5 de Abril de 2025
    NOVA AURORA

    AGRONEGÓCIO

    Brasil começará a exportar energia excedente para Argentina e Uruguai

    Publicado em

    A partir de um novo mecanismo, lançado nesta segunda-feira (10), o Brasil começará a exportar energia elétrica para Argentina e Uruguai. A nova modalidade permite a negociação diária de Energia Vertida Turbinável (EVT), ou seja, energia excedente produzida por hidrelétricas que estão com água em excesso em seus reservatórios.

    Essa energia disponibilizada para exportação é classificada como excedente, pois não pode atender aos consumidores do Sistema Interligado Nacional (SIN), nem ser armazenada, em razão de os reservatórios estarem cheios. Dessa forma, por meio do novo modelo, esse excedente poderá ser exportado, gerando monetização dos volumes e beneficios os consumidores de energia  com redução de encargos nas tarifas.

    Os recursos obtidos com as transações serão direcionados para o Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), espécie de “condomínio” das usinas hidrelétricas, em que bônus e ônus da geração são repartidos entre os participantes. Com isso, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a nova modalidade pode permitir abatimento nos custos operacionais das hidrelétricas participantes e consequentemente, a médio prazo, redução nos encargos arrecadados na tarifa dos consumidores.

    Leia Também:  Divisão de frutos: nova sistemática é apresentada a piscicultores

    Vale ressaltar que a negociação de exportação não afeta a segurança do fornecimento  de energia para o mercado interno. A operação será diária e restrita aos comercializadores associados à CCEE com perfil cadastrado para exportação. ONS e CCEE participarão da análise e da confirmação das operações.

    Fonte: AgroPlus

    COMENTE ABAIXO:
    Advertisement

    AGRONEGÓCIO

    MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor

    Published

    on

    By

    Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

    Imagem: assessoria

    Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.

    O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.

    Leia Também:  Ribeirão Preto sedia entrega do 20° Prêmio Visão Agro Brasil

    Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o  governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.

    O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.

    Leia Também:  Fávaro defende soberania do Brasil diante de imposições da União Europeia

    Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.

    Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.

    Fonte: Pensar Agro

    COMENTE ABAIXO:
    Continuar lendo

    PARANÁ

    POLÍCIA

    ENTRETENIMENTO

    ESPORTES

    MAIS LIDAS DA SEMANA