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Paraná tem a maior representatividade industrial da região Sul, aponta IBGE

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O Paraná tem o maior Valor de Transformação Industrial (VTI) do Sul do País, representando 36% da região, seguido por Rio Grande do Sul (34,9%) e Santa Catarina (29,2%). Com isso, ultrapassou o Rio Grande do Sul na diferença entre 2012 e 2021. No início da década passada, a indústria gaúcha tinha 37,5% de peso regional, e a paranaense, 36,9%. Os dados são da Pesquisa Industrial Anual – Empresa (PIA Empresa), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (29).

As maiores participações no Paraná, em 2021, foram da fabricação de produtos alimentícios (27,1%), fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (13%) e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (8,4%). No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as principais atividades também foram fabricação de produtos alimentícios (18,3% e 20%, respectivamente). Em 2021, 37,9% do VTI da região estava concentrado em produtos alimentícios (21,9%), máquinas e equipamentos (8,3%) e produtos químicos (7,7%).

Segundo o IBGE, nesses 10 anos houve redução na concentração do VTI nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste. Em contrapartida, houve avanço nas duas regiões menos representativas do setor, Norte e Centro-Oeste. O Sul ocupa a segunda posição no ranking nacional.

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Outro dado emblemático é que o Paraná tem o quarto maior VTI do País, com 6,48% da participação nacional, atrás de São Paulo (31,19%), Minas Gerais (12,76%) e Rio de Janeiro (11,51%). O Paraná tem peso maior que toda a região Centro-Oeste na indústria nacional, por exemplo. O Rio Grande do Sul tem 6,28% e Santa Catarina, 5,26%. Os valores dos três estados do Sudeste são puxados pela extração de minerais metálicos, extração de petróleo e gás natural, metalurgia e fabricação de alimentos.

Já a ocupação na indústria paranaense alcançou 680.771 pessoas em 2021, 8,99% de todo o País nesse setor, um crescimento de 36.099, ou 5,6%, em relação a 2020 (644.672), que tinha 8,95% de participação. O Paraná é o quarto que mais emprega no setor, atrás de São Paulo (2.421.505), Minas Gerais (863.642) e Santa Catarina (740.061). Rio Grande do Sul (666.010) e Rio de Janeiro (348.886) aparecem na sequência. Em 2021, o setor industrial nacional ocupava 7.575.895 pessoas.

Confira os dados completos da pesquisa  Pesquisa Industrial Anual , extraídos pelo Ipardes.

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Fonte: Governo PR

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Com foco em IA, BRDE Labs apresenta empresas e conceito da edição de 2025

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a HOTMILK, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, deram início, nesta semana, a mais uma edição do BRDE Labs. Em 2025, o programa tem como foco a Inteligência Artificial e vai conectar startups a grandes empresas para o desenvolvimento de soluções inovadoras. A iniciativa conta com o apoio da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham-Brasil), que auxilia na captação de empresas participantes.

O evento de lançamento foi realizado no Centro de Realidade Estendida da PUCPR e reuniu representantes das dez companhias âncoras desta edição: 3L Bike Parts, Atlas Eletrodomésticos, Bree, Brose, C.Vale, Grupo Gondaski, Horse, Lojas MM, MGL Mecânica de Precisão e Millpar. Cada empresa foi apadrinhada por um colaborador do BRDE, que dará suporte ao longo do processo de desenvolvimento das soluções.

As empresas participantes conheceram em detalhes o programa, que tem como finalidade a apresentação de uma Prova de Conceito (PoC) criada pelas startups para as empresas. Esse modelo permite testar a viabilidade de soluções antes de sua implementação definitiva. O programa também disponibiliza uma comunidade digital, ferramenta para conexão dos participantes de todas as edições do programa e para divulgação de conteúdos de interesse. O edital das startups que planejam desenvolver conexões com IA está previsto para maio.

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O superintendente do BRDE, Paulo Starke Junior, destacou a importância de fomentar a inovação no setor empresarial. “Somos o maior financiador de inovação com recursos direcionados no País, mas sabemos que inovar vai além do financiamento. Criar um ambiente propício ao desenvolvimento é essencial para gerar soluções transformadoras”, afirmou. Ele ressaltou ainda que a colaboração entre clientes, parceiros e empresas é fundamental para fortalecer a conexão entre startups, universidades e o mercado.

Criado em 2020, o BRDE LABS tem como objetivo fortalecer o ecossistema de inovação no Sul do Brasil, capacitando startups e conectando-as a empresas em busca de soluções estratégicas para seus desafios internos. Desde seu lançamento, o programa já impactou 47 organizações em 31 cidades do Paraná e acelerou 59 startups.

Marcelo Moura, diretor da HOTMILK, disse que o programa impulsiona o desenvolvimento do Paraná. “Ele abriu caminho para a criação de novas iniciativas, promovendo não apenas a pesquisa, mas também a conexão com o mercado dentro da economia 4.0”, disse. “A IA já faz parte da realidade do mercado e sua incorporação aos produtos e serviços pode trazer ganhos expressivos em eficiência”.

A 3L Bike Parts, uma das âncoras desta edição, conheceu o BRDE LABS em um evento realizado em 2024. Paulo Henrique Valasque, diretor de engenharia da empresa que tem foco na produção e comercialização de componentes para bicicletas de alta performance, conta que o interesse foi imediato, levando a participar da iniciativa.

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“Muitas vezes estamos tão focados no dia a dia da empresa que não percebemos o vasto mundo de inovação ao nosso redor. Estar nesse ambiente, junto a outras companhias, nos mostra quantas oportunidades estão surgindo e como podemos adotar novas ferramentas para otimizar desde a rotina até aspectos que impactam significativamente o nosso negócio”, ressaltou.

Empresas veteranas no programa, como Bree, Brose e C.Vale, também reafirmaram os benefícios da iniciativa.

Alessandra Anami, gerente de engenharia, laboratório e SGI da Bree, destacou que a participação permite ampliar o conhecimento sobre inteligência artificial e implementar soluções inovadoras. “O programa nos conecta com o que o mercado está fazendo e amplia nosso conhecimento sobre inteligência artificial. Com isso, ganhamos em dois aspectos: primeiro, por meio dos treinamentos e capacitações que aceleram nosso aprendizado, e segundo, pela oportunidade de solucionar um problema de maneiras que, muitas vezes, nem imaginávamos”, explicou.

Fonte: Governo PR

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