NOVA AURORA

PARANÁ

Documentos descartados pela PCPR são reciclados e vão ajudar entidades assistenciais

Publicado em

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) descartou 5,6 toneladas de documentos que estavam arquivados nas delegacias de Curitiba. Os materiais foram macerados nesta quarta-feira (10) por uma empresa especializada e serão transformados em papel e papelão reciclados. O valor arrecadado pela venda dos subprodutos será destinado a entidades assistenciais.

Todos os papéis enviados para o descarte foram previamente avaliados e classificados pela Comissão Permanente de Avaliação Documental (Cpad) da PCPR com supervisão do Arquivo Público do Paraná.

Os documentos na esfera policial têm prazo de permanência em arquivo. Alguns são de guarda permanente, enquanto outros podem ser descartados após cumprirem o tempo mínimo de arquivamento. Os prazos de guarda de cada tipo documental foram definidos no Manual de Gestão de Documentos e Código de Classificação, que foi elaborado pela Cpad ao longo de dois anos com base nas diretrizes do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq).

O delegado da PCPR e chefe da Assessoria de Planejamento Operacional, Hamilton Cordeiro da Paz, explica que as unidades policiais receberam orientações sobre como proceder com a documentação armazenada, seja aquela que é própria da atividade de um órgão público, como os ofícios, ou aquela ligada às atividades de polícia judiciária, como os mandados judiciais, por exemplo.

Leia Também:  Com 588 mil de procedimentos, Paraná bateu recorde de cirurgias eletivas em 2023

“Cada uma verifica sua documentação e seleciona o que deve ser guardado e o que já cumpriu a temporalidade. Em seguida, os itens são encaminhados à comissão, que faz uma nova avaliação de cada um desses documentos e os envia ao arquivo público, que é responsável por reanalisar e aprovar o descarte”, conta.

A partir da autorização, é feita uma publicação em Diário Oficial a fim de aguardar, pelo prazo de 30 dias, possíveis manifestações contrárias. Caso não ocorram, os documentos estão prontos para o descarte.

Entre os papéis que foram destinados para esta maceração estão laudos, termos, relatórios, mandados de busca e apreensão e de prisão, além de cópias de inquéritos e outros. Todos eles cumpriram a temporalidade de armazenamento prevista no manual próprio da Cpad.

O material foi processado na tarde de quarta-feira (10) por uma empresa especializada localizada no bairro Tarumã, em Curitiba. A ação foi acompanhada por representantes da PCPR e do Arquivo Público do Paraná.

Leia Também:  Primeira fase do Enem acontece neste domingo e mobiliza 145 mil estudantes do Paraná

DESCARTE RESPONSÁVEL – O documento policial, por características de sigilo, não pode ser apenas retalhado ou destinado a aterro sanitário, pois com isso ainda é possível se obter dados e informações contidos nele. Considerando também o cuidado com o meio ambiente, ele não deve ser incinerado, uma vez que essa atividade gera fumaça e resíduos.

Por isso, a solução encontrada pela PCPR foi a maceração, que permite a que o papel seja transformado em outros materiais, como papel reciclado e papelão, e garante a descaracterização segura destes documentos.

Os subprodutos gerados neste processo serão comercializados e o lucro gerado será revertido a entidades assistenciais paranaenses. Dessa forma, o Estado não tem custos para realizar o descarte e também são gerados benefícios à sociedade.

ARQUIVO GERAL – Esta é a segunda eliminação de documentos promovida pela instituição. A primeira aconteceu em 2019.

Além das 5 toneladas maceradas quarta-feira, outras 19 mil caixas de documentos estão aguardando análise. A ideia é de que um novo descarte ocorra futuramente.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Com foco em IA, BRDE Labs apresenta empresas e conceito da edição de 2025

Published

on

By

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a HOTMILK, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, deram início, nesta semana, a mais uma edição do BRDE Labs. Em 2025, o programa tem como foco a Inteligência Artificial e vai conectar startups a grandes empresas para o desenvolvimento de soluções inovadoras. A iniciativa conta com o apoio da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham-Brasil), que auxilia na captação de empresas participantes.

