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Residentes vão reforçar atuação multidisciplinar e novos programas da cultura do Paraná

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O Governo do Estado realizou nesta terça-feira (29) no auditório da Biblioteca Pública do Paraná um evento de integração dos novos profissionais selecionados para a segunda edição do Programa de Residência Técnica em Gestão Cultural. O objetivo é reforçar as equipes que desenvolvem atividades artístico-culturais nas diferentes regiões do território paranaense, com foco na melhoria contínua dos serviços públicos disponibilizados à população.

Inicialmente, foram selecionados 27 residentes. Eles irão atuar em Curitiba, Cascavel, Guarapuava, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Paranaguá e Ponta Grossa. Outros 13 profissionais estão em processo de seleção para fechar essa segunda turma.

Denominados de Restec, os programas de residência técnica são coordenados pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), voltados para a capacitação de recém-formados em várias áreas do conhecimento. Cada Restec envolve cursos de pós-graduação em nível de especialização, ofertado por universidade estadual, na modalidade de ensino a distância. Simultaneamente, os residentes desenvolvem atividades práticas em instituições ligadas ao Poder Executivo Estadual.

Na Restec de Gestão Cultural, o curso de especialização é ofertado pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Já as atividades práticas do programa serão desenvolvidas com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná (SEEC).

O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona, destacou o compromisso do governo com a qualificação profissional do setor público. “O programa de residência técnica é uma estratégia de formação continuada para preparar profissionais para o serviço público e a segunda edição dessa residência confirma os bons resultados, na perspectiva de formarmos profissionais para a gestão de atividades culturais no serviço público estadual e municipal, atendendo a todas as demandas do Estado do Paraná”, afirmou.

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O programa Restec acompanha o momento de maior investimento no setor cultural na história do Paraná. Paralela ao projeto de formação de novos gestores culturais, a Lei Paulo Gustavo vai destinar mais de R$ 98 milhões ao Estado e outros R$ 105 milhões aos municípios paranaenses. Nesse contexto, a especialização em gestão cultural contribui no desenvolvimento de novos indivíduos para a vida cidadã e atende demanda por profissionais habilitados para trabalhar no setor cultural.

Sobre essa nova conjuntura, a secretária da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, chamou a atenção dos residentes para o desafio que se inicia. “O trabalho é gigante porque estamos no momento em que os residentes técnicos vão ajudar a escrever a história. Estamos em uma etapa onde a cultura será protagonista no nosso País. Nós éramos o primo pobre e agora somos o primo rico. Não só em recursos, mas em importância”, afirmou.

Essa segunda edição atende a demanda por formação continuada de profissionais de distintos segmentos ocupacionais. Além da multiplicidade de áreas de atuação, a reitora da Unespar, professora Salete Sirino, ressaltou a variedade de professores com histórico na gestão cultural. “Temos professores da Unespar e outros docentes convidados de diversas regiões do Brasil, da Argentina e do Uruguai, todos habilitados em gestão cultural e prontos para receber os novos residentes”, salientou.

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Durante o evento de integração, o cientista social Glauber Piva, que atua como professor convidado no Curso de Especialização em Gestão Cultural da Unespar, ministrou palestra sobre a importância da cultura como política pública estruturante de uma sociedade criativa. A palestra foi transmitida on-line, via plataforma digital, a partir de Salvador, onde ele reside.

ÁREAS – Nesta segunda edição, a Restec em Gestão Cultural contemplou profissionais das seguintes áreas: Administração; Arquitetura e Urbanismo; Artes; Artes Cênicas; Artes Visuais; Audiovisual; Biblioteconomia; Biologia; Ciências Contábeis; Ciências Sociais; Comunicação; Dança; Design Gráfico; Direito; Economia; Engenharia Civil; Física; Geografia; História; Jornalismo; Letras; Museologia; Pedagogia; Produção Cultural; e Teatro.

Além da Seti, Seec e Unespar, as atividades práticas serão desenvolvidas nas universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unioeste), do Norte do Paraná (Uenp).

