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Gestão da Floresta Estadual Metropolitana será apresentada em evento no Canadá

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A gestão compartilhada da Floresta Estadual Metropolitana, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, será apresentada durante o Adaptation Futures, em Montreal, no Canadá. A conferência internacional é sobre a adaptação às mudanças climáticas e acontecerá entre os dias 2 e 6 de outubro. O convite é uma das primeiras ações após a confirmação da adesão do Paraná ao Regions4, organização especializada em questões da biodiversidade, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável.

O associativismo chamou a atenção da comunidade internacional pelo fato de a Unidade de Conservação (UC) ser administrada desde 2022 por indígenas das etnias Caingangue, Guarani Ñandeva, Guarani Mbya, Avá- Guarani e Tukano, moradores do local, com base em um Termo de Cooperação de gestão entre o Instituto Água e Terra (IAT) e o Instituto e Centro de Formação Etno Bio Diverso Ângelo Kretã.

O termo busca dividir as responsabilidades de gestão da UC no que diz respeito ao uso público do local, dando oportunidade à disseminação da educação ambiental sob a perspectiva dos saberes dos povos originários da terra. Além disso, visa a preservação local, com proteção do espaço contra invasores, caçadores e queimadas; o reflorestamento com árvores nativas; a conservação e restauração do bioma da Mata Atlântica; e a recepção a turistas que desejam visitar o espaço.

O case de sucesso ganhará ao mundo por meio da palestra “Inovação do governo subnacional para integrar o conhecimento da comunidade vulnerável ao planejamento e ação de adaptação”. Quem fará a apresentação da UC será a líder do Instituto Angelo Kretã, Isabel Tukana, uma das moradoras do local. Ela ganhou uma bolsa ofertada pelo evento para subsidiar sua estadia no Canadá.

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“O fato de estarmos aqui, na Floresta Estadual Metropolitana, é uma questão política, educacional, social e ancestral. Mostrar para as pessoas que, dentro da ótica indígena, nós não podemos tirar e colocar aquilo que não esteja dentro do processo do território, como plantas e mudas. Esse é o tipo de educação que oferecemos. Nossa proposta é de revitalização e replantio de plantas da região”, diz.

“Como recebemos visitas de escolas, na questão pedagógica apresentamos os cânticos, as comidas, falamos sobre a nossa ancestralidade e contamos alguns contos. Também ensinamos e auxiliamos no replantio de mudas nativas e na identificação dessas plantas”, acrescenta Isabel.

COOPERAÇÃO – Ao todo, são 35 indígenas em 11 famílias que ocupam e fazem o manejo da UC por meio do Termo de Cooperação. Pelo acordo, o IAT fica responsável pelas reformas e manutenção estruturais, delimitações de áreas que não devem ser acessadas por visitantes e o envio de mudas para o replantio.

A permanência dos povos originários no local atende ao acordo estabelecido no Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC), sobre abrigar populações tradicionais. “Será apresentada na Adaptation Futures esse tipo de gestão, no qual demonstra a importância dos saberes indígenas como instrumento de conservação da biodiversidade”, afirma a gerente de Áreas Protegidas do IAT, Letícia Salomão.

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UNIDADE DE CONSERVAÇÃO – A Floresta Estadual Metropolitana faz parte das mais de 70 Unidades de Conservação (UC) do Paraná, desde 1988. Localizada no limite com a ferrovia de Curitiba-Paranaguá, a área possui 4,4 mil hectares e, desde 2022, possui o manejo de forma compartilhada. A história do território indígena foi marcada pelo intenso extrativismo florestal da extinta Rede Ferroviária Federal, que a utilizava para plantio de eucalipto, cuja madeira abastecia as antigas locomotivas a vapor.

Através da gestão compartilhada, a UC está no processo de reflorestamento de árvores nativas em substituição à vegetação exótica plantada pela antiga concessionária férrea, uma forma de aumentar a vegetação da Mata Atlântica no Paraná.

REGIONS 4 – O Regions4 é uma organização com 46 governos regionais associados que compartilham o interesse de trabalhar com as questões da biodiversidade, mudanças climáticas e os objetivos de desenvolvimento sustentável. O Governo do Paraná é um associado desde maio de 2022, mas oficializou nesta quarta-feira (14) a adesão na cúpula mundial.

A ideia de apresentar a gestão da Floresta Estadual Metropolitana no Adaptation Futures 2023 surgiu após a visita da coordenadora de projetos de biodiversidade do Regiosn4, Gabriela Carrera, por se tratar de uma inovação na gestão de conservação da biodiversidade.

Fonte: Governo PR

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Com foco em IA, BRDE Labs apresenta empresas e conceito da edição de 2025

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a HOTMILK, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, deram início, nesta semana, a mais uma edição do BRDE Labs. Em 2025, o programa tem como foco a Inteligência Artificial e vai conectar startups a grandes empresas para o desenvolvimento de soluções inovadoras. A iniciativa conta com o apoio da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham-Brasil), que auxilia na captação de empresas participantes.

O evento de lançamento foi realizado no Centro de Realidade Estendida da PUCPR e reuniu representantes das dez companhias âncoras desta edição: 3L Bike Parts, Atlas Eletrodomésticos, Bree, Brose, C.Vale, Grupo Gondaski, Horse, Lojas MM, MGL Mecânica de Precisão e Millpar. Cada empresa foi apadrinhada por um colaborador do BRDE, que dará suporte ao longo do processo de desenvolvimento das soluções.

As empresas participantes conheceram em detalhes o programa, que tem como finalidade a apresentação de uma Prova de Conceito (PoC) criada pelas startups para as empresas. Esse modelo permite testar a viabilidade de soluções antes de sua implementação definitiva. O programa também disponibiliza uma comunidade digital, ferramenta para conexão dos participantes de todas as edições do programa e para divulgação de conteúdos de interesse. O edital das startups que planejam desenvolver conexões com IA está previsto para maio.

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O superintendente do BRDE, Paulo Starke Junior, destacou a importância de fomentar a inovação no setor empresarial. “Somos o maior financiador de inovação com recursos direcionados no País, mas sabemos que inovar vai além do financiamento. Criar um ambiente propício ao desenvolvimento é essencial para gerar soluções transformadoras”, afirmou. Ele ressaltou ainda que a colaboração entre clientes, parceiros e empresas é fundamental para fortalecer a conexão entre startups, universidades e o mercado.

Criado em 2020, o BRDE LABS tem como objetivo fortalecer o ecossistema de inovação no Sul do Brasil, capacitando startups e conectando-as a empresas em busca de soluções estratégicas para seus desafios internos. Desde seu lançamento, o programa já impactou 47 organizações em 31 cidades do Paraná e acelerou 59 startups.

Marcelo Moura, diretor da HOTMILK, disse que o programa impulsiona o desenvolvimento do Paraná. “Ele abriu caminho para a criação de novas iniciativas, promovendo não apenas a pesquisa, mas também a conexão com o mercado dentro da economia 4.0”, disse. “A IA já faz parte da realidade do mercado e sua incorporação aos produtos e serviços pode trazer ganhos expressivos em eficiência”.

A 3L Bike Parts, uma das âncoras desta edição, conheceu o BRDE LABS em um evento realizado em 2024. Paulo Henrique Valasque, diretor de engenharia da empresa que tem foco na produção e comercialização de componentes para bicicletas de alta performance, conta que o interesse foi imediato, levando a participar da iniciativa.

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“Muitas vezes estamos tão focados no dia a dia da empresa que não percebemos o vasto mundo de inovação ao nosso redor. Estar nesse ambiente, junto a outras companhias, nos mostra quantas oportunidades estão surgindo e como podemos adotar novas ferramentas para otimizar desde a rotina até aspectos que impactam significativamente o nosso negócio”, ressaltou.

Empresas veteranas no programa, como Bree, Brose e C.Vale, também reafirmaram os benefícios da iniciativa.

Alessandra Anami, gerente de engenharia, laboratório e SGI da Bree, destacou que a participação permite ampliar o conhecimento sobre inteligência artificial e implementar soluções inovadoras. “O programa nos conecta com o que o mercado está fazendo e amplia nosso conhecimento sobre inteligência artificial. Com isso, ganhamos em dois aspectos: primeiro, por meio dos treinamentos e capacitações que aceleram nosso aprendizado, e segundo, pela oportunidade de solucionar um problema de maneiras que, muitas vezes, nem imaginávamos”, explicou.

Fonte: Governo PR

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