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Governo transfere R$ 1 milhão para municípios em situação de emergência por estiagem

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Os 12 municípios que decretaram situação de emergência nos últimos meses receberam nesta sexta-feira (1º) o repasse de R$ 1 milhão, no total, para minimizar o impacto da estiagem. O dinheiro destinado é do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), que teve R$ 5 milhões liberados como parte de uma série de ações do Governo do Estado para enfrentamento da falta de chuva e combate aos incêndios no Estado. O pacote de iniciativas soma R$ 24 milhões.

O valor transferido para as prefeituras será usado para a compra de caixas d´água, combustível, cestas básica e locação de caminhão-pipa. As quantias variam entre R$ 35 mil e R$ 166 mil, de acordo com a solicitação de cada município.

Este ano a estiagem provocou estragos substâncias em Cândido de Abreu, Iretama, Terra Rica, Quinta do Sol, Moreira Sales, Roncador, Alto Paraíso, Barbosa Ferraz, Ivaiporã, Ubiratã, Lidianópolis e Goioerê. Em todos, a situação de emergência foi homologada pelo Governo do Estado.

A finalidade do fundo é prestar auxílio aos municípios para o reestabelecimento da normalidade, conforme explica o coordenador estadual da Defesa Civil, Fernando Schünig. “Esse recurso deve ser empregado de tal forma que os danos causados pela estiagem sejam minimizados. A intenção é que os danos à população sejam os menores possíveis”.

A aplicação do recurso é fiscalizada pela Defesa Civil estadual, com base no plano de trabalho informado pelos gestores municipais. “O plano pode prever a aquisição itens quando necessário. Estas compras e a execução das obras devem ser realizadas no prazo de 180 dias”, detalha Schünig.

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AFETADOS – Os municípios de Moreira Sales e Cândido de Abreu vão receber os maiores valores, de acordo com as necessidades incluídas no relatório avaliado pela Defesa Civil.

Moreira Sales, localizado no Centro-Oeste, com população de 11 mil habitantes, terá o repasse de R$ 166.450,00. A falta de chuva afetou a vida de 1,5 mil pessoas, segundo a prefeitura. “Ouvimos relatos de pessoas que tinham minas na propriedade há 40 anos e esse ano, pela primeira vez, sofreram com a falta de água”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Adão Edmundo Coutinho. “A chuva desse mês ajudou, mas o acumulado ainda está abaixo. Já deveria ter chovido mais de 1.000 ml esse ano, tivemos pouco mais de 670 ml até agora,” completou.

A prefeitura mapeou minas e poços para ampliar a extensão da rede de água. Em parceria com a Sanepar, foram instalados 600 metros de tubulação para atender 12 famílias no bairro Palmital. O dinheiro do Fecap vai custear o combustível dos veículos pesados envolvidos nestas obras executadas pela prefeitura que devem totalizar 30 km de extensão até o início de 2025. Também serão adquiridas 300 caixas d’água e 160 cestas básicas para as famílias mais vulneráveis.

Em Cândido de Abreu, na região Central do Estado, os moradores viveram situações extremas nos últimos 12 meses. “Há um ano tivemos a maior enchente da história, agora essa estiagem é a mais severa dos últimos anos, a ponto de secar algumas minas de água do município”, informou o secretário de obras e coordenador da Defesa Civil municipal, Adalto Skalecki.

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A fonte de renda de boa parte dos 15 mil moradores provem da agricultura e pecuária, atividades sensíveis às variações do clima. Segundo Skalecki, nos meses de agosto e setembro cerca de 3,2mil pessoas dependeram do abastecimento do carro-pipa do município para ter água potável.

Em sete bairros a prefeitura ainda complementa o fornecimento de água. O repasse de R$ 161.665,00 será usado para a compra de 375 cestas básicas, 54 caixas d’água, locação de dois caminhões-pipa e combustível para as máquinas usadas em obras de ampliação da rede de água.

FECAP – Para acessar recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas, as prefeituras precisam publicar o decreto de situação de emergência ou estado de calamidade pública e solicitar o reconhecimento à Defesa Civil estadual. O Fecap simplifica e torna mais céleres os trâmites de transferência do Governo do Estado aos municípios nos casos de desastres. A transferência é na modalidade fundo a fundo, com recursos direcionados para fundos de natureza similar dos municípios.

A liberação dos R$ 5 milhões integra um pacote de R$ 24 milhões para ações de combate aos efeitos da estiagem e incêndios florestais, incluindo a aquisição de equipamentos, contratação de aeronaves que dispersam água e treinamento de 600 brigadistas em 100 municípios. “A chuva que caiu em outubro diminuiu o número de incêndios, porém a estiagem e a seca permanecem. Precisamos fazer o uso consciente dos recursos hídricos até a situação se normalizar”, alerta o coordenador estadual da Defesa Civil.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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