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Novo arranjo de pesquisa do Paraná vai trabalhar com segurança e ciências forenses

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O Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, lançou recentemente o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Segurança Pública & Ciências Forenses.

Ele tem como prioridades a elaboração e gestão de projetos interdisciplinares, a promoção da integração acadêmica e científica, a capacitação técnica e formação de recursos humanos, a consolidação de laboratórios de combate à lavagem de dinheiro, o rastreamento de origem de vestígios criminais, criação do Museu Brasileiro de Falsificações e Adulterações e disseminação e popularização das Ciências Forenses. O recurso total destinado ao NAPI de Segurança Pública & Ciências Forenses é de cerca de R$ 3,5 milhões.

“Os novos arranjos focam na criação de riqueza e bem-estar, levando à maior assertividade dos instrumentos de apoio da Fundação Araucária e, consequentemente, melhor retorno sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento para a sociedade paranaense”, disse o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.

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“O NAPI pretende desmistificar as Ciências Forenses, mostrando que é um campo multidisciplinar e que vai além de crimes contra a vida, abrangendo também a investigação de fraudes e falsificações que afetam a economia, dentre outras iniciativas”, afirmou a articuladora do NAPI e professora da Universidade Federal do Paraná, Caroline D´oca.

“Temos a honra de fazer parte desta iniciativa, e destaco também, que além de todas as ações que o NAPI possui como prioridade, outro aspecto bastante relevante será constante em nosso trabalho: o incentivo da divulgação científica e do jornalismo científico. É por meio de uma divulgação adequada e acessível a toda população que conseguiremos atingir nossas metas com maior êxito e também com apoio da sociedade”, ressaltou o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki.

Os NAPIs são soluções socio-técnicas que ativam e consolidam os ecossistemas e englobam territórios e ativos, parceiros líderes, dentre outros fatores. Atualmente são cerca de 50 em todo o Estado, em temas variados, de Alimentos Saudáveis a Bioinformática e de Fenômenos Extremos do Universo a Tecnologia Assistiva. O site que reúne todos os estudos pode ser acessado AQUI.

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Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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