PARANÁ
Geração Olímpica e Paralímpica: Edwarda Oliveira busca ouro inédito do vôlei sentado
Publicado em
29 de julho de 2024por
Itajuba TadeuMarcada no peito, no braço e na história. É assim que a paratleta paranaense de vôlei sentado Edwarda Oliveira, de 25 anos, apoiada pelo programa Geração Olímpica e Paralímpica do Governo do Estado, quer voltar de Paris. Disputando sua terceira Paralimpíada, ela vem da sequência de duas medalhas de bronze, conquistadas ns Rio-2016 e Tóquio-2020. Agora, Edwarda quer trazer a de ouro para casa. A trajetória de Ewarda Oliveira é o tema da vez na série de reportagens Geração Olímpica e Paralímpica da Agência Estadual de Notícias que mostra a importância do apoio do Governo do Paraná na carreira dos atletas, paratletas e técnicos que disputarão os Jogos de 2024.
Duda, como é conhecida, tatua todos os mascotes das principais competições que disputa. E para a disputa de Paris-2024, ela já planeja o local da próxima.“Vou ter que ir para o outro braço porque nesse não cabe mais”, afirma, apontando no braço esquerdo as tatuagens dos mascotes das Paralimpíadas do Rio-2016 e Tóquio-2020, e dos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019 e Santiago-2023.
É também uma maneira de lembrar dos pontos altos da carreira. “Eu queria colocar na pele a minha história. Todos os atletas que participam de Paralimpíada, de Olimpíada, tentam marcar esse momento na sua vida, e a tatuagem funcionou para mim. Eu tenho tatuado todos os mascotes das competições que eu participo”, explica, com espaço de sobra no braço direito para mais algumas.
Natural de Pinhão, no Centro-Sul do Paraná, Duda nasceu sem a perna direita após o cordão umbilical enrolar e impedir o desenvolvimento do membro durante a gestação. “Naquele tempo as pessoas julgavam os deficientes físicos como incapazes e a minha mãe nunca gostou desse rótulo. Ela me dizia ‘se você quer jogar vôlei, você vai jogar vôlei’, e foi isso que eu fiz”, conta Edwarda. “O que me salvou foi a minha criação”.
A mãe e os tios são professores e a ensinaram desde pequena que a deficiência não poderia ser um empecilho em sua vida. “Tinha que ser apenas um detalhe no modo como eu faria as coisas, que seria um pouco diferente”, destaca.
Com habilidade para a prática de esportes, foi na escola que Duda teve o primeiro contato com o vôlei, mas em pé, jogando com pessoas sem deficiência. Era uma forma de fortalecer a musculatura e facilitar o encaixe das próteses, recebidas do Sistema Único de Saúde (SUS) e que tinham que ser trocadas todos os anos devido ao seu crescimento. Era como se fosse um sapato apertado, como ela mesma diz.
Depois de competir no vôlei em pé ainda na infância, um olheiro de Maringá a viu jogando com a prótese e a apresentou ao vôlei paralímpico, com o convite para jogar na cidade do Noroeste paranaense. Aliado a isso, a transmissão dos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, ao qual ela viu pela televisão, foi o empurrão que faltava para Edwarda mudar de modalidade.
O caminho desde então foi rápido. Edwarda mudou-se sozinha para São Paulo, aos cuidados do técnico Ronaldo Gonçalves de Oliveira, um dos precursores do voleibol paralímpico no Brasil. Com olhar à distância atento da mãe, a mudança tinha motivo: jogar no Sesi-SP, aos 13 anos. Em um mês ela já integrava a Seleção Brasileira de Vôlei Sentado.
Edwarda está na classe VS1, de atletas com deficiências mais severas e que têm maior impacto nas funções essenciais do vôlei sentado, como amputados de perna. “Como no meu caso nada vai crescer mesmo, automaticamente já fui enquadrada nessa classe”, brinca.
Há pouco mais de 10 anos praticando o esporte, Edwarda já fez história: além das medalhas paralímpicas, sendo a atleta mais jovem entre todas as delegações na Rio-2016, também conquistou junto com a equipe o primeiro mundial do vôlei sentado feminino, em 2022, na Bósnia. Para 2024, o objetivo é trazer o ouro para casa. “Nós temos chance de medalha de ouro e vamos em busca disso”, afirma.
