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Diabetes, hipertensão e tabagismo: aumenta procura dos homens por serviços de saúde

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Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgado nesta sexta-feira (30) mostra um aumento nos atendimentos a homens na Atenção Primária à Saúde (APS). O crescimento foi verificado nas avaliações para hipertensão arterial (15,50%), diabetes mellitus (16,2%) e tabagismo (33,7%). As informações são do Sistema de informação da Atenção Básica (Sisab), que concentra os dados dos municípios da APS.

No primeiro semestre de 2024, por exemplo, foram realizadas 856.374 avaliações para hipertensão arterial contra 741.434, no mesmo período de 2023. Em relação à diabetes o número passou de 376.864 para 437.883, e ao tabagismo de 64.868 para 86.716 atendimentos a homens.

Apesar desse aumento nos atendimentos, existe uma alta mortalidade masculina relacionada às doenças crônicas. Doenças cardiovasculares, respiratórias, diabetes e câncer estão entre as principais causas, sendo o câncer de pulmão frequentemente associado ao tabagismo. Em 2023, na faixa etária de 20 a 59 anos, 55,7% das mortes foram de homens e 44,3% de mulheres.

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“As campanhas, ações, políticas públicas estão ajudando a uma maior conscientização dos homens da importância em cuidar da saúde. Historicamente eles procuram menos os serviços ou procuram quando já têm uma urgência. Queremos alertar para esse cuidado”, ressaltou a chefe da Divisão de Prevenção e Controle de Doenças Crônicas e Tabagismo da Sesa, Rejane Cristina Teixeira Tabuti.

AGOSTO AZUL  A campanha Agosto Azul, voltada para a conscientização da população masculina sobre a importância em manter hábitos de vida mais saudáveis chegou ao fim e mais uma vez reforçou a mensagem de promoção da saúde do homem. O tema em 2024 foi “Prevenção de Doenças Crônicas e Tabagismo”. Diversas atividades foram promovidas para sensibilizá-los a buscarem atendimento de saúde, com o apoio dos municípios.

Uma das principais ações nesse reforço foi a publicação da Nota Técnica nº 18/2024, que trouxe as orientações relacionadas ao Agosto Azul e ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, com base na Lei Estadual nº 17.099/2012. O objetivo do documento é apoiar as equipes de saúde para ações que visem a redução das doenças crônicas e os impactos do tabagismo, melhorando a saúde pública.

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A Sesa também incentivou as secretarias municipais de saúde a desenvolverem estratégias específicas para sensibilizar os homens a procurarem os serviços. As atividades incluíram encontros, rodas de conversas e palestras voltadas para a população masculina.

A Divisão de Prevenção e Controle de Doenças Crônicas e Tabagismo (DVPCT) também organizou uma videoconferência com a Coordenação Nacional de Saúde do Homem e a Sociedade Paranaense de Cardiologia para discutir temas cruciais para a saúde do homem. A gravação do evento está disponível no canal da ESPPr Virtual e pode ser acessada AQUI.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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