POLÍTICA PÚBLICA – Os programas de Restec são considerados política pública de Estado, com amparo na Lei 20.086/2019. Cada residente técnico recebe bolsa-auxílio mensal de R$ 2.375,00, mais auxílio transporte de R$ 220,00. Atualmente, são 1.170 residentes em 12 programas em áreas como Ciências Forenses, Cultura, Gestão Pública, Inovação, Meio Ambiente, Obras Públicas, Saúde Pública, Segurança Pública e Turismo. A duração é de dois anos.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná no Museu Oscar Niemeyer é sucesso de público

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O vão-livre do Museu Oscar Niemeyer (MON) voltou a se transformar em um grande palco ao ar livre neste sábado (5). Mesmo diante do sábado mais frio do ano em Curitiba, a Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) reuniu uma multidão para a segunda apresentação gratuita da série “Mostly Mozart”.

Assim como no concerto inaugural da série em fevereiro, que atraiu mais de mil pessoas, a Orquestra Sinfônica do Paraná encantou o público com um programa dedicado ao compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart. Desta vez, o repertório trouxe também outro mestre do Classicismo, Joseph Haydn.

“Colocamos 800 cadeiras no vão-livre, lotamos todas, e havia público em pé ainda, chegando a quase mil espectadores. A gente está muito feliz porque esse projeto é um grande sucesso”, celebrou Áldice Lopes, diretor artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra.

A “Sinfonia nº 25” de Mozart, reconhecida pelo tom dramático e ousadia na escrita, e a “Sinfonia nº 44” de Haydn, conhecida como “Fúnebre”, que se destaca pela profundidade e refinamento, foram interpretadas pela Orquestra Sinfônica do Paraná sob a regência do maestro convidado Angelo Martins.

O violinista, que também atua como spalla da OSP desde 2017, possui vasta experiência no meio orquestral. Já integrou a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, além de ter sido premiado por suas composições para orquestra.

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Esta foi a primeira vez que Martins teve a oportunidade de reger a OSP. Ele comandou a orquestra ao mesmo tempo em que tocou seu violino, o que surpreendeu muitas pessoas. Mas ele explica que essa não é uma prática nova.

“Um fato curioso é que a orquestra, quando ela nasceu como instituição, era dirigida pelo spalla ou por um cravista. Normalmente o dirigente era um multi-instrumentista: tocava cravo, tocava violino, cumpunha, regia, dava aula, era um pouco luthier também”, expôs o violinista.

Martins comemorou a presença massiva do público. “É uma oportunidade que a Orquestra Sinfônica do Paraná tem para continuar construindo e renovando o seu público. Se a gente não tem esse suporte do público, se a gente não consegue chegar ao público, o que a gente faz perde o sentido”, avalia.

Entre o público presente estava a professora Carolina Dolis de Souza, que compareceu às duas apresentações da OSP no Museu Oscar Niemeyer. “O concerto foi maravilhoso, neste lugar extremamente especial, em comemoração aos 40 anos da Orquestra Sinfônica. É um privilégio poder estar aqui”, disse a educadora.

OSP NO MON — A série “Mostly Mozart” contará com outras quatro apresentações ao longo de 2025, sempre aos sábados, às 16 horas, no Museu Oscar Niemeyer. Os próximos concertos serão nos dias 5 de julho, 6 de setembro, 8 de novembro e 6 de dezembro. Todas as sessões são gratuitas, sem necessidade de retirada de ingressos.

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A iniciativa integra a programação especial em comemoração aos 40 anos da Orquestra Sinfônica do Paraná e reforça o compromisso do Centro Cultural Teatro Guaíra em levar seus corpos artísticos a diferentes espaços da cidade.

“Essa série não apenas homenageia Mozart, mas também celebra o próprio legado da OSP, proporcionando experiências musicais inesquecíveis em um cenário magnífico, que é o Museu Oscar Niemeyer”, destaca Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra.

40 ANOS DA OSP — A OSP comemora quatro décadas de história no dia 28 de maio de 2025, data que também marca o início de uma série de concertos comemorativos no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão). Nessas apresentações especiais, que serão realizadas nos dias 28, 29 de maio e 1º de junho, a OSP trará ao palco a grandiosa Sinfonia nº 2 de Gustav Mahler, conhecida como Sinfonia da Ressurreição.

No mês de maio, a OSP também celebrará o aniversário com um presente especial: um documentário que resgata essa trajetória marcante. Dividido em quatro capítulos no formato de websérie, o material será disponibilizado no YouTube do Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná (IAOSP) e do Teatro Guaíra, permitindo que o público mergulhe nos momentos mais emblemáticos da Orquestra.

Fonte: Governo PR

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