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APOIO – Ao longo de sua carreira, Duda contou com o apoio do Geração Olímpica e Paralímpica (GOP), do Governo do Paraná. Criado em 2011, o GOP é o maior programa estadual de incentivo ao esporte na modalidade bolsa-atleta, conforme pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) divulgada na Revista Latino-Americana de Estudos Socioculturais do Esporte. Desde então, tem sido uma iniciativa de destaque no fomento e apoio aos talentos esportivos no Paraná. Em 2024 o programa está em sua 13ª edição e terá investimento da Copel de R$ 5,2 milhões.
“Eu recebi a bolsa desde quando morava em Pinhão, em 2012. Depois fui morar em São Paulo e parei de receber, mas um dos motivos que me fizeram voltar ao Paraná foi o Geração Olímpica e Paralímpica. O ruim da vida do atleta é que não podemos contar com o dinheiro certo no mês. Por isso bolsa do Geração Olímpica e Paralímpica é muito importante”, comenta.
Ela também destaca que o auxílio financeiro é essencial para a manutenção da rotina de um atleta de alto rendimento, com preparador físico, técnico, psicólogo, nutricionista, entre outros profissionais. “O dia a dia do atleta é muito caro, porque tem que se alimentar bem, fazer suplementação, academia, fortalecimento, e tudo isso gera gasto. Toda ajuda que chega nós agradecemos muito, e o Geração tem possibilitado me manter no alto rendimento”, complementa.
CARREIRA DUPLA – Edwarda também tem enveredado para outro esporte paralímpico: parabadminton. Incentivada pelo noivo e atleta da modalidade, Rogério Oliveira, conquistou no Parapan-Americano de Santiago-2023 o ouro jogando na dupla mista, fazendo par com o companheiro, e a prata no individual. “Estar nas duas modalidades é difícil, mas eu consigo manter isso. Claro que 100% nas duas não consigo dar, então hoje meu foco é o vôlei sentado por conta dos Jogos, encerrar esse ciclo tão bonito que construí na modalidade”, salienta.
Ao saber que não poderia participar da Paralimpíada disputando as duas modalidades, ela voltou para a Seleção Brasileira de Vôlei Sentado no início de 2024. “Ter as portas abertas para voltar para seleção é um reconhecimento a todo o trabalho que fiz até aqui. Nós temos chance de conseguir a medalha de ouro e eu tenho consciência dessa ajuda que posso dar para a equipe”, afirma.
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PÓS-PARALIMPÍADA – Difundir o vôlei sentado no Paraná. Esse foi um dos motivos que a fez regressar ao Estado, desta vez para Curitiba, há dois anos. Ela conta que a Capital não tem uma equipe feminina de vôlei sentado e veio para mudar isso. Hoje ela treina com a equipe masculina no Círculo Militar.
“Meu objetivo é abrir as portas do vôlei sentado feminino, e isso faz parte de uma construção. Participar de campeonatos na redondeza, falar sobre o esporte, isso ajuda a dar um norte”, comenta. “Eu estava tranquila em São Paulo, com carteira assinada, convênio, mas vim para Curitiba com as mãos abanando pensando no futuro, no que podemos construir aqui”.
“O feminino é mais delicado que o masculino. Os homens não ligam muito para chegar e sentar na quadra. Para nós, mulheres, tem a questão física, emocional, mostrar o coto, a deficiência, e para muitas mulheres não é algo confortável de se fazer, porque é isso que você faz quando chega na quadra”, afirma Edwarda.
COPEL – Até o final de 2024, o programa terá investido mais de R$ 55 milhões em bolsas financeiras para atletas e técnicos vinculados a instituições paranaenses (federações e escolas), atendendo desde jovens promessas a estrelas de renome internacional. A iniciativa é patrocinada pela Copel desde o início – e de forma exclusiva desde 2013.
Para o presidente da Copel, Daniel Slaviero, o apoio busca tornar o Paraná referência de esporte olímpico e paralímpico no Brasil, ao valorizar os atuais talentos do Estado. “Nós temos orgulho de apoiar, junto com o governo do Paraná, esses atletas e profissionais que por muito tempo vêm se preparando para um dos momentos mais significativos da história dos esportes. Estamos torcendo com toda energia”, comenta.
O programa abrange, além do pagamento mensal de bolsas financeiras a atletas e técnicos, recursos necessários para a execução e gestão das atividades previstas, confecção de uniformes, material de divulgação e promoção, infraestrutura de logística (hospedagem, alimentação e transporte), programas de treinamento e capacitação, bem como avaliações médicas e laboratoriais dos atletas.
Confira o vídeo:
Fonte: Governo PR
PARANÁ
61 famílias de Guarapuava recebem chaves da casa própria com apoio do Estado
Published
18 minutos agoon
3 de abril de 2025By

A Cohapar participou nesta quinta-feira (03) da inauguração e entrega de chaves das 61 casas que compõem o Residencial Prime Cerejeiras III, em Guarapuava. Com o Programa Casa Fácil, o Estado aplicou R$ 1,1 milhão para ajudar no custeio do valor de entrada dos imóveis de 59 famílias.
