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Vizinhos compartilham biodigestor para produzir energia limpa da suinocultura

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A cerca que divide as propriedades de José Valdir Genaro e Ari Facioni, em Itaipulândia, no Oeste do Paraná, é uma mera formalidade quando o assunto é sustentabilidade na suinocultura. Para viabilizar um sistema de produção de energia limpa, os produtores decidiram compartilhar um biodigestor e um gerador. Com isso, os dois conseguem baratear suas contas de luz e ainda manejar os resíduos da produção de maneira ambientalmente responsável.

O compartilhamento do sistema também permite que o investimento feito pelos produtores se pague mais rápido, com uma produção diária de energia ainda maior. O modelo também serve de exemplo para pequenos produtores, que individualmente não teriam fôlego financeiro ou volume de dejetos para manter um sistema sozinho.

A história dos produtores é tema da série de reportagens “Paraná, energia verde que renova o campo”, que mostra exemplos de adesão ao programa RenovaPR e ao Banco do Agricultor Paranaense para implantar sistemas de energias sustentáveis em suas propriedades.

“Para o meu vizinho montar o gerador, a quantidade de suínos que ele tinha não seria suficiente para a finalidade que ele tinha imaginado, então ele me convidou para fazer uma parceria, cedendo o esterco dos meus animais para aumentar a capacidade de geração de energia”, explica Ari Facioni.

Com a soma dos dejetos dos 3 mil suínos da propriedade de Genaro e de 1,8 mil da propriedade de Facioni, o gerador instalado por eles produz cerca de 75 kilowatts por hora, funcionando mais de 12 horas por dia. O volume é suficiente para dar independência energética para as duas propriedades de maneira limpa e renovável.

“É algo que dá conforto para nós. É uma despesa a menos que nós temos, com perspectiva, inclusive, de render uma renda extra com a venda da energia excedente para a rede”, conta Genaro.

SISTEMA – A geração de energia a partir dos dejetos e resíduos orgânicos acontece em duas etapas. Na primeira, os restos de ração, fezes, urina e carcaças são depositados em um poço cavado no chão e coberto por uma lona especial, chamado de biodigestor, onde passar por reações químicas que produzem o biogás. Depois, os gases passam por um gerador que os transforma em energia.

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Além da energia, o sistema garante o manejo adequado dos dejetos dos animais, um dos maiores passivos da suinocultura atualmente. Com os biodigestores, todos os resíduos têm uma destinação ambientalmente correta, dentro da propriedade.

“Dar destino para os dejetos e as carcaças era um serviço complicado, quase insalubre, com muita mosca e mau cheiro. Hoje o material é depositado no biodigestor e o manejo é muito mais limpo e fácil”, explica Genaro.

Os processos químicos do sistema também produzem um composto que pode ser devolvido à lavoura ou ao pasto da propriedade como um fertilizante rico em nutrientes. “Os resíduos voltam como um adubo tratado, de boa qualidade, que não queima a terra”, afirma o produtor Ari Facioni.

Sem este processo, o depósito destes dejetos é altamente prejudicial ao meio ambiente. Por causa disso, muitos suinocultores só conseguem aumentar suas produções ao construírem biodigestores nas suas propriedades.

“Muitos agricultores não produzem mais porque isso significa dar destinação a mais dejetos. Sem este processo, os dejetos produzem muitos agentes contaminantes. Por outro lado, quando ele passa pelo biodigestor, ele se transforma em um fertilizante natural que deixa de ser agressivo ao meio ambiente”, explica o diretor ambiental da Prefeitura de Itaipulândia, Altair Ruschel.

APOIO – O investimento feito para a instalação de todo o sistema, que também conta com um triturador de carcaças, foi de cerca de R$ 800 mil e contou com o incentivo do Programa Paraná Energia Renovável (RenovaPR), do Governo do Estado.

O empréstimo para a construção do sistema foi feito a juro zero, por meio do Banco do Agricultor Paranaense, como forma de estimular a transformação energética no campo. O programa é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).

Ao todo, a subvenção de juros por meio do Governo do Estado para projetos deste tipo já passou de R$ 231 milhões desde 2021. Com este estímulo, já foram investidos mais de R$ 4,2 bilhões em 34 mil projetos de energia renovável em todo o Estado.

Em Itaipulândia, um programa da prefeitura da cidade em parceria com a Itaipu Binacional também oferece subsídio para a instalação dos biodigestores e fornece os geradores em consignação aos suinocultores.

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“Era uma vontade antiga instalar um sistema destes para gerar energia e dar a destinação para os resíduos da produção. Só assim a gente vai conseguir aumentar a nossa produção. Graças ao subsídio do RenovaPR a gente conseguiu concluir um projeto como este”, diz José Valdir Genaro.

ECONOMIA – A produção de suínos para corte é a quinta cultura agropecuária com maior Valor Bruto da Produção (VBP) do Paraná, com R$ 8,45 bilhões movimentados em 2023, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral). Este valor representa 4,27% de toda a economia do campo paranaense.