O evento de lançamento foi realizado no Centro de Realidade Estendida da PUCPR e reuniu representantes das dez companhias âncoras desta edição: 3L Bike Parts, Atlas Eletrodomésticos, Bree, Brose, C.Vale, Grupo Gondaski, Horse, Lojas MM, MGL Mecânica de Precisão e Millpar. Cada empresa foi apadrinhada por um colaborador do BRDE, que dará suporte ao longo do processo de desenvolvimento das soluções.

As empresas participantes conheceram em detalhes o programa, que tem como finalidade a apresentação de uma Prova de Conceito (PoC) criada pelas startups para as empresas. Esse modelo permite testar a viabilidade de soluções antes de sua implementação definitiva. O programa também disponibiliza uma comunidade digital, ferramenta para conexão dos participantes de todas as edições do programa e para divulgação de conteúdos de interesse. O edital das startups que planejam desenvolver conexões com IA está previsto para maio.

Leia Também:  Governo lança edital para bandas marciais e fanfarras com recursos da Lei Paulo Gustavo

O superintendente do BRDE, Paulo Starke Junior, destacou a importância de fomentar a inovação no setor empresarial. “Somos o maior financiador de inovação com recursos direcionados no País, mas sabemos que inovar vai além do financiamento. Criar um ambiente propício ao desenvolvimento é essencial para gerar soluções transformadoras”, afirmou. Ele ressaltou ainda que a colaboração entre clientes, parceiros e empresas é fundamental para fortalecer a conexão entre startups, universidades e o mercado.

Criado em 2020, o BRDE LABS tem como objetivo fortalecer o ecossistema de inovação no Sul do Brasil, capacitando startups e conectando-as a empresas em busca de soluções estratégicas para seus desafios internos. Desde seu lançamento, o programa já impactou 47 organizações em 31 cidades do Paraná e acelerou 59 startups.

Marcelo Moura, diretor da HOTMILK, disse que o programa impulsiona o desenvolvimento do Paraná. “Ele abriu caminho para a criação de novas iniciativas, promovendo não apenas a pesquisa, mas também a conexão com o mercado dentro da economia 4.0”, disse. “A IA já faz parte da realidade do mercado e sua incorporação aos produtos e serviços pode trazer ganhos expressivos em eficiência”.

A 3L Bike Parts, uma das âncoras desta edição, conheceu o BRDE LABS em um evento realizado em 2024. Paulo Henrique Valasque, diretor de engenharia da empresa que tem foco na produção e comercialização de componentes para bicicletas de alta performance, conta que o interesse foi imediato, levando a participar da iniciativa.

Leia Também:  Com apoio de cão, PM apreende 1,5 tonelada de maconha em Santa Helena

“Muitas vezes estamos tão focados no dia a dia da empresa que não percebemos o vasto mundo de inovação ao nosso redor. Estar nesse ambiente, junto a outras companhias, nos mostra quantas oportunidades estão surgindo e como podemos adotar novas ferramentas para otimizar desde a rotina até aspectos que impactam significativamente o nosso negócio”, ressaltou.

Empresas veteranas no programa, como Bree, Brose e C.Vale, também reafirmaram os benefícios da iniciativa.

Alessandra Anami, gerente de engenharia, laboratório e SGI da Bree, destacou que a participação permite ampliar o conhecimento sobre inteligência artificial e implementar soluções inovadoras. “O programa nos conecta com o que o mercado está fazendo e amplia nosso conhecimento sobre inteligência artificial. Com isso, ganhamos em dois aspectos: primeiro, por meio dos treinamentos e capacitações que aceleram nosso aprendizado, e segundo, pela oportunidade de solucionar um problema de maneiras que, muitas vezes, nem imaginávamos”, explicou.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA