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Bovinocultores de leite participam de workshop sobre bezerras

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Constantemente os produtores integrados a Copacol participam de treinamentos e capacitações. Os bovinocultores de leite assistiram a um workshop sobre bezerras. Durante todo o dia especialistas de diferentes instituições falaram com os cooperados sobre cuidados neonatais, práticas de manejo, qualidade do colostro, entre outros assuntos.

De acordo com o supervisor da UPBN (Unidade de Produção de Bezerras e Novilhas) da Copacol, Amauri Bernardi, as novidades apresentadas aos produtores auxiliam na troca de experiências, além de ajudá-los no manejo dos animais para aumentar o potencial produtivo. “Buscamos sempre maximizar a produção de leite. Quanto mais leite o animal der, melhor. Por isso, os cuidados para a criação devem ser os melhores. Dessa forma, trouxemos esses especialistas para apresentarem as novidades da área, tirar dúvidas dos produtores e auxiliar com as informações para melhorar os nossos índices zootécnicos e ter uma melhor lucratividade”.

O especialista em gado jovem da Nutron Cargil, Hilton Diniz, conversou com os produtores sobre as principais práticas de manejo, conforto e bem-estar na criação de bezerras. “Foi uma oportunidade para falarmos especialmente sobre o uso de sucedâneos na dieta líquida de bezerras e apontando como escolher um bom produto para otimizar a saúde e desempenho dos animais. Também tratamos sobre como fazer a melhor diluição, qual sistema de aleitamento utilizar com as bezerras e a diluição do produto em si: quais ferramentas usar e como fornecer uma dieta mais homogenia e segura para os animais”.

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Quem também conversou com os produtores foi a professora da USP (Universidade de São Paulo), Viviani Gomes. “O objetivo foi gerar oportunidades de melhorias dentro do sistema de produção das bezerras. Por isso abordamos questões relacionadas a saúde da vaca, como isso interfere no desenvolvimento e precocidade reprodutiva da prole e o manejo sanitário das bezerras nos primeiros dias”.

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AGRONEGÓCIO

MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor

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Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

Imagem: assessoria

Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.

O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.

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Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o  governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.

O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.

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Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.

Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.

Fonte: Pensar Agro

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