra Roxa, Guaíra e Palotina — as autoridades possam agir com maior rapidez. Pacheco enfatiza que o Poder Judiciário deve cumprir seu papel com a agilidade necessária para que as reintegrações de posse ocorram de forma célere.

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“Não se trata de espalhar medo, mas de afirmar que, no Paraná, não aceitamos isso. O legítimo dono da terra precisa ter voz. Discutir esse grave problema já é uma grande reação. Não podemos mais ser omissos ou coadjuvantes. Afinal, os proprietários têm total legitimidade para buscar a melhor maneira de se proteger. Isso é uma questão de gestão de crise”, destaca Pacheco.

Para o deputado, a proposta também serve como uma medida preventiva ao “Abril Vermelho”, período em que o MST realiza a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária. Em um único dia do “Abril Vermelho” de 2024, de acordo com o parlamentar, o MST registrou 24 invasões em 11 estados, incluindo o Paraná. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA- Congresso Nacional), alerta para a possibilidade de um número recorde de invasões ocorrerem neste ano.

Além das invasões promovidas pelo MST, os agricultores paranaenses também enfrentam a ocupação de terras por povos indígenas. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) informa que, desde o final de 2023, nove propriedades rurais na região Oeste foram invadidas por indígenas. A reintegração de posse dessas áreas é de competência federal, o que limita a capacidade de reação do governo local.

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“A invasão de terras é crime, é ilegal e não é um método legítimo de reivindicação de direitos, pois contraria a legislação agrária vigente, que prevê instrumentos legais para a reforma agrária”, ressalta Pacheco. O deputado também destaca que essas ações geram violência, insegurança jurídica, riscos sanitários e impactos negativos na economia do Paraná.

A proposta de Pacheco segue o exemplo de um projeto similar aprovado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, evidenciando a relevância da iniciativa em um contexto de crescente tensão fundiária.

Fonte: ALPR PR

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