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Com Ponte de Guaratuba em andamento, ferry boat terá isenção de tarifa até final do ano

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), formalizou a assinatura do novo contrato para operação do serviço público de transporte coletivo aquaviário de passageiros, veículos e cargas na baía de Guaratuba, conhecido como ferry boat de Guaratuba.

A Internacional Marítima Ltda. foi a vencedora da licitação e ficará encarregada de operar a travessia pelo prazo de 25 meses. O contrato entra em vigor na virada do dia 10 (quinta-feira) para o dia 11 de agosto (sexta-feira). Com a mudança, deixará de ser cobrada a tarifa para embarque, inicialmente até o final do ano, podendo ser prorrogada por mais tempo, caso seja necessário. Isso ocorre porque não foi realizada uma nova concessão, já que o prazo de operação será curto, de apenas dois anos, até a construção da Ponte de Guaratuba.

O investimento no novo acordo é de R$ 131 milhões. Ele prevê os serviços e a aquisição de materiais para manutenção dos ferry boats, pontes e flutuantes, disponibilização de até três conjuntos de balsa + rebocador (ou ferry boats, além dos três que já estão disponíveis) com capacidade de transporte simultâneo de 180 veículos de passeio, estrutura flutuante para manutenção, rebocador para apoio, painel de mensagens variáveis em LED, guindaste móvel sobre pneus, fornecimento de combustível e contratação de toda a mão de obra necessária para a operação.

A remuneração será feita pelo DER/PR diretamente para a empresa, de acordo com medição mensal dos serviços executados. Durante este intervalo o Governo do Paraná vai analisar a possibilidade da cobrança de tarifa, a partir de 2024, para cobrir parcialmente os custos da travessia.

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Essa nova solução atende a demanda até a construção da Ponte de Guaratuba, que terá quatro faixas de tráfego, calçadas e ciclovia, com dispositivos de segurança disciplinando o trânsito na obra de arte especial. A obra prevê também adequações das vias de acesso à ponte. Está em andamento nesse momento a etapa de elaboração de projetos de engenharia da obra e dos relatórios ambientais, visando a obtenção da próxima licença ambiental, a Licença de Instalação. As obras devem começar no segundo semestre.

Esse contrato também resolve o impasse criado com a licitação de 2021. Em abril daquele teve início uma nova concessão para operar o ferry boat de Guaratuba, com prazo de 10 anos. Ela previa uma série de investimentos em reformas e melhorias tanto nas embarcações quanto nos atracadouros e espaços adjacentes já nos primeiros anos do contrato, com a cobrança de tarifa ao longo desse período cobrindo os custos e garantindo a margem de lucro da concessionária.

Os critérios do contrato, no entanto, não foram cumpridos pela empresa, o que gerou rescisão em menos de um ano.

Em fevereiro de 2022 foi realizada uma contratação emergencial de uma nova empresa para assumir a travessia, tendo sido mantida a cobrança de tarifa, mas cujo curto prazo de vigência cobria somente os custos para operar as embarcações. Os investimentos nas reformas, manutenções e demais serviços necessários foram realizados pelo próprio DER/PR, resultando em uma travessia mais ágil e com garantia de segurança aos usuários. Agora em 2023 foi publicado o novo edital, que resultou na contratação atual, que entra em vigor no dia 11 de agosto.

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De acordo com estudos técnicos e com base em dados históricos, o volume anual médio de tráfego da travessia da Baía de Guaratuba é de 1.359.990 veículos.

COMO VAI FUNCIONAR – Os usuários deverão continuar passando pelos guichês, retirando um tíquete com valor R$ 0, para garantir a organização da travessia, respeitando a capacidade operacional das embarcações. O DER/PR solicita que os usuários se organizem de modo a evitar formação de filas na véspera da isenção, causando transtorno para moradores e demais usuários.

Serão mantidas as restrições ao tráfego de caminhões na travessia, em vigor desde o ano passado:

– 0h até as 08h: Sem restrição de eixos ou comprimento, tendo Peso Bruto Total (PBT) de 26 toneladas

– 08h até as 12h: Sem restrição de eixos ou comprimento, tendo PBT de 26 toneladas, devendo obrigatoriamente passar pela balança afim de aferir a carga

– 12h até as 19h: Não podem utilizar a travessia veículos com mais de três eixos e/ou superiores a 14 metros de comprimento, com exceção do transporte coletivo de passageiros e veículos prestadores de serviços públicos (ambulâncias, etc)

– 19h até 0h: Sem restrição de eixos ou comprimento, tendo PBT de 26 toneladas

Fonte: Governo PR

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Presente especial: documentário celebra os 40 anos da Orquestra Sinfônica do Paraná

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Quatro décadas de história, centenas de concertos inesquecíveis e um repertório que atravessa gerações. Em 2025, a Orquestra Sinfônica do Paraná celebra seus 40 anos e ganha um presente especial: um documentário que resgata essa trajetória marcante. Dividido em quatro capítulos no formato de websérie, o material será disponibilizado no YouTube do Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná (IAOSP) e do Teatro Guaíra, permitindo que o público mergulhe nos momentos mais emblemáticos da Orquestra.