Geridos pela Companhia de Habitação do Paraná, os subsídios estaduais de R$ 20 mil são usados para reduzir o custo da entrada às pessoas com renda de até quatro salários mínimos, facilitando a aquisição da moradia própria. Os compradores também conseguem acessar descontos variáveis do programa federal Minha Casa, Minha Vida e usar o saldo do FGTS para abatimento do montante financiado.
Viabilizada conjuntamente pelo Governo do Paraná, Caixa Econômica Federal e Construtora Piacentini, a obra recebeu mais de R$ 12,8 milhões em investimentos.
Graças aos incentivos do poder público, os financiamentos junto à Caixa Econômica Federal, que podem ser quitados em até 30 anos, apresentam taxas de juros reduzidas e prestações mais acessíveis. Os novos proprietários pagarão parcelas a partir de R$ 1.100 mensais, custo similar ou até mais em conta que o valor de um aluguel.
Durante o evento de entrega, o diretor de Programas e Projetos da Cohapar, Luís Antonio Werlang, ressaltou o quanto é significativa a conquista da moradia própria para uma família e a atuação do Governo do Estado como agente facilitador desse processo. “Hoje vocês representam uma parcela da população que conseguiu superar o aluguel. E isso se deve a atuação do governo Ratinho Junior, que ampliou o acesso à habitação através do programa Casa Fácil, que tem se tornado exemplo e referência para outros estados”, completou.
O prefeito de Guarapuava, Denilson Baitala, enfatizou que essas parcerias garantem projetos que vão ao encontro das necessidades e à realidade financeira das famílias. “A casa própria é um dos principais anseios das pessoas e isso se tornou um comprometimento para todos nós da prefeitura, dos governos estadual e federal e da empresa responsável”, apontou.
EMPREENDIMENTO – O Residencial Prime Cerejeiras é composto por 230 unidades habitacionais, cujas entregas são realizadas por módulos. A primeira e a segunda fases, inauguradas em abril e agosto de 2024, respectivamente, somam 121 moradias. Nesta terceira etapa são 61 casas e a última, já contratada junto à Caixa, contempla mais 48.
O empreendimento foi implantando dentro de um bairro planejado, com fácil acesso ao centro da cidade e infraestrutura já consolidada na região. Conta com diversos espaços comuns como salão de festas, quiosques com churrasqueira, quadra esportiva, espaço pet, ciclovia e parquinho.
As residências têm modelo arquitetônico padrão com 47,99 m², edificadas em terrenos com metragens de 150 ou 180 m² e que possibilitam ampliações futuras pelos novos proprietários. Elas são divididas em dois quartos, sala, banheiro social, cozinha, área de serviço externa, jardim gramado com churrasqueira nos fundos e espaço para vaga de garagem.
Os imóveis já são entregues com revestimento cerâmico em todos os cômodos e também nas paredes das áreas molhadas, bancada de granito no banheiro e esquadrias em alumínio branco.
Para os novos moradores do residencial Prime Cerejeiras III, o técnico agrícola Isaque de Souza da Cruz Junior, 29 anos, e a esposa Meliane Monteiro Dominico, 35, o subsídio do Casa Fácil foi decisivo para possibilitar a compra. Hoje, eles recebem a chave do novo lar e podem deixar para trás o peso do aluguel.
“A gente até se emociona, porque é um sonho realizado. Graças a Deus, conseguimos o subsídio da Cohapar, que nos ajudou. A gente estava correndo atrás de outras oportunidades, mas estavam pedindo uma entrada muito alta. Até que encontramos esse com a Cohapar e encaixou. Era a pecinha que faltava”, falou Isaque.
O casal não vê a hora de mudar e a esposa já faz planos para melhorar cada vez mais tão sonhado cantinho. “A gente quer fechar de muro, fazer uma edícula nos fundos, porque gostamos muito de receber visitas e fazer um jardim bonito aqui na frente”, completou.
PRESENÇAS – A cerimônia também contou com a presença da vice-prefeita Rosangela Virmond; do deputado estadual Artagão Junior; do presidente da Câmara de Vereadores de Guarapuava, Pedro Moraes; do secretário municipal de Habitação, Gustavo Henrique Pedrosa; do diretor da Construtora Piacentini, Amauri Aleixo, e demais lideranças locais.
Fonte: Governo PR

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