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Estado inaugura pavimentação de estrada que liga Paraíso do Norte a Nova Aliança do Ivaí

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O governador em exercício Darci Piana inaugurou nesta quinta-feira (16) a obra de pavimentação da estrada rural que liga os municípios de Paraíso do Norte e Nova Aliança do Ivaí, no Noroeste do Paraná. Os 7,8 quilômetros da via foram pavimentados com blocos sextavados, o que vai facilitar o escoamento da produção e o deslocamento das cerca de 40 famílias que vivem na região.

Com investimento de R$ 8,6 milhões – R$ 7,5 milhões do Governo do Estado e R$ 1,1 milhão de contrapartidas dos municípios –, a benfeitoria faz parte do programa Estradas da Integração, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), coordenado pelo Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável (Deagro).

Segundo Piana, o principal objetivo do programa é facilitar a logística dos produtores rurais, mas os projetos acabam beneficiando toda a população que depende das estradas para deslocamento diário. “Isso melhora a vida dos nossos produtores, dos alunos que precisam ir para as escolas e das pessoas que precisam de atendimento médico nas cidades”, disse.

Ele lembrou que a meta do Governo do Estado é chegar a 3 mil quilômetros de estradas rurais pavimentadas até 2026, dentro da estratégia de melhoria de toda a infraestrutura estadual. “O Paraná já é o maior produtor de carne de frango e o segundo maior de carne suína, além de liderar a produção de peixes. Os investimentos que estamos fazendo na melhoria das rodovias, ferrovias e estradas vicinais, como esta, ajudam a reduzir os custos de transporte, tornando os preços dos produtos mais competitivos nos mercados nacional e internacional”, acrescentou.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, considera que o programa é uma maneira de incentivar a permanência da população no meio rural ao reduzir desigualdades sociais em relação à população que vive nas cidades.

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“O Paraná já contribui expressivamente para os resultados do agronegócio brasileiro, mas ainda existe um desequilíbrio entre os que moram e trabalham no campo e aqueles que vivem nas cidades. Por isso, o Governo do Estado vai continuar investindo, em parceria com as prefeituras, na pavimentação das estradas rurais”, disse. “Ter estradas de qualidade significa mais qualidade de vida para a população, encurtar distâncias entre as pessoas e, para os agricultores, diminuir custos de transporte e prazo para a chegada de insumos e a saída da produção”.

O prefeito de Nova Aliança do Ivaí, Ulisses de Souza, enfatizou a importância do apoio técnico da Seab durante a elaboração do projeto e execução da obra. Para ele, a pavimentação de estradas rurais é mais uma demonstração de valorização dos pequenos municípios pelo Governo do Estado. “Hoje temos uma estrada boa, bonita, que a população já está usando, onde já vemos vários caminhões passando para transportar a safra”, comentou.

“Ações como essa, assim como outros programas que Nova Aliança do Ivaí participa, como a pavimentação de vias urbanas pelo programa Asfalto Novo, Vida Nova e a melhoria da infraestrutura escolar pelo programa Escola Bonita, são uma prova de que o Estado tem olhado para as necessidades da população dos municípios menores”, complementou.

Para o prefeito de Paraíso do Norte, Carlos Alberto Vizzotto, a conclusão da obra significa o fim de uma longa espera da população, que aguardava a pavimentação desde a construção da estrada há 40 anos. “Hoje estamos realizando um sonho de quatro décadas com uma obra que é ecologicamente correta e tem uma estrutura muito robusta para aguentar o fluxo de veículos pesados que agora vão passar por aqui carregando abacaxi, cana-de-açúcar, mandioca e tantos outros produtos agrícolas e da pecuária regional”, afirmou.

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DIREITO DE IR E VIR – Antes da pavimentação da estrada, os moradores da região que precisavam se deslocar entre Paraíso do Norte e Nova Aliança do Ivaí precisavam percorrer um caminho de mais de 50 quilômetros ou arriscar atolar o veículo na lama devido às péssimas condições do trecho. Na prática, a obra garantiu aos moradores dos dois municípios o direito de ir e vir.

É o que conta o pastor Valdecir Antônio da Silva, que costumava dar carona em seu carro para outros moradores que precisavam ir para a cidade. “Foram 40 anos de sofrimento nessa estrada. Muitas vezes a gente tinha que abandonar o carro e percorrer a pé por causa da lama, porque a via alternativa tem 52 quilômetros. Só temos a agradecer pelo fim dessa luta”, comemorou.

A diarista Lucilene de Brito, de 50 anos, acredita que a rotina de trabalho será mais tranquila daqui pra frente. “Os ônibus não tinham condições de passar aqui, então eu vinha muitas vezes de voto com meu filho, mas por várias vezes nós também ficamos atolados na estrada. Com a estrada pavimentada ficou bem melhor para a gente, mas também para as crianças que vão para a escola e o pessoal do sítio que precisa ir fazer compras na cidade. Até a ambulância já está passando aqui para atender os doentes”, relatou.

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Foto: Gabriel Rosa/AEN

ESTRADAS DA INTEGRAÇÃO – Desde 2019, a Seab firmou 345 convênios com os municípios para pavimentação de mais de 1,2 mil quilômetros de estradas rurais, totalizando R$ 411 milhões de investimentos. A iniciativa facilita o trabalho dos produtores rurais no manejo de suas propriedades, agilizando a chegada de insumos, sementes e ração, e também no escoamento das safras, contribuindo para o aumento da competitividade da agroindústria paranaense.

Na mesma solenidade, Piana assinou convênios para novas pavimentações de estradas rurais em mais três municípios. Cerca de R$ 3,1 milhões são para a pavimentação de 3,1 quilômetros da estrada municipal XV de Novembro, em Marilena. Para Itaúna do Sul, serão destinados R$ 2,7 milhões para pavimentar o trecho de 2,3 quilômetros da Estrada Nossa Senhora do Rocio. Com 2,2 quilômetros de extensão, a Estrada Ramal 53, em Santa Isabel do Ivaí, vai receber investimentos de R$ 2,6 milhões.

As obras facilitam o trabalho dos produtores rurais no manejo de suas propriedades, agilizando a chegada de insumos, sementes e ração, e também no escoamento das safras, contribuindo para o aumento da competitividade da agroindústria paranaense. As famílias que vivem em áreas rurais do Paraná têm mais acesso na locomoção para chegar à cidade e ter acesso a hospitais, escolas e outros serviços. O programa também tem o objetivo de preservar os recursos naturais, contribuindo na conservação do solo nas propriedades.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade os secretários estaduais da Fazenda, Norberto Ortigara; e do Turismo, Marcio Nunes; os presidentes da Ceasa-PR, Éder Bublitz; da Cohapar, Jorge Lange; e da Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná (Amunpar) e prefeito de Terra Rica, Julio Leite; o deputado federal Tião Medeiros; e outros prefeitos da região.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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