O lançamento dos três primeiros episódios está previsto para os dias que antecedem o aniversário da OSP, 28 de maio, data que também marca o início de uma série de concertos comemorativos no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão). Nessas apresentações especiais, que serão realizadas nos dias 28, 29 de maio e 1º de junho, a OSP trará ao palco a grandiosa Sinfonia nº 2 de Gustav Mahler, conhecida como Sinfonia da Ressurreição. Com quase 200 músicos reunidos, a obra promete emocionar o público e tornar essa celebração inesquecível.

O quarto e último episódio da websérie será lançado após os concertos comemorativos, pois incluirá trechos dessas apresentações. Desta forma, o documentário vai contar a história da Orquestra desde o dia de sua estreia, em 1985, até o aniversário de 2025. O diretor Rogério Vieira explica que, diferente de uma narrativa linear, o documentário não seguirá uma ordem cronológica rígida.

A ideia do documentário nasceu de uma conversa entre Samuel Lago, presidente do IAOSP, e o produtor audiovisual Rogério Vieira. “Queremos que as pessoas conheçam a história da Orquestra por meio daqueles que a viveram de dentro: músicos, maestros, organizadores e trabalhadores da arte, todos que ajudaram a construir essa trajetória. A proposta é retratar essa jornada de forma autêntica e emocionante, com depoimentos que resgatam memórias e experiências únicas”, afirma Lago.

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Apaixonado por música clássica, Rogério Vieira acompanha os concertos da OSP há muitos anos. “Muitas pessoas que apreciam a Orquestra e acompanham seus concertos talvez não tenham noção da complexidade envolvida, desde a forma como uma orquestra funciona até os desafios de administrá-la. É por isso que o documentário será tão especial: ele permitirá ao público enxergar os bastidores da Orquestra Sinfônica do Paraná, revelando os detalhes que tornam cada apresentação única”, revela o diretor do documentário.

PRIMEIRO TRECHO DISPONÍVEL — Ao longo dos meses de abril e maio, trechos do documentário serão divulgados no Instagram do Teatro Guaíra, da Orquestra Sinfônica do Paraná e do IAOSP. O primeiro, lançado nesta sexta-feira (04/04), traz um depoimento do maestro João Carlos Martins, pianista reconhecido internacionalmente como o maior intérprete do compositor clássico Johann Sebastian Bach.

Em maio de 2024, Martins teve uma participação memorável em um concerto da OSP: ele atuou como solista e dividiu a regência da Sinfônica com o diretor musical e regente titular da Sinfônica do Paraná, maestro Roberto Tibiriçá. “O maestro Eleazar de Carvalho, que foi meu professor, tinha uma admiração muito grande por João Carlos. Um dos grandes feitos dele como músico foi gravar toda a obra de Bach, é algo impressionante. E hoje é um exemplo de superação”, afirmou Tibiriçá, na ocasião.

Confira AQUI o primeiro trecho do documentário.

TRAJETÓRIA – Criada em 1985, a Orquestra Sinfônica do Paraná surgiu por iniciativa de uma equipe composta por profissionais como Eleni Bettes, Ivo Lessa e Tatiana Aben-Athar, com apoio do então governador José Richa e do secretário da Cultura, Fernando Ghignone. Seu primeiro maestro titular foi Alceo Bocchino, ex-aluno de Heitor Villa-Lobos e um dos grandes nomes da música erudita no Brasil. Falecido em 2013, Bocchino é maestro emérito da OSP. Na época da fundação, 61 músicos foram selecionados por meio de um concurso nacional, incluindo Osvaldo Colarusso como maestro adjunto.

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Desde então, a OSP tem contado com a direção de outros renomados maestros. Após Bocchino e Colarusso (1985-1998), regeram Roberto Duarte (1998-1999), Jamil Maluf (2000-2002), Alessandro Sangiorgi (2002-2010), Osvaldo Ferreira (2011-2014), Stefan Geiger (2016-2020), e atualmente tem como maestro titular e diretor musical Roberto Tibiriçá, que está à frente da orquestra desde 2022.

Ao longo de quatro décadas, a OSP construiu um vasto repertório com mais de 900 obras catalogadas de aproximadamente 250 compositores, incluindo importantes nomes da música brasileira, como Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, e paranaenses, como Henrique Morozowicz e Augusto Stresser. A Orquestra também teve a honra de trabalhar com mais de 50 maestros convidados e cerca de 200 solistas nacionais e internacionais.

A atuação da Orquestra Sinfônica do Paraná transcende os palcos paranaenses, com mais de mil apresentações realizadas dentro e fora do Paraná. A Orquestra participou de montagens de importantes óperas e balés, incluindo O Quebra-Nozes e O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, Romeu e Julieta, de Prokofiev, além das óperas Carmen, de Bizet, A Viúva Alegre, de Lehar, e La Bohème, de Puccini.

Com uma capacidade notável de transitar entre estilos clássicos, românticos e contemporâneos, a Orquestra Sinfônica do Paraná se coloca como um dos principais conjuntos sinfônicos do país. Acompanhe a programação dos concertos no site da OSP e siga a Orquestra no Instagram e no Facebook para não perder nenhuma novidade deste corpo artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra.

Fonte: Governo PR

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