5 de Abril de 2025
    NOVA AURORA

    AGRONEGÓCIO

    Defesa Agropecuária do Mapa faz balanço positivo de 2023

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    O Brasil destaca-se no cenário global pela diversidade e competitividade de seu agronegócio, que é resultado de investimentos em pesquisa, tecnologia, infraestrutura e sustentabilidade.

    A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é peça fundamental nessa engrenagem, defendendo o setor de doenças e pragas e garantindo a qualidade e a conformidade técnica dos produtos importados, exportados e produzidos para consumo interno.

    “É importante destacar o papel de relevância da SDA nas discussões técnicas e no reconhecimento do serviço de defesa para a abertura dos mercados que nós estamos conquistando em 2023”, ressalta o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

    Em 2023, novos desafios fizeram-se presentes, exigindo da Secretaria ações firmes para proteger a produção brasileira. Dentre elas, estão as ações contra a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) que pela primeira vez foi detectada no Brasil. Graças aos esforços coordenados pela SDA, até o momento, o vírus não afetou granjas comerciais.

    Já para a expandir ainda mais as exportações, a SDA recebeu 23 missões internacionais de auditorias de países como China, União Europeia, Estados Unidos, entre outros para avaliar o sistema de inspeção federal do Brasil e as empresas nacionais exportadoras, verificando o cumprimento dos requisitos sanitários exigidos pelos países importadores. Foram 21 missões realizadas de forma presencial e duas remotas.

    O país se saiu tão bem que somente neste ano, a SDA aprovou 48 certificados sanitários para exportação de produtos de origem animal e 24 para produtos destinados à alimentação animal. Ou seja, o Brasil atende a tudo aquilo que os mercados mais exigentes no mundo pedem.

    Aliás, uma das grandes inovações do ano promete ser expandida no próximo período, aumentando bastante a transparência e a capacidade brasileira de acessar novos mercados globalmente, com impacto direto na qualidade interna do controle sanitário: a SDA Digital.

    Protocolos e sistemas têm sido unificados e transformados em dados para abastecer um poderoso banco central de informações. Para tal, foi desenvolvida uma aplicação para dispositivos móveis, o Mapa-Labs, que atua digitalmente desde a ponta da fiscalização até a sua conclusão, eliminando a necessidade de papel.

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    Fiscalização e concursos – As dezenas de ações de fiscalização e combate às fraudes realizadas em 2023 retiraram do mercado 127 mil litros de azeite de oliva adulterados, 179 mil quilos de feijão impróprios para consumo e 66 mil litros de água de coco com inconformidades, além de sucos, vinhos, arroz e café.

    “O Mapa no combate ao contrabando na fronteira do país evitou que produtos falsificados ou de fruto de descaminho possam colocar em risco a saúde da população ou a produção agrícola nacional”, reforçou o secretário.

    Com novos concursos autorizados, a SDA receberá, nos próximos meses, 519 novos servidores, entre temporários e efetivos. Entre os temporários, há 40 vagas emergenciais para atuar na nas medidas de combate e controle à influenza aviária; e 39 para atuar na área de registros de agrotóxicos, produtos veterinários e bebidas.

    Dentre os efetivos, são 200 vagas para o cargo de auditor fiscal federal agropecuário (AFFA); 100 vagas para agentes de atividade agropecuária; 100 vagas para agentes de inspeção sanitária industrial de produtos de origem animal; 20 vagas para técnicos de laboratório e 20 vagas para auxiliares de laboratório. Os novos profissionais serão selecionados via concurso nacional unificado.

    Febre Aftosa – O ano de 2023 também foi marcado por decisões importantes para o avanço do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE-PNEFA). Em sua primeira reunião, em abril, a Equipe Gestora Nacional (EGN) autorizou o Estado de São Paulo a suspender a vacinação após a etapa de novembro de 2023.

    Em novembro, a EGN autorizou também os estados da Bahia, Sergipe, Rio de Janeiro, Maranhão, Pará, Amapá e Roraima a realizar a última vacinação em abril de 2024. Sendo assim, os desafios para 2024 incluem a realização do pleito de reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação destas áreas perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

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    Algodão – Uma grande conquista em 2023 foi a implementação definitiva da certificação oficial do algodão brasileiro. A certificação internacional de qualidade de algodão aumentará a fatia do produto brasileiro no mercado asiático, especialmente na China, possibilitando que o Brasil se torne o maior exportador de pluma do mundo até 2027.

    Combate a fraudes – Outra ação bastante relevante, principalmente para a segurança sanitária da população e a melhoria da qualidade dos produtos de origem vegetal, são as ações de combate às fraudes. Em 2023, a SDA coordenou ações em produtos de origem vegetal como café, azeite de oliva, arroz, feijão, suco de laranja, água de coco, sucos concentrados e vinhos de mesa, por exemplo.

    Foram retiradas do mercado toneladas de produtos fraudados que seriam destinados ao consumidor. Além disso, em 2024, 100% dos estabelecimentos identificados como fraudadores de produtos de origem vegetal neste ano serão auditados pelo Mapa.

    Produtos de origem animal importados – Aproximadamente 65 mil processos de autorização prévia de importação de produtos de origem animal (POA) comestíveis foram analisados. Destes, 27.610 foram submetidos à reinspeção, com coleta de amostras para análises laboratoriais em 1.365 casos, em atendimento ao Programa de Avaliação de Conformidade de POA Importados.

    Além disso, foram realizadas 886 coletas para análises laboratoriais em atendimento ao Regime de Alerta de Importação. Em face de irregularidades detectadas, foram emitidas 329 notificações internacionais, das quais 80 resultaram na inclusão do fabricante no Regime de Alerta de Importação e 24 na suspensão de estabelecimentos estrangeiros.

    Registro de Produtos – Foram registrados, até novembro de 2023, 489 agrotóxicos, com destaque para 72 registros de produtos biológicos – que podem propiciar a redução dos custos de produção e a produção de alimentos mais saudáveis. Desta forma, foram liberadas diversas opções de produtos para uso na agricultura brasileira, tanto na convencional como na orgânica.

    Fonte: Pensar Agro

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    AGRONEGÓCIO

    MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor

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    Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

    Imagem: assessoria

    Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.

    O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.

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    Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o  governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.

    O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.

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    Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.

    Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.

    Fonte: Pensar Agro

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