A região Oeste do Paraná, onde fica Itaipulândia, concentra a maior parte desta produção. A cidade é a sétima maior produtora de suínos do Estado, com R$ 246 milhões em VBP a partir da suinocultura. Toledo (R$ 1,25 bilhão), Santa Helena (R$ 560 milhões), Missal (R$ 482 milhões) e Marechal Cândido Rondon (R$ 450 milhões) são as maiores produtoras do Paraná.

Na comparação com outros estados, o Paraná é o segundo maior produtor do Brasil, com 3,1 milhões de suínos abatidos no primeiro trimestre de 2024, segundo dados da Pesquisa Trimestral de Abate de Animais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Santa Catarina lidera a produção nacional, com 4,1 milhões de animais abatidos. Rio Grande do Sul (2,3 milhões) e Minas Gerais (1,4 milhão) e São Paulo (735 mil) completam a lista de cinco maiores produtores do Brasil.

SÉRIE – A série de reportagens “Paraná, energia verde que renova o campo” está mostrando exemplos de produtores rurais de todo o Estado que aderiram ao programa RenovaPR para implantar sistemas de energias sustentáveis em suas propriedades. Criado em 2021, o RenovaPR apoia a instalação de unidades de geração distribuída em propriedades rurais paranaenses e, junto ao Banco do Agricultor Paranaense, permite que o produtor invista nesses sistemas com juros reduzidos. Todas as reportagens da série podem ser conferidas neste link.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Com 3 mil vagas, inscrições para a Corrida do Porto estão na reta final

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Com o intuito de estreitar os laços com a comunidade local e celebrar o aniversário de 90 anos do Porto de Paranaguá, a 3ª Edição da Corrida do Porto já está movimentando os meios esportivos, turísticos e de ação social. Em menos de 20 dias desde a abertura das inscrições, 2.000 vagas já foram preenchidas. Atualmente, 80% das inscrições foram ocupadas, restando apenas o último lote disponível.

Entre os atletas que irão participar este ano está o parnanguara Tiago Hamilton Rodrigues Teodoro, que irá correr no dia do aniversário de seu pai. “Eu tenho muito orgulho de meu pai ter sido um portuário, de como ele tratou o porto como uma casa. Essa corrida será uma homenagem a ele; vou correr com todo o coração, do início ao fim”, afirmou.

Além do aumento no número de vagas, que passou de 2.000 para 3.000, este ano o evento também contará com um percurso ampliado. Os competidores poderão escolher entre três trajetos: 5,5 km (caminhada e corrida), 10 km (corrida) e 15 km (corrida). Na edição de 2024, a maioria dos competidores eram de outras cidades e estados, o que movimentou o turismo e o comércio da região.

“Com 55% dos atletas vindos de fora de Paranaguá, temos um impacto positivo na rede hoteleira, na gastronomia e no comércio em geral. Além disso, eventos como esse reforçam a identidade cultural e histórica da cidade, valorizando nosso patrimônio e estimulando novas oportunidades para o turismo esportivo e de experiência”, afirmou a secretária de Turismo de Paranaguá, Paula Patrícia Torres Teixeira.

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Além de movimentar a economia e fortalecer a relação porto-cidade, a Corrida apoia ações sociais. As inscrições são revertidas em doações para comunidades vulneráveis. Em 2024, por exemplo, R$ 75 mil foram doados para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, e outra parte da arrecadação foi convertida em 20 toneladas de alimentos, distribuídas para comunidades em Paranaguá.

Neste ano, o valor total arrecadado será revertido para melhorias na infraestrutura do Lar dos Idosos Perseverança e do Asilo São Vicente de Paula, ambos localizados em Paranaguá.

Os atletas podem se inscrever até o dia 13 de maio pelo site Ticket Sports. Cada participante receberá um kit contendo uma mochila, viseira e camiseta personalizadas, que serão entregues em Curitiba, no dia 15 de maio (horário e local a confirmar), e em Paranaguá, nos dias 16 e 17 de maio, no Palácio Taguaré — sexta-feira, das 14h às 18h, e sábado, das 10h às 19h.

Os patrocinadores do evento este ano são as empresas Engine e Cattalini. Após a corrida, os atletas poderão utilizar o espaço de massagem, o espaço Kids e os painéis interativos para fotos dos atletas.

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CORRIDA DO PORTO – O evento é pioneiro no Brasil e no mundo, sendo a primeira competição atlética dentro de um cais portuário e entrou no calendário oficial de eventos do município. Para a realização da corrida, as operações portuárias são suspensas durante o evento, e a segurança é reforçada.

A iniciativa também alcançou reconhecimento internacional ao ser premiada na Exposição e Convenção Anual da Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA), realizada nos Estados Unidos em 2023, na categoria “Eventos Especiais”, destacando-se por sua contribuição ao fortalecimento dos vínculos com a comunidade.

Serviço:

Venda de inscrições online – Corrida do Porto 2025

Valor:  3º lote – R$ 159,00

Site: Ticket Sports

Inscrições até: 13 de maio, às 12h

Data da corrida: 18 de maio

Horário da Corrida: 08h

Local: Porto de Paranaguá

Fonte: Governo PR

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