4 de Abril de 2025
    NOVA AURORA

    PARANÁ

    Frente fria no Sul do Brasil traz temporais para o Paraná nesta sexta-feira, informa Simepar

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    Duas frentes frias trarão temporais ao Paraná nos próximos dias, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A primeira delas está no Sul do Brasil, e trará impacto para as regiões paranaenses já nesta sexta-feira (28). Após o temporal, o fim de semana terá predomínio de sol até a chegada da segunda frente fria, prevista para segunda-feira (31).

    “Pequenos núcleos de instabilidade se formam à dianteira do sistema frontal e se organizam em forma de linha de instabilidade, que avança rapidamente pelas regiões paranaenses ocasionando algumas pancadas fortes de chuva, raios e principalmente rajadas fortes de vento nesta sexta-feira. Isso pode trazer vários transtornos para certas regiões do estado como no Noroeste e Oeste paranaense, principalmente”, explica Lizandro Jacobsen, meteorologista do Simepar.

    Também estão previstos temporais entre o Sudoeste e Centro-Sul do Estado entre a tarde e a noite de sexta-feira. No Leste do Paraná, entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, as chuvas chegam também no fim da tarde e início da noite, com menos severidade do que no Interior. “No Norte, especialmente na noite de sexta-feira, também ocorrem alguns temporais, mas de forma bem mais irregular do que nas outras regiões do Estado”, ressalta Jacobsen.

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    Na próxima semana, outra frente fria chega até o Paraná, e novamente estão previstos temporais em várias regiões do Estado. “É uma característica da frente fria, que é uma zona de separação entre duas massas de ar, uma de ar frio e outra de ar quente. Ela provoca redução da temperatura, aumento da nebulosidade, vendavais e temporais (chuva intensa, com raios e granizo)”, diz Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. 

    SIMEPAR – Com uma estrutura de 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas meteorológicas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas. São monitoradas desde situações causadas por chuvas extremas, como enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até incêndios e secas.

    Dados mais detalhados da previsão do tempo para os 399 municípios paranaenses estão disponíveis no site www.simepar.br. A previsão tem duas atualizações diárias. Para cada cidade é possível saber o quanto deve chover, temperaturas mínimas e máximas previstas, umidade relativa do ar e vento, com detalhamento por hora para a data e o dia seguinte.

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    Fonte: Governo PR

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    PARANÁ

    Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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    A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

    Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

    Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

    PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

    Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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    O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

    Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

    CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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    A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

    Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

    Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

    “Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

    Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

    Fonte: Governo PR

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