NOVA AURORA

AGRONEGÓCIO

RURAL SHOW: Tecnologia apresentada na Show Rural gera fertilizantes a partir de dejetos animais

Publicado em

Bauer do Brasil expõe separadores de resíduos e carreteis de irrigação entre 5 e 9 de fevereiro em Cascavel – PR

O estado do Paraná lidera a produção de aves e é o segundo maior produtor de suínos no Brasil, ficando atrás apenas de Santa Catarina. É crucial desenvolver técnicas agrícolas e soluções economicamente viáveis e operacionalmente eficientes para lidar com os resíduos animais. A Bauer do Brasil está participando do Show Rural Coopavel 2024, dias 5 e 9 de fevereiro, em Cascavel – PR, apresentando separadores de resíduos e carretéis para irrigação.
Com uma produção que ultrapassa 400 milhões de aves e 6 milhões de suínos, essas atividades apresentam potencial significativo para gerar impactos ambientais negativos. Os resíduos animais são responsáveis por problemas ambientais como a contaminação do lençol freático, acumulação de elementos tóxicos, salinização, impermeabilização do solo, desequilíbrio de nutrientes e contaminação de culturas.
O manejo inadequado desses resíduos contribui para a proliferação de insetos e bactérias resistentes, sendo a disposição não tratada nos cursos d’água o principal impacto, desequilibrando o ecossistema com amônia, nitratos, entre outros.
A Embrapa destaca que os resíduos da avicultura de corte incluem a cama de aviário e carcaças de animais mortos, compostas por excretas das aves, material absorvente (como maravalha, serragem, sabugo de milho triturado, capins e restos de culturas), penas e restos de alimento. A poluição olfativa também é uma preocupação devido à evaporação de compostos prejudiciais, como amônia e metano, causando danos às vias respiratórias, chuva ácida e contribuindo para o aquecimento global.
Por meio das operações de reaproveitamento, essa característica nociva é eliminada. Ao mesmo tempo, os produtores garantem rendimentos maiores em suas produções. Os separadores de dejetos têm a função de separar os resíduos sólidos e líquidos provenientes da produção agrícola, conforme explica Rodrigo Parada, Co-CEO da Bauer do Brasil. Esse processo não apenas facilita o gerenciamento desses resíduos, mas também oferece benefícios ambientais e econômicos significativos.
“A parte sólida separada pode ser transformada em adubo de alta qualidade, rico em nutrientes essenciais para o solo. Isso não apenas reduz a necessidade de fertilizantes químicos, mas também contribui para a saúde do solo e o aumento da produtividade das culturas”, pontua o Co-CEO.
De acordo com Parada, a separação dos resíduos ainda resulta em redução de volume, nutrientes mais concentrados, prevenção da solidificação de resíduos e facilidade no transporte e irrigação. O líquido resultante pode ser utilizado como fertirrigação. Além disso, a diminuição do odor é um bônus, tornando o ambiente mais amigável.
O estado do Paraná ocupa a quinta posição como produtor nacional de cana-de-açúcar, ficando atrás de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. Além disso, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), na safra 2023/24, a área de cultivo de soja no Paraná está prevista para alcançar 5,780 milhões de hectares, representando um aumento de aproximadamente 1,5% em comparação com a temporada anterior.
A Bauer do Brasil, ao adaptar a tecnologia europeia de carreteis de irrigação, oferece aos agricultores brasileiros uma solução que atende às suas necessidades específicas. Diferentemente dos sistemas de irrigação fixos, os carretéis proporcionam mobilidade, permitindo que os agricultores cubram grandes áreas sem a necessidade de investir em infraestruturas mais dispendiosas.
Além disso, a mobilidade dos carretéis oferece aos agricultores a possibilidade de aprimorar o uso da água e dos recursos naturais. Eles podem ajustar a velocidade e a direção do carretel conforme as necessidades específicas das plantas, evitando a erosão do solo e minimizando a perda de água por evaporação. Dessa forma, os agricultores conseguem otimizar a eficiência hídrica, contribuindo para a conservação dos recursos naturais e aumentando a produtividade geral da propriedade.

Leia Também:  Prefeitura de Curitiba reforma escolas, unidades de saúde e recupera asfalto em 11 ruas

Carretel

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor

Published

on

By

Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

Imagem: assessoria

Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.

O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.

Leia Também:  Prefeitura de Curitiba reforma escolas, unidades de saúde e recupera asfalto em 11 ruas

Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o  governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.

O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.

Leia Também:  Apesar dos desafios, safra de grãos deve crescer 6,5% em 2025

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.